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Você se mata pra aprender Excel, faz curso online até de madrugada, aprende três idiomas... Aí vai lá e é demitido porque “não sabe se comunicar direito”. Pois é. Em 2024, metade das demissões no Brasil não teve nada a ver com o trabalho técnico da pessoa — foi por causa do comportamento, segundo uma pesquisa feita pela Gupy junto com o Instituto Locomotiva.
Sabe aquele papo de “aqui somos uma família”? Pois é. Se você não se encaixa na tal “família”, mesmo sendo bom no que faz, pode ser convidado a se retirar. A pesquisa ouviu 200 chefes de RH de várias empresas e revelou que o que mais pesa hoje em dia não é o currículo top, mas sim o “jeitinho” da pessoa no ambiente de trabalho.
Entre os campeões de motivo pra mandar gente embora estão: dificuldade de conversar com os outros, não aceitar críticas com um sorriso no rosto, não saber brincar de “trabalho em equipe” e, claro, dar aquela desentendida com o chefe.
E tem mais: 81% dos recrutadores preferem contratar alguém “gente boa”, mesmo que a pessoa não saiba fazer tudo ainda. O técnico a gente ensina, dizem eles. Agora, “jeito”... esse vem de berço, parece. Ou seja: se você sabe metade do que precisa, mas ri das piadas do gerente, tem mais chance que quem domina o sistema da empresa mas é meio fechado.
Outro termo da moda que apareceu foi o tal do “fit cultural” — que nada mais é do que a empresa achar que você combina com o clima do lugar. Traduzindo: se não usa a roupa certa, não curte o happy hour ou não fala do mesmo jeito do resto da equipe, já fica com um pezinho fora.
A pesquisa faz parte de um estudo maior pra entender como anda o mundo do trabalho no Brasil. E, pelo visto, o recado é claro: trabalhar bem não basta — tem que ter carisma, sorriso no rosto e saber jogar o jogo.
Então, fica a dica: da próxima vez que te perguntarem onde você se vê em cinco anos, responde com calma, com voz mansa, e de preferência... elogiando a empresa. Porque, pelo jeito, a treta hoje não é saber fazer — é saber se comportar.
Se quiser transformar isso num roteiro de vídeo, post de Instagram ou até em um áudio pra rádio, posso adaptar rapidinho. Quer seguir nessa linha?
Por: Arinos Monge.
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