Sindicato dos Rodoviários e Rio Ônibus discutem no dia 15 pauta de renvindicações da categoria

Sebastião José, presidente do sindicato, cobra reajuste salarial da categoria, mudança na data base, fim do contrato temporário e jornada de trabalho 5x2

Sindicato dos Rodoviários e Rio Ônibus discutem no dia 15 pauta de renvindicações da categoria

A direção do Sindicato dos Rodoviários e representantes do Rio Ônibus tem encontro marcado no próximo dia 15, às 10h, em sua sede, na Rua Maia Lacerda, 170, no Estácio, no Centro do Rio.

Na pauta, as reivindicações da categoria para o dissídio deste ano entregue no dia 12 de março aos empresários. Entre as principais demandas estão a mudança da data base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT, tíquete alimentação de mil reais, jornada de trabalho 5x2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos do intervalo almoço, além de plano de saúde e odontológico.

De acordo com Sebastião José, presidente do sindicato, as empresas reclamam que faltam motoristas, mas na verdade o que falta no Rio de Janeiro é respeito pelos rodoviários através de salário digno, auxílio alimentação decente e direitos  que façam justiça a responsabilidade na condução diária de milhares de usuários em uma cidade como o Rio  de Janeiro. 

- Essa falta de respeito pode ser vista e chega ao absurdo, com os profissionais que atuam no BRT e estão há mais de cinco anos com contratos temporários. Já passou da hora da prefeitura respeitar a lei trabalhista e contratá-los com carteira assinada através da CLT, para que tanto eles quanto seus familiares estejam amparados - afirma.

Para intensificar e mostrar a importância das reivindicações, a direção do sindicato está percorrendo diariamente as empresas e terminais de ônibus, para conscientizar a categoria, principalmente motoristas do BRT que continuam sendo submetidos  a um contrato temporário de trabalho, que vai de encontro a seus direitos trabalhistas. 

- Há anos que cobramos da Mobi Rio a contratação legal desses profissionais, mas como não houve nenhum posicionamento da empresa, entramos com uma ação no Ministério Público (MP) e caso não haja resultado positivo, iremos ingressar com uma representação no Ministério Público do Trabalho para que essa situação seja resolvida - explicou Sebastião.

Por Ultima Hora em 13/04/2026
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