Todo mundo quer mandar no Exército

Todo mundo quer mandar no Exército

Walter Felix Cardoso Junior
wfelixcjr3.carrd.co

 

Mudar nome de organizações militares, instituir currículos escolarizados por igualitarismo, estabelecer cotas de acesso e progressão, e manter em funções de comando estratégico gente moralmente despreparada... O que mais podem fazer, por decreto ou pressão política, para diminuir a Força?

Não se enfraquece uma Força apenas tirando recursos ou mutilando-a materialmente. Enfraquece-se também por corrosão.

Quando esvaziam tradições, ridicularizam valores, relativizam a hierarquia, embaralham a disciplina e submetem a meritocracia a critérios externos, a instituição começa a perder substância.

Quando querem moldar o Exército segundo modas políticas, ideológicas ou pedagógicas alheias à sua missão, não estão aperfeiçoando a Força: estão descaracterizando-a.

Some-se a isso a burocratização excessiva, a culpa histórica seletiva, a fragmentação interna e a vigilância que inibe o comando honesto.

O resultado é uma tropa cada vez mais condicionada a agradar, justificar-se e adaptar-se, em vez de preparar-se para servir, decidir e combater.

No fim, a forma mais eficiente de diminuir uma Força é fazê-la duvidar de si mesma. E já há muita gente duvidando.

Se isso salta aos olhos de quem observa de fora, o que explica o silêncio — ou a conivência — de parte do próprio alto escalão?

Há horas em que a pena não precisa punir. Basta desmascarar.

 

Por Ultima Hora em 04/04/2026
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