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A Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro, Helena Werneck, revelou os detalhes da organização do Carnaval 2026 na Frisa do Setor 13 da Marquês de Sapucaí, um projeto que há 17 anos garante dignidade e inclusão para pessoas com deficiência durante os desfiles das escolas de samba.
O evento receberá 3.600 pessoas ao longo dos seis dias de desfiles.
Estrutura inclusiva consolidada há quase duas décadas.
O projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro na Frisa do Setor 13 representa uma das mais importantes iniciativas de inclusão no Carnaval brasileiro. "A prefeitura tem esse tempo todo, 17 anos, que tem o privilégio de ter esse espaço", destacou Helena Werneck, que está à frente da gestão há cinco anos, durante o mandato do prefeito Eduardo Paes.
A secretária enfatizou que se trata de "um espaço totalmente acessível para as pessoas com deficiência", equipado com recursos especializados como audiodescrição e intérpretes de Libras.
Capacidade e distribuição de ingressos.
O espaço acomoda 600 pessoas por dia, sendo 300 convites distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência e seus acompanhantes. "No total, nós temos umas 600 pessoas no espaço, essa frisa lá do setor 13 PCD", explicou a secretária.
Para o Carnaval 2026, com seis dias de desfiles, o projeto atenderá 3.600 pessoas no total, mantendo o padrão de excelência estabelecido ao longo dos anos.
Inovação tecnológica para 2026.
Uma novidade importante para este ano é a ampliação dos serviços de acessibilidade: "Esse ano, se Deus quiser, vamos conseguir ter a Libras também em televisão para que a gente possa ampliar a visão das pessoas", anunciou Helena Werneck, demonstrando o compromisso contínuo com melhorias na inclusão.
Organização espacial e respeito às necessidades.
A secretária detalhou a organização interna da frisa: "A gente tem a parte da frente que é toda para os cadeirantes e as pessoas... é só para os cadeirantes e para as pessoas com nanismo ou baixa estatura". Esta distribuição garante que todos tenham visibilidade adequada dos desfiles.
"A gente vai botando uma ordem que um vai respeitando o outro", explicou, demonstrando o cuidado com a harmonia e o respeito mútuo no espaço.
Transporte gratuito e acessível.
Além do espaço na Marquês de Sapucaí, a Prefeitura oferece transporte gratuito através de vans adaptadas saindo da Central do Brasil até o sambódromo. "A gente tem uma entrada específica para essas vans, elas vão até lá dentro", garantiu a secretária, evidenciando o cuidado integral com a acessibilidade.
Processo de distribuição dos convites.
A distribuição dos convites seguirá o protocolo tradicional: "Vai dia 3 ou 4 de fevereiro lá na Presidente Vargas 1997." A partir das 8, 9 horas da manhã. O processo é amplamente divulgado no Diário Oficial e cada pessoa tem direito a um convite que dá direito a duas pessoas.
Helena Werneck revelou a dedicação dos interessados: "O pessoal chega bem cedinho, chega até no dia anterior para pegar o seu convite." Então esse é o cara que realmente gosta do carnaval."
Trajetória pessoal inspira trabalho público.
A paixão da secretária pelo trabalho inclusivo tem raízes pessoais profundas. Helena Werneck é mãe de Paula, de 38 anos, portadora de síndrome de Down, e de Renan, de 36 anos. "A chegada dela me trouxe para esse universo", revelou emocionada.
Paula representa um exemplo de inclusão bem-sucedida: "Trabalha desde os 18 anos." Então, estão fazendo 20 anos que essa menina trabalha, tem que estar cheia de dinheiro lá na conta dela", orgulha-se a mãe.
Filosofia de trabalho baseada na dignidade.
A palavra "dignidade" permeou toda a entrevista, refletindo a filosofia de trabalho da secretária: "A dignidade é a dignidade da família, a dignidade dos amigos, a dignidade dela e nossa em respeitá-la".
Esta abordagem se traduz em políticas públicas abrangentes: "A gente tem feito um trabalho bastante grande nesse sentido de não empurrar isso, mas mostrar a importância desse tema".
Impacto transversal nas políticas municipais.
O trabalho da Secretaria vai além do Carnaval, influenciando diversas áreas: "Passar isso transversalmente pela área da educação, da saúde, do transporte, do turismo". A secretaria atende atualmente 6.000 pessoas em seus diversos programas.
Perfil profissional consolidado.
Helena Werneck possui uma trajetória sólida no terceiro setor:
Visão inclusiva da cidadania.
A secretária defende uma perspectiva ampla sobre as pessoas com deficiência: "Essas pessoas são cidadãs, elas trabalham, elas querem, elas se divertem, elas viajam, elas consomem". Esta visão orienta as políticas de inclusão que buscam "abrir, expandir um pouquinho esse olhar".
Reconhecimento institucional.
O trabalho desenvolvido tem recebido apoio significativo: "Eu fico muito feliz e fico emocionada com isso, é que a gente tá tendo ouvido, a gente tá tendo um belo ouvido pela prefeitura", celebrou Helena Werneck.
Informações práticas para participação.
Local de distribuição: Avenida Presidente Vargas, 1997.
Data: 3 ou 4 de fevereiro de 2026.
Horário: A partir das 8h.
Critério: Um convite por pessoa (válido para duas pessoas).
Repescagem: disponível após a distribuição inicial.
O projeto representa uma das mais bem-sucedidas iniciativas de inclusão no Carnaval mundial, demonstrando que é possível conciliar tradição cultural com acessibilidade e dignidade humana.

Por Robson Talber, @robsontalber, repórter Henrique Pianta, @piantahp.
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