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Em meio ao cenário empresarial carioca, um novo modelo de integração entre negócios e responsabilidade social começa a ganhar forma. No Fluzão, complexo localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, Tarcísio Sobrinho realizou a primeira edição de seu evento de networking empresarial e social, propondo uma reflexão sobre o papel dos empresários na transformação econômica do país.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da República e Última Hora, o idealizador do projeto apresentou sua visão sobre a necessidade de criar pontes entre o poder público, a iniciativa privada e o terceiro setor, defendendo a criação de mecanismos que fortaleçam o empresariado nacional.
"Minha preocupação é muito grande com a questão do que toca os empresários brasileiros." Eu entendo que todo mundo faz coisas boas, mas o social feito na ponta, igual o nosso presidente Luís Inácio Lula da Silva faz, é necessário, se fez necessário e se faz necessário", reconheceu Tarcísio.
No entanto, ele apontou o que considera uma lacuna nas políticas públicas atuais: "Eu não vejo o presidente com um projeto para retirar as pessoas daquela situação de depender daqueles auxílios, e quem pode nos atribuir esse direito são os empresários brasileiros, porque os empresários são os verdadeiros heróis dessa nação", defendeu com convicção, exemplificando como empreendedores transformam áreas subdesenvolvidas em complexos geradores de emprego e renda por gerações.
O local escolhido para o evento, segundo Tarcísio, representa exatamente essa capacidade transformadora do empreendedorismo: "Aqui era um pântano e o empresário veio, montou isso aqui, dá emprego para muita gente, e a gente está tendo a alegria de estarmos aqui".
A partir dessa constatação, o organizador apresentou o que parece ser seu projeto mais ambicioso: "Acredito que hoje é chegado o momento de o Tarcísio Sobrinho criar uma direção onde os empresários se sintam protegidos pelo poder político da nação brasileira e que tenha um partido que represente os interesses dos nossos queridos heróis nacionais".
Esta declaração sugere possíveis desdobramentos políticos para a iniciativa, que busca amplificar a voz do setor produtivo nas decisões nacionais.
O evento não se limitou ao aspecto empresarial, trazendo também uma perspectiva de integração com o terceiro setor. "Na parte social, o que falamos da ONG, das OSCIPs, dos institutos, eu estou trazendo aqui uma mantenedora."
A mantenedora é como se fosse um guarda-chuva que tem nas suas pontas várias outras ONGs, vários outros projetos", explicou Tarcísio sobre a estrutura que está implementando.
O objetivo desta organização seria proporcionar suporte técnico e jurídico a iniciativas sociais, criando alternativas às fontes tradicionais de financiamento: "Hoje a gente tenta trazer para essas pessoas, através de aporte jurídico, aporte tecnológico, esses valores para eles poderem delimitar os seus devidos projetos sem ficar dependendo de emenda parlamentar e política".
Ao encerrar a entrevista, Tarcísio Sobrinho resumiu sua filosofia em um lema que parece nortear suas ações: "Mobilizados, nós somos fortes, conscientizados, ninguém nos engana." Juntos vamos criar uma realidade para proteger e blindar os nossos empresários que, na minha opinião, são os verdadeiros heróis dessa nação".
O discurso do empreendedor revela uma tentativa de estabelecer um novo paradigma nas relações entre capital e trabalho, onde o reconhecimento do papel dos geradores de emprego é visto como elemento fundamental para o desenvolvimento sustentável do país, sem abrir mão da responsabilidade social que deve acompanhar o crescimento econômico.
O evento Fluzão surge, assim, como um espaço de articulação que pretende ir além do simples networking empresarial, propondo-se a ser um catalisador de mudanças na forma como o Brasil concilia crescimento econômico e desenvolvimento social.
A proposta de Tarcísio Sobrinho, ainda que em estágio inicial, aponta para um movimento que busca redefinir o papel do empresariado nacional e sua relação com as políticas públicas, estabelecendo novos canais de diálogo entre setores tradicionalmente vistos como antagônicos no debate político brasileiro.

Por Robson Talber @robsontalber Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial
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