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O Rio de Janeiro viveu momento de mobilização rara. No evento "Encontro com Propósito", realizado no Uptown Barra, na loja Mercosul, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais de saúde ocuparam espaço público para reivindicar reconhecimento econômico, político e social.
No centro dessa articulação está o Dr. Bruno Combat de Queiroz, coordenador de polo do CREFITO-2 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região) e professor universitário da Estácio de Sá, sintetiza a necessidade: profissionais precisam de representatividade legislativa para avançar em pautas que historicamente foram negligenciadas.
Dr. Bruno não está apenas como coordenador de polo. Está como educador que forma novas gerações de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Sua trajetória combina prática clínica especializada em fisioterapia respiratória e cardiovascular com atuação política e reguladora.
Sua presença no evento "Encontro com Propósito", apoiando a pré-candidatura do Dr. Renato de Paula representa mais que apoio político. Representa compromisso de que profissionais precisam ocupar espaços de poder para transformar realidade de categoria que cuida de quem mais precisa.
A necessidade de posicionamento político
Dr. Bruno é direto: profissionais precisam ter posicionamento político e legislativo. Precisam avançar em pautas importantes que só conseguem êxito com a presença de representante no parlamento. Essa afirmação não é retórica. É reconhecimento de que mudança institucional depende de poder político.
Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais enfrentam desafios estruturais: falta de reconhecimento como profissionais de primeiro contato, ausência de piso salarial digno, carência de políticas públicas que integrem essas categorias em atenção primária à saúde.
Esses desafios não se resolvem apenas com mobilização de categoria. Exigem representantes no parlamento que entendam as necessidades de profissionais e consigam transformar demandas em legislação.
O reconhecimento que transforma realidade.
Dr. Bruno enfatiza que o reconhecimento da categoria é fundamental. Que profissionais precisam se sentir representados, posicionados em âmbito de maior escalada em relação a discussões de temas importantes. Que precisam ter voz ativa em decisões sobre saúde pública que os afetam.
Quando profissionais se sentem representados, conseguem trabalhar com maior dignidade. Conseguem reivindicar salários justos. Conseguem influenciar políticas públicas que integrem suas especialidades.
Conseguem atrair novos profissionais para a categoria. Esse ciclo virtuoso só começa quando há representatividade política real.
A formação acadêmica como ferramenta de transformação.
Dr. Bruno destaca que fisioterapia já é profissão bem estabelecida quanto à formação acadêmica. Terapia ocupacional, porém, tem avançado nos últimos anos com abertura de novos cursos de formação.
Esse avanço é crucial porque permite que mais profissionais se formem e que a população tenha acesso a essas especialidades.
Mas formação acadêmica não é suficiente. Profissionais precisam se sentir representados também com a presença de pessoa que fale diretamente de seus interesses.
Que traga para a sociedade melhor compreensão do que são essas profissões. Que divulgue melhor a terapia ocupacional para que mais pessoas procurem essa área.
A demanda por terapeutas ocupacionais
Dr. Bruno relata conversa anterior em que mencionou que há muitos fisioterapeutas, mas não há terapeutas ocupacionais suficientes.
Essa disparidade reflete a realidade: fisioterapia consolidou-se como profissão há décadas, enquanto terapia ocupacional ainda enfrenta desafios de reconhecimento e acesso a formação.
Ter representante no parlamento que entenda essa disparidade e consiga influenciar políticas de educação e saúde é essencial.
Significa investimento em cursos de formação. Significa políticas que integrem terapeutas ocupacionais em serviços de saúde. Significa reconhecimento de que terapia ocupacional é especialidade crítica para reabilitação e inclusão social.
A luta por competências reconhecidas
Dr. Bruno sintetiza objetivo final: ter pré-candidato que possa representar categoria é importante porque é pessoa que vai estar ali expondo quais são de fato as verdadeiras competências desses profissionais.
E principalmente lutando pelos interesses de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
Essas competências incluem capacidade diagnóstica, autonomia clínica, especialização em 16 áreas diferentes, atuação em atenção primária, secundária e terciária.
Quando o representante no parlamento consegue comunicar essas competências, muda a percepção de gestores públicos, de população, de políticos sobre a importância de profissionais.
A mobilização que vai além do evento
O evento "Encontro com Propósito" não é apenas campanha eleitoral. É mobilização de categoria que reconhece que mudança só acontece quando profissionais se organizam politicamente.
Quando ocupam espaços de poder. Quando transformam reconhecimento técnico em poder político real.
Dr. Bruno representa geração de fisioterapeutas que entendem que educação, regulação e política são ferramentas complementares.
Que formação de novos profissionais precisa estar acompanhada de luta por reconhecimento legislativo. Que avanço de categoria depende de mobilização contínua e de representatividade política.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade
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