Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
O Rio de Janeiro viveu momento de mobilização rara. No evento "Encontro com Propósito", realizado no Uptown Barra, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais de saúde ocuparam espaço público para reivindicar reconhecimento econômico, político e social.
No centro dessa articulação está o Prof. Henrique Baumgarth, fisioterapeuta com mais de 45 anos de carreira, especialista em terapia manual e pioneiro da crochetagem no Brasil.
Prof. Henrique não está apenas como profissional. Está como educador que transformou sua expertise em movimento social. Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, ensina fisioterapia de forma simples e objetiva para milhares de alunos no Brasil e no mundo.
Sua presença no evento "Encontro com Propósito" representa mais que apoio à candidatura. Representa compromisso de que fisioterapeutas precisam ocupar espaços de poder para transformar realidade de profissionais que cuidam de quem mais precisa.
A complementaridade que precisa ser reconhecida
Durante o evento, Prof. Henrique foi direto ao ponto: população está acostumada apenas com medicina. Não dá devida importância à fisioterapia e terapia ocupacional, que são complementos essenciais do tratamento. Essa falta de reconhecimento não é ignorância. É resultado de décadas de invisibilidade profissional.
Fisioterapeutas atuam em atenção primária à saúde, quando o paciente chega com dor, limitação funcional ou necessidade de reabilitação. Atuam também em atenção secundária e terciária, recuperando pessoas de cirurgias, acidentes e doenças crônicas.
Mas a população só reconhece o valor quando precisa. Prof. Henrique sintetiza o desafio: "Lamentavelmente, a pessoa só dá o valor quando precisa e, depois que ela precisa, ela passa a conhecer."
Devolvendo qualidade de vida e posto de trabalho.
A fisioterapia não é luxo. É ferramenta que devolve qualidade de vida e capacidade produtiva. Prof. Henrique deixa claro: 98% da população mundial trabalha.
Objetivo de vida de qualquer pessoa são dois: qualidade de vida e qualidade profissional para sobreviver. Quando fisioterapeuta intervém, devolve pessoa ao seu posto de trabalho. Devolve vida social. Devolve dignidade.
Pesquisa da Universidade de São Paulo sobre o papel da fisioterapia na atenção primária à saúde demonstra que fisioterapeutas, atuando de forma integrada à equipe, conseguem planejar, implementar, controlar e executar políticas em saúde pública. Não são assistentes. São profissionais autônomos com capacidade diagnóstica e autonomia clínica.
A crochetagem como revolução técnica
Prof. Henrique é presidente da Associação Brasileira de Crochetagem, método que usa ganchos para soltar tecidos do corpo e aliviar dores. Publicou livro "Crochetagem - A Técnica do Gancho", que se tornou referência nacional. Oferece cursos online que transformam a forma como fisioterapeutas trabalham liberação miofascial.
A crochetagem não é improviso. É técnica fundamentada em conhecimento morfo-funcional, biomecânico e vascular. Demonstra que fisioterapia evolui, inova, produz resultados mensuráveis. Quando a população conhece essas técnicas, entende que fisioterapia é ciência, não apenas complemento.
O papel de educador que transcende a clínica
Prof. Henrique não se limita a atender pacientes. Educa. Ensina em universidades como Vassouras, onde leciona disciplinas como Introdução e História da Fisioterapia, Anatomia Palpatória Funcional e Recursos Manuais Terapêuticos. Produz conteúdo em redes sociais que alcança milhões. Escreve livros que viram referência.
Essa atuação educadora é estratégica. Quando a população entende fisioterapia por meio de conteúdo simples e objetivo, muda a percepção. Quando acadêmicos aprendem com prof. Henrique, que fisioterapia é ciência, sai da faculdade com autoestima profissional elevada. Quando profissionais acessam seus cursos, atualizam conhecimento e melhoram prática clínica.
A mobilização política como próximo passo.
Prof. Henrique apoia pré-candidatura de Dr. Renato de Paula porque entende que reconhecimento profissional não vem sozinho. Precisa de poder político.
Precisa de deputados que defendam piso salarial, reconhecimento legal, políticas públicas de saúde que integrem fisioterapeutas desde a atenção primária.
Sua presença no evento não é campanha eleitoral. É mobilização de categoria que reconhece que mudança só acontece quando profissionais se organizam politicamente. Quando ocupam espaços de poder. Quando transformam reconhecimento técnico em poder político real.
O futuro que o Rio de Janeiro merece.
Prof. Henrique sintetiza sua missão: "Eu tô aqui para falar o que os outros não falam, para fazer aquilo que os outros não fazem e para ensinar na escola aquilo que a escola não ensina." Essa frase encapsula o objetivo do movimento que ele lidera.
Não é promessa vaga. É compromisso de que fisioterapeutas, ao se organizarem, conseguem influenciar políticas públicas de saúde de forma estratégica. Conseguem fazer com que a população tenha acesso a profissionais qualificados. Conseguem fazer com que profissionais recebam salários dignos. Conseguem fazer com que a saúde pública funcione de forma integrada e eficiente.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade
Sigam e compartilhem o nosso Instagram @jornalultimahoraonline
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!