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O Rio de Janeiro viveu um momento de mobilização rara. No evento "Encontro com Propósito", realizado na loja Mercosul no Hital Barra, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, mães de crianças autistas e pessoas com deficiência tiveram voz e representação política.
No centro dessa articulação está o Dr. Renato de Paula, pré-candidato a deputado estadual, que transformou sua trajetória acadêmica e administrativa em plataforma para defender a dignidade profissional de categorias historicamente negligenciadas pelo poder público.
A luta não é nova, mas ganhou força. O piso salarial para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais foi aprovado no Senado Federal em março de 2026, após audiência pública que reuniu representantes do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).
A Câmara dos Deputados aprovou piso de R$ 4.650 em julho de 2025. Mas a implementação estadual ainda enfrenta resistências. Dr. Renato vê nessa lacuna uma oportunidade de mandato: levar ao parlamento fluminense a força política necessária para transformar reconhecimento em salários dignos.
A formação que une ciência e gestão pública
Dr. Renato de Paula é o primeiro mestre, doutor e professor de sua família. Formado em Fisioterapia, possui mestrado em Bioquímica Médica pela UFRJ e doutorado em Neurociência pelo Imperial College London, uma das universidades mais prestigiadas do mundo. Seu currículo reflete trajetória rara: pesquisador, docente, clínico e gestor público.
Entre 2022 e 2024, presidiu a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), onde implementou programas de esporte inclusivo para autistas, idosos e pessoas com deficiência.
Fundou o Instituto Reabilitarte na UFRJ, lecionou em instituições como Veiga de Almeida e IBMR, e atua como clínico em consultório na Avenida das Américas. Sua cadeira na Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI) consolida reconhecimento acadêmico que poucos fisioterapeutas conquistam.
O reconhecimento que não vem sozinho
Durante o evento, Dr. Renato foi direto ao ponto: "Poder só respeita poder. Eu quero ser deputado estadual para ter poder, para levar saúde e dignidade para os profissionais que hoje cuidam." A frase sintetiza sua estratégia política. Não basta falar de fisioterapia por amor à profissão.
É necessário dinheiro no bolso, reconhecimento legal e força legislativa.
O Sistema Único de Saúde (SUS) preconiza universalização. Médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos deveriam ser iguais perante a lei. Mas, na prática, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais enfrentam desvalorização salarial, falta de reconhecimento como profissionais de primeiro contato e ausência de políticas públicas de carreira.
Essa disparidade afeta diretamente a qualidade do atendimento ao cidadão.
O impacto econômico da valorização profissional
Quando um profissional de saúde recebe salário digno, trabalha sem burnout, mantém saúde mental e qualidade de vida. Isso se traduz em atendimento melhor para idosos, pessoas com deficiência, crianças autistas. O ciclo é simples: valorizar o profissional é valorizar o cidadão fluminense.
Dr. Renato representa mais de 120 mil fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no Rio de Janeiro, além de 600 mil profissionais de saúde que apoiam sua candidatura.
Não é candidato de si mesmo, mas porta-voz de uma categoria. Essa diferença é crucial em política: ele não busca poder pessoal, mas poder para transformar a realidade de profissionais que cuidam de quem mais precisa.
Os projetos que viram política pública
Durante o evento, Dr. Renato apresentou três projetos estruturantes: a Casa Azul, que cuidará de crianças autistas durante o dia para que mães possam trabalhar, estudar ou empreender; a Casa Lilás, dedicada ao cuidado de idosos durante o dia para que cuidadores tenham vida própria; e a Casa do Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional, que funcionará como centro de referência profissional.
Esses projetos não são abstratos. Respondem a demandas reais. Mães de crianças autistas enfrentam dilema: cuidar do filho ou trabalhar.
Idosos precisam de atenção durante o dia enquanto filhos trabalham. Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais precisam de espaço para se profissionalizar, atualizar conhecimento e construir carreira.
A Casa do Fisioterapeuta seria a primeira instituição pública dedicada exclusivamente a essa categoria no estado.
A mobilização que transcende campanha eleitoral

O evento "Encontro com Propósito" não foi apenas campanha política. Foi mobilização de categoria.
Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, mães atípicas e pessoas com deficiência ocuparam espaço público para dizer: existimos, trabalhamos, merecemos reconhecimento. Dr. Renato foi instrumento dessa voz, mas não seu único porta-voz.
Ele saudou também pré-candidatos que apoiam a causa: Dr. Luizinho, pré-candidato a deputado estadual e federal, que tem política de saúde inclusiva como proposta; e Marcos Dias, vereador e pré-candidato ao Senado, que já demonstrou apoio à valorização de fisioterapeutas em seu mandato atual. A articulação política transcende candidaturas individuais. É movimento de categoria.
O desafio legislativo que vem
O piso salarial aprovado no Senado e na Câmara ainda precisa de regulamentação estadual. Rio de Janeiro, como outros estados, precisa legislar sobre implementação, financiamento e cronograma.
Aqui entra o papel de deputado estadual: transformar aprovação federal em realidade fluminense.
Dr. Renato já trabalha em Brasília para que o piso seja aprovado. Sua presença em audiências públicas, sua articulação com O COFFITO e sua visibilidade como neurocientista e gestor público o colocam em posição privilegiada para continuar essa luta no parlamento estadual. Não é promessa vaga. É continuidade de trabalho já iniciado.
A neurociência a serviço da política.
Um diferencial de Dr. Renato é sua formação em neurociência. Ele aborda em palestras e conteúdos de rádio (como na 93 FM) a relação entre pertencimento, saúde cerebral e bem-estar.
Essa perspectiva científica enriquece sua argumentação política. Não é apenas sobre salário. É sobre dignidade, pertencimento e saúde mental de profissionais que cuidam de outros.
Ele é autor de três livros acadêmicos sobre bioquímica e neurociência, além de biografia. Sua presença nas redes sociais combina conteúdo científico com engajamento político. Essa combinação rara, cientista que faz política, político que fala ciência, o diferencia no cenário fluminense.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade
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