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Deputado federal critica jornalistas e apoia endurecimento das leis de segurança pública
O deputado federal Sargento Fahur (PSD-PR) defendeu a inclusão da pena de prisão perpétua no texto da PEC 18 durante audiência pública na Câmara dos Deputados. O parlamentar, que possui 35 anos de carreira policial e mais de 2,9 milhões de seguidores nas redes sociais, criticou duramente jornalistas que fizeram comentários sobre a mega operação realizada no Rio de Janeiro. Fahur classificou como "idiota" quem sugeriu que o crime se combate com pedras, em referência a declarações de profissionais da imprensa. O deputado, que é suplente na comissão especial da PEC 18, afirmou ser o parlamentar com maior frequência nas reuniões sobre o tema. Segundo ele, o deputado Aloísio Mendes, presidente da comissão especial, prometeu incluir a prisão perpétua no texto final da proposta. O parlamentar considera essa medida um "avanço gigantesco" para o Brasil no combate ao crime organizado.
Críticas ao texto original da PEC enviada pelo governo
Sargento Fahur fez críticas contundentes ao texto original da PEC 18 enviado pelo governo federal, classificando-o como inadequado para as necessidades de segurança pública do país. "A PEC que chegou do governo não é boa. Se fosse para votar aquele texto, eu votaria contra", declarou o deputado. Segundo Fahur, a Câmara dos Deputados tem legitimidade para modificar substancialmente o texto e entregar "algo de bom para o cidadão" em termos de segurança pública.
O parlamentar elogiou especificamente o trabalho do deputado Mendonça Filho como relator da proposta. Fahur enfatizou que o objetivo é atender o cidadão comum que enfrenta a violência urbana diariamente, citando casos de trabalhadores assaltados no caminho para o trabalho. O deputado chamou o texto original de "PEC michuruca" e defendeu que seja substituído por uma versão criada pelos próprios deputados federais.
Elogios à mega operação policial no Rio de Janeiro
O deputado paraense demonstrou apoio irrestrito à mega operação realizada no Rio de Janeiro, elogiando o governador e todos os operadores de segurança pública envolvidos. Fahur prestou "sinceros pêsames aos familiares dos quatro policiais que morreram" durante a operação. O parlamentar foi categórico ao afirmar que "os únicos que prestavam, que morreram ali, foram esses quatro policiais.
O resto é lixo". Fahur criticou um deputado federal do Rio de Janeiro que mencionou a morte de quatro parentes de membros de sua igreja durante a operação. "E daí? Tava com fuzil na mão lá", questionou o deputado, argumentando que a condição religiosa não isenta ninguém de responsabilidade criminal. O parlamentar manifestou interesse em participar das próximas operações anunciadas pelo governador fluminense, declarando que seria uma "honra" integrar essas ações.
Defesa da equiparação de facções ao terrorismo
Sargento Fahur defendeu veementemente que as facções criminosas sejam equiparadas ao terrorismo, questionando o conceito atual de soberania nacional. "Qual soberania? Soberania que nós temos hoje no Rio de Janeiro, na Bahia, onde um Uber com cliente erra uma rua e é metralhado", questionou o deputado. Fahur citou diversos exemplos de como as organizações criminosas desafiam o poder do Estado, incluindo o fechamento de rodovias, colocação de trilhos de trem nas ruas e incêndio de ônibus.
O parlamentar chegou a declarar que, se necessário, ajudaria a pagar a passagem para tropas americanas "descerem aqui para sequestrar meia dúzia de traficantes". Essa posição radical reflete sua linha dura no combate ao crime organizado e sua disposição de aceitar até mesmo intervenção estrangeira para resolver o problema da criminalidade no Brasil.
Apoio ao relatório sobre facções criminosas
O deputado demonstrou confiança no trabalho do deputado Guilherme Derrite (nome mencionado na entrevista) para elaborar um relatório sobre facções criminosas. Fahur elogiou Derrite como "um homem muito democrático, embora seja intransigente no combate ao crime". O parlamentar prometeu contribuir para melhorar o texto do relatório e trabalhar para impedir que grupos que ele classificou como "esquerdopatas" modifiquem ou "desidraten" o documento.
Fahur expressou preocupação com possíveis interferências que possam enfraquecer as propostas de endurecimento das leis contra o crime organizado. O deputado encerrou suas declarações sobre o tema com a expressão "Guilherme Derrite, você me representa. Força e honra", demonstrando total alinhamento com as propostas do colega parlamentar.
Trajetória policial e posicionamento político
Sargento Fahur é um policial militar reformado do Paraná com 35 anos de carreira, tendo atuado na Rotam da 4ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual. Tornou-se nacionalmente conhecido pelas operações que liderou e pela linha dura em sua atuação policial. Suas grandes apreensões de entorpecentes ganharam destaque no noticiário nacional, assim como suas declarações enérgicas contra criminosos em entrevistas jornalísticas.
O deputado se posiciona contra a legalização das drogas, a favor da pena de morte e defende o direito da população civil ao porte de armas. Nas redes sociais, mantém mais de 2 milhões de seguidores no Facebook, além de dezenas de milhares no Twitter, Instagram e YouTube. Suas postagens frequentemente contêm mensagens contra criminosos, consolidando sua imagem como defensor da linha dura na segurança pública.
Críticas aos meios de comunicação e defesa da operação
O deputado federal fez críticas diretas a profissionais de imprensa que questionaram métodos utilizados na mega operação do Rio de Janeiro. Fahur ironizou sugestões de que jornalistas ameaçados deveriam "pôr umas pedras na bolsa para se defender", em referência a comentários sobre o uso de armamento pesado pelas forças policiais. O parlamentar defendeu que não importa o currículo acadêmico de quem critica as operações policiais se a pessoa está "sendo idiota e querendo falar besteira".
Essa postura reflete o embate entre setores da imprensa e defensores de operações policiais mais enérgicas. Fahur demonstrou total apoio aos métodos empregados na operação, considerando legítimo o uso da força contra organizações criminosas armadas. O deputado vê as críticas da mídia como tentativas de deslegitimar o trabalho policial em comunidades controladas pelo tráfico de drogas.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Por Robson Talber @robsontalber
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