Rota da Seda terá a Colômbia que também pede a Dilma para entrar no BRICS

Rota da Seda terá a Colômbia que também pede a Dilma para entrar no BRICS

Em um movimento estratégico para reposicionar a Colômbia no cenário global, o presidente Gustavo Petro anunciou, durante sua visita oficial à China, a adesão do país à Iniciativa da Franja e da Rota (Belt and Road Initiative – BRI). A decisão marca um passo importante na política externa colombiana, inserindo o país na ambiciosa estratégia chinesa de investimentos em infraestrutura.

A BRI, também conhecida como Nova Rota da Seda, foi lançada pela China em 2013 e envolve mais de 20 países da América Latina e Caribe, como Argentina, Chile, Equador e Venezuela. A Colômbia agora se junta a esse grupo, buscando atrair investimentos estratégicos em setores como energia limpa, telecomunicações 5G e logística portuária.

Em um encontro com o presidente chinês Xi Jinping, Petro destacou a necessidade de fortalecer a integração regional e enfrentar desafios climáticos, além de mencionar a importância de projetos estruturais na região do Chocó, que visam conectar os oceanos Pacífico e Atlântico. A proposta inclui a construção de uma rede ferroviária ou canal que atravessaria a região amazônica, com potencial de transformar a Colômbia em um hub logístico global.

Simultaneamente, o presidente colombiano solicitou formalmente a entrada do país no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), popularmente conhecido como Banco dos BRICS. Em um encontro com a presidente da instituição, Dilma Rousseff, Petro propôs a aquisição de 5.125 ações do banco, com um investimento estimado em US$ 512,5 milhões.

O NDB, fundado em 2014 pelos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), já financiou projetos no valor de US$ 39 bilhões, focados em desenvolvimento sustentável. Petro enxerga na adesão ao banco uma oportunidade para diversificar as fontes de financiamento e fomentar projetos em infraestrutura, saúde e tecnologia digital.

A aproximação com a China, no entanto, ocorre em meio a um contexto sensível nas relações com os Estados Unidos. O Departamento de Estado norte-americano já expressou preocupações quanto ao crescente envolvimento da China na América Latina. Petro, por sua vez, ressaltou a soberania colombiana e afirmou que a Colômbia mantém sua postura de neutralidade, buscando apenas ampliar suas opções de financiamento sem aderir ao bloco político dos BRICS.

A decisão de integrar a Rota da Seda e buscar o NDB reflete uma estratégia de reposicionamento internacional que Petro vem promovendo desde o início de seu governo. Em suas redes sociais, ele reiterou que a Colômbia está se aproximando do mundo "com passos firmes e soberanos", sinalizando um novo capítulo na política externa do país.

Fonte: Urbsmagna

Por Ultima Hora em 19/05/2025
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