Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Vereador do Rio acusado de ligação com facção nega envolvimento com o tráfico

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o vereador Salvino Oliveira (PSD) por supostas ligações com o Comando Vermelho (CV). As investigações apontam conexões entre o parlamentar e familiares de Marcinho VP, um dos fundadores da facção criminosa. O caso ganhou repercussão após operação policial que resultou na prisão de diversos suspeitos de integrar a organização criminosa.
Negativas do vereador diante das acusações
Salvino Oliveira negou categoricamente qualquer envolvimento com atividades criminosas. O vereador afirmou não ter ligação com o traficante conhecido como Doca e disse desconhecer o sobrinho de Marcinho VP. Também negou participação na instalação de quiosques na comunidade Gardênia Azul, local que estaria sob influência da facção. As declarações foram prestadas durante depoimento na delegacia especializada em combate ao crime organizado.
O parlamentar sustenta que suas ações sempre estiveram dentro da legalidade e que não mantém qualquer tipo de relação com organizações criminosas. A defesa do vereador não foi localizada para comentar as investigações em andamento.
Estrutura familiar do comando mantém influência
As investigações policiais revelam que Marcinho VP continua exercendo papel central na estrutura de comando do Comando Vermelho, mesmo após quase três décadas no sistema prisional. Segundo a Polícia Civil, o fundador da facção integra o chamado "conselho federal permanente" da organização criminosa.
A mulher de Marcinho VP, Márcia Nepomuceno, é apontada pelas autoridades como intermediária dos interesses do grupo fora do sistema prisional. Ela participaria da circulação de informações e articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos, segundo o relatório policial.
Landerson, sobrinho do chefão do CV, teria papel estratégico como elo entre as lideranças da facção e integrantes que atuam nas comunidades dominadas pelo grupo. As investigações indicam que ele também mantém contatos com pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa.
Trajetória política de Salvino Oliveira
Natural da Cidade de Deus, Salvino Oliveira construiu uma trajetória política marcada pela origem humilde. Aos sete anos, ingressou no tradicional Colégio Pedro II através de sorteio público. Durante a infância e adolescência, trabalhou como vendedor ambulante, garçom e ajudante de pedreiro para complementar a renda familiar.
O vereador formou-se em Gestão Pública pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2021, aos 22 anos, foi nomeado secretário municipal especial da Juventude na gestão de Eduardo Paes. A indicação gerou destaque pela idade jovem do gestor público.
Nas eleições municipais de 2024, Salvino foi eleito vereador pelo PSD com mais de 27 mil votos, conquistando seu primeiro mandato no legislativo municipal. Seu projeto de maior repercussão trata da regulamentação do aluguel por temporada na cidade, estabelecendo regras para o setor de hospedagem.
Investigação sobre beneficiários de programas sociais
A operação policial também investiga irregularidades na definição de beneficiários de programas sociais. Segundo as autoridades, parte dos contemplados teria sido escolhida diretamente por integrantes da facção criminosa, sem processo público transparente. O esquema envolveria a distribuição de benefícios em áreas sob influência do Comando Vermelho.
As investigações buscam identificar como funcionava o mecanismo de seleção irregular e quais agentes públicos poderiam estar envolvidos no esquema. A Polícia Civil analisa documentos e depoimentos para esclarecer a extensão das irregularidades nos programas assistenciais.

#SalvinoOliveira #ComandoVermelho #MarchinhoVP #PoliciaRJ #CrimeOrganizado #VereadorRio #OperacaoPolicial #FaccaoCriminosa #PoliticaRJ #InvestigacaoCV
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!