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Fernando Diniz, o filósofo do risco calculado, resolveu dar ao torcedor vascaíno o cardápio completo logo na primeira rodada.
Em uma estreia que tinha tudo para ser um passeio bucólico, o Vasco superou o ímpeto do Maricá e a própria instabilidade defensiva para somar os primeiros três pontos. Com o time principal em campo — herança do vice-campeonato da Copa do Brasil de 2025 —, o Gigante da Colina desfilou seu novo manto da Nike e mostrou que o talento ofensivo sobra, embora o sistema defensivo ainda flerte com o perigo em saídas de bola que desafiam a física.
A estrela da noite foi Rayan. O jovem atacante, que já sente o hálito financeiro do Bournemouth (Premier League) em sua nuca com uma proposta de 35 milhões de euros, não se intimidou. Abriu o placar no rebote e marcou o terceiro em um contra-ataque avassalador, driblando o goleiro com a frieza de um veterano.
Coutinho, por sua vez, provou que a classe é imune ao tempo: marcou um gol de manual, limpando a marcação e acertando o ângulo.
Mas, como o Vasco sem drama é um corpo sem alma, Lucas Piton resolveu “animar” o jogo ao ser expulso aos 41 do primeiro tempo, após um erro banal na saída de bola que quase entregou o ouro ao Tsunami da Região dos Lagos.
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