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Presidente da Comissão de Educação participa de fórum e destaca importância da tecnologia no combate ao crime
O vereador Salvino Oliveira, presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, participou nesta terça-feira do 22º Fórum de Segurança da Barra, Recreio e Vargens, realizado na Barra da Tijuca. Em sua intervenção, o parlamentar, eleito com expressivos 27.062 votos, defendeu uma abordagem integrada entre educação e segurança como forma de enfrentar a criminalidade na cidade.
Durante entrevista exclusiva, Salvino Oliveira enfatizou que "cabeça vazia é oficina do diabo", ressaltando a necessidade urgente de criar oportunidades para os jovens cariocas.
O ex-secretário de Juventude demonstrou conhecimento profundo sobre a realidade da juventude fluminense, alertando que o poder público precisa disputar esses jovens diretamente com as facções criminosas que dominam territórios da cidade.
A experiência de Salvino Oliveira no trabalho com juventude conferiu peso especial às suas declarações durante o fórum. O vereador destacou que o talento existe em abundância em todas as regiões do Rio de Janeiro e do Brasil, mas frequentemente falta estrutura adequada para que esses jovens desenvolvam suas potencialidades.
Segundo sua análise, quando o Estado oferece educação de qualidade e oportunidades concretas de desenvolvimento, consegue afastar significativamente os jovens do caminho da criminalidade.
"Se ele consegue ter uma garantia de uma educação de qualidade, de oportunidades, ele não vai escolher o lado errado", afirmou o parlamentar. Oliveira reconheceu que aqueles que optam pelo crime devem enfrentar as consequências legais, mas enfatizou que a prevenção através da educação e oportunidades é muito mais eficaz e econômica do que apenas a repressão.
O projeto de armamento da Guarda Municipal, que contou com participação ativa de Salvino Oliveira na Câmara de Vereadores, representa uma mudança significativa na estratégia de segurança pública municipal.
O vereador explicou que a proposta, apresentada pelo Poder Executivo, passou por intensos debates e alterações no Legislativo antes de sua aprovação. A concepção da Guarda Municipal armada não visa criar uma força policial paralela, mas sim uma força auxiliar especializada em atuar nas "manchas de criminalidade" que concentram mais de 90% dos crimes da cidade.
Esta estratégia permitirá que as Polícias Civil e Militar sejam liberadas para focar em problemas mais estruturais, como o combate às facções criminosas e aos roubos de carga que assolam o estado. A integração entre as diferentes forças de segurança representa um avanço na coordenação das ações de combate ao crime.
A incorporação da tecnologia nas estratégias de segurança pública ganhou destaque especial na fala do vereador. Oliveira ressaltou que as facções criminosas já utilizam amplamente recursos tecnológicos para expandir suas atividades e que o poder público precisa estar na vanguarda dessa disputa.
A Guarda Municipal armada contará com câmeras corporais, garantindo transparência em suas ações, conforme emenda aprovada pela Câmara de Vereadores. O Centro de Videomonitoramento Integrado de Trânsito (CVIT) da prefeitura opera dentro do Centro de Operações Rio (COR), considerado o maior centro de operações da América Latina.
O sistema conta com centenas de câmeras equipadas com tecnologia de reconhecimento facial e de placas, além do uso crescente de drones para fiscalização de construções irregulares e monitoramento urbano.
Ao abordar a questão orçamentária, Salvino Oliveira rejeitou a "falsa dicotomia" entre investir em segurança ou educação. O presidente da Comissão de Educação argumentou que ambas as áreas são prioritárias e devem receber investimentos adequados simultaneamente.
Ele destacou que pesquisas mostram a segurança como principal preocupação da população fluminense, seguida por saúde e educação, todas igualmente importantes para o desenvolvimento social.
O vereador mencionou que a Prefeitura do Rio de Janeiro está entre as capitais que mais avançaram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), demonstrando que é possível investir em educação de qualidade enquanto se fortalece a segurança pública.
O posicionamento de Salvino Oliveira sobre o uso da tecnologia na segurança pública revela um parlamentar atento às transformações contemporâneas. Sua menção ao Centro de Operações Rio como o maior da América Latina não foi apenas um dado estatístico, mas parte de uma argumentação sobre como o Rio de Janeiro pode se posicionar na vanguarda tecnológica do combate ao crime.
O vereador compreende que as facções criminosas já utilizam tecnologia avançada em suas operações e que o poder público precisa estar pelo menos no mesmo nível tecnológico para ser eficaz.
Sua defesa das câmeras corporais para a Guarda Municipal demonstra preocupação com a transparência e accountability, questões centrais no debate contemporâneo sobre segurança pública.
A possibilidade de retorno de Salvino Oliveira ao executivo municipal, mencionada durante a entrevista, adiciona uma dimensão interessante ao cenário político carioca. Sua declaração de estar "à disposição" tanto para continuar no legislativo quanto para retornar ao executivo demonstra flexibilidade política e compromisso com o serviço público acima de ambições pessoais.
Essa postura pode ser vista como um ativo político importante, especialmente em um momento em que a população demonstra ceticismo em relação aos políticos tradicionais. Sua experiência prévia como secretário, combinada com seu desempenho como vereador e presidente de comissão, o qualifica para assumir responsabilidades ainda maiores no executivo. A especulação sobre seu possível retorno ao executivo reflete o reconhecimento de sua capacidade de gestão e articulação política.
A mensagem final de Salvino Oliveira para a juventude carioca encapsula sua filosofia política e sua abordagem às políticas públicas. Ao falar sobre o "campo dos sonhos" e a importância da preparação e dedicação, o vereador demonstra uma compreensão realista mas esperançosa sobre os desafios enfrentados pelos jovens.
Sua ênfase na educação como "única ferramenta realmente transformadora e emancipadora" não é apenas retórica política, mas reflete uma convicção profunda baseada em sua experiência prática no trabalho com juventude.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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