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O ator, músico e diretor Rodrigo Candelot @rodrigocandelot marcou presença no sofisticado evento de lançamento da coleção verão 2026 de Hermes Inocêncio, em Ipanema, onde revelou detalhes de sua intensa agenda artística e defendeu apaixonadamente o valor educativo das produções históricas televisivas.
Vestindo uma elegante bata do Senegal em homenagem à inspiração africana da nova linha do estilista, o artista demonstrou sua sensibilidade cultural e apoio à diversidade.
Conhecido nacionalmente por sua interpretação do Coronel Formoso em "Tropa de Elite 2" e por dar vida ao querido Carlos Eduardo na série "Detetives do Prédio Azul" (DPA), Candelot revelou que 2025 foi um ano excepcionalmente produtivo em sua carreira.
Arcanjo renegado… com Marcelo Mello jr
O ator destacou sua participação na quarta temporada de "Arcanjo Renegado", em que interpreta João Alberto, um mergulhador profissional que se vê envolvido em uma complexa trama de tráfico internacional submarino.
Foto: Denise Klauck, Marcus Tardin, Rosane Braga e Rodrigo Candelot.
"Essa temporada está tratando de tráfico submarino, tráfico internacional submarino. Eu faço um mergulhador profissional que é cooptado pelo tráfico para esconder droga embaixo dos navios", explicou Candelot, revelando os bastidores de uma das narrativas mais audaciosas da série.
O ator trabalhou ao lado de Fábio Nascimento, que também esteve presente no evento como modelo da coleção de Hermes Inocêncio, demonstrando a sinergia entre os profissionais do audiovisual brasileiro.
Diversidade de projetos marca trajetória artística

Com Gabriel Godoy (Volte Sempre, Multishow)
A versatilidade de Rodrigo Candelot ficou evidente ao descrever seus múltiplos projetos de 2025. Além de "Arcanjo Renegado", o artista participou de "Série Volte Sempre - Multishow", com supervisão de Caito Maiê.
"É uma série que se passa dentro de uma galeria, como se fosse uma galeria em Copacabana, com várias lojas, com vários lojistas. Eu faço José, que é um dos habitués dessa galeria, que está sempre passando por ali", detalhou o ator, demonstrando sua capacidade de transitar entre diferentes gêneros e formatos narrativos.
Filme: Nos bastidores de Encontrada com Luíza Shelling, Giovanna Grigio e Nathalia Falcão
No cinema, Candelot finalizou as gravações de dois projetos significativos. "Encontrada", dirigido por Luíza Shelling, promete surpreender o público com uma proposta que transcende os gêneros tradicionais. "Ele é mais que uma fantasia. Ele junta fantasia com romance, com aventura. É um filme muito bacana", É uma parceria com a Disney. Lançamento em 2026.

Filme A banda, de Hsu Chien, personagem Tremendão.
O artista também participou de "A Banda", filme em que atua como baterista, demonstrando sua faceta musical. Como músico experiente,
Candelot não apenas atua, mas também compõe trilhas sonoras, consolidando sua reputação como um artista verdadeiramente multifacetado no cenário cultural brasileiro.
Filosofia antiga ganha vida na televisão contemporânea
Sêneca (Rodrigo Candelot) e Nero (Enzo Collini) Paulo, o apóstolo.
Um dos aspectos mais marcantes da entrevista foi a defesa apaixonada que Candelot fez das novelas históricas, particularmente seu trabalho interpretando o filósofo estoicista Sêneca (que ele chama carinhosamente de "Sêneca") na produção "Paulo, O Apóstolo", da Record TV.
O ator enfatizou que essas produções transcendem o entretenimento, funcionando como importantes ferramentas educativas para o público brasileiro.
"O que eu acho legal das novelas bíblicas é que são novelas históricas, elas falam de um período que a gente viveu. É mais do que uma novela bíblica, eu acho que a gente está falando de história", argumentou Candelot, destacando como essas produções abordam períodos cruciais da humanidade de forma acessível e envolvente para o grande público.
O ator observou um fenômeno interessante na sociedade contemporânea: o renovado interesse pela filosofia clássica. "As pessoas estão estudando muito os filósofos antigos hoje em dia.
Eu acho que está tendo uma volta ao que o ser humano já pensou e já falou", comentou, notando como as citações e ensinamentos dos pensadores antigos ganham relevância nas discussões atuais.
Candelot elogiou especificamente a qualidade técnica das produções da Record TV, destacando a direção de arte primorosa, figurinos incríveis e cenários deslumbrantes. "A Record presta um grande serviço, eu acho que pro Brasil e pro mundo, fazendo essas reconstituições históricas, porque é uma forma de você estudar um pouco o que aconteceu na Terra sem você ter estado lá", afirmou o ator, que já participou de múltiplas produções da emissora, incluindo "Gênesis" e "Reis".
Teatro independente e os desafios do mercado cultural

Enrolados a comédia com Rodrigo Candelot, Xanda Dias, Charles Paraventi e Dani Costa
Além de sua intensa agenda na televisão e cinema, Rodrigo Candelot também se aventurou no teatro com a peça "Enrolados a comédia", uma comédia "escarachada" sobre relacionamentos familiares e amorosos que estreou em São Paulo durante outubro.
A experiência, no entanto, evidenciou os desafios enfrentados pelos artistas independentes no cenário cultural brasileiro.
"Eu banquei a temporada de São Paulo, mas agora eu quero ver se ano que vem eu venho pro Rio. A gente tem que correr atrás do tal do patrocínio", revelou o ator com franqueza, demonstrando a realidade de muitos profissionais das artes que precisam investir recursos próprios em seus projetos.
Apesar das dificuldades financeiras, Candelot mantém o otimismo e planeja trazer a peça para o Rio de Janeiro em 2026.
Professor de interpretação e preparador de atores
Professor de interpretação desde 2003, Candelot representa uma nova geração de artistas que transitam entre múltiplas funções no universo artístico.
Sua energia "330 volts", como ele mesmo se descreve, reflete-se em sua capacidade de se reinventar constantemente, atuando em audiovisual, teatro, publicidade, jornalismo e produção.
A participação do ator no evento de Hermes Inocêncio também destacou sua sensibilidade para questões culturais e sociais. Ao escolher usar uma bata do Senegal para homenagear a inspiração africana da coleção,
Candelot demonstrou seu comprometimento com a valorização da diversidade cultural, tema que permeia tanto seu trabalho artístico quanto suas escolhas pessoais, consolidando sua posição como um dos artistas mais completos e conscientes de sua geração.

Por Robson Talber @robsontalber Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial
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