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O vereador Leniel Borel trouxe uma perspectiva única à inauguração do Instituto Cultural Marinha Mercante, combinando sua experiência como legislador com sua trajetória profissional como oficial de Marinha Mercante.
Durante entrevista exclusiva no evento, o parlamentar revelou detalhes de sua carreira marítima e destacou a importância estratégica do setor para o Rio de Janeiro.
Trajetória profissional na Marinha Mercante.
"Leniel, pouca gente sabe, mas eu sou oficial de Marinha Mercante, a minha primeira profissão é oficial de Marinha Mercante." Fui chefe de máquinas, trabalhei muitos anos embarcado, quase 13 anos embarcado", revelou o vereador, demonstrando conhecimento técnico e vivência prática no setor.
Esta experiência profissional diferencia Borel de outros parlamentares, conferindo-lhe autoridade técnica para legislar sobre questões marítimas. Formado em Ciências Náuticas e Engenharia de Produção, além de ex-oficial da Marinha, o vereador possui credenciais sólidas no setor.
Iniciativa legislativa pioneira.
Durante a entrevista, Leniel Borel antecipou uma importante iniciativa legislativa: "A gente colocou lá na Câmara dos Vereadores, já tô até dando um spoiler aqui, ano passado de trazer o Dia Municipal da Marinha Mercante também para o município do Rio de Janeiro."
O Projeto de Lei nº 1472/2025, de sua autoria, propõe incluir o Dia Marítimo Mundial no calendário oficial municipal, celebrado anualmente em 25 de junho, com o objetivo de homenagear profissionais da Marinha Mercante, Marinha de Guerra e outras categorias ligadas às atividades marítimas.
Economia marítima como pilar histórico.
O vereador enfatizou a dependência histórica do Rio de Janeiro da economia marítima: "Nós somos cercados de praias. A economia do mar, ela é uma economia da qual o Rio de Janeiro depende há mais de 500 anos."
Esta observação destaca como a atividade portuária e marítima está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento econômico da cidade desde os tempos coloniais, mantendo-se relevante até os dias atuais.
Estatísticas do comércio marítimo.
Borel apresentou dados impressionantes sobre a importância do transporte marítimo: "As pessoas não sabem a importância, às vezes, da marinha." Quase 90% da produção é escoada através dos mares. O comércio exterior é feito todo através dos mares."
Estes números demonstram a centralidade do setor marítimo para a economia brasileira e mundial, justificando a necessidade de preservar e valorizar a memória da Marinha Mercante.
Pioneirismo histórico do Rio de Janeiro.
"Desde o descobrimento do Brasil, o Rio de Janeiro tem participação nesse comércio, nessa exportação de mercadorias." E a Marinha Mercante, ela está lá desde então", destacou o vereador, situando a cidade como protagonista histórica do comércio marítimo nacional.
Borel mencionou empresas históricas como o Lloyd Brasileiro e outras grandes companhias de navegação que tiveram sede no Rio de Janeiro, demonstrando a tradição marítima da cidade.
Diferenciação entre Marinhas.
O vereador fez questão de esclarecer uma confusão comum: "Quando as pessoas pensam em Marinha do Brasil, vem muito a imagem da Marinha de Guerra, dos navios de guerra, mas esquecem um pouco dessa parte comercial da Marinha que é representada pela Marinha Mercante."
Esta distinção é fundamental para o entendimento público sobre a amplitude do setor marítimo brasileiro, que vai muito além das atividades militares.
Expansão para o setor offshore.
Leniel destacou a evolução contemporânea do setor: "Hoje, muito mais amplificado." Hoje temos o offshore, por exemplo. O Rio de Janeiro há décadas depende do próprio petróleo, exploração tanto no downstream como no upstream."
O vereador explicou como a Marinha Mercante brasileira participa ativamente da indústria petrolífera, "tripulando essas unidades, tripulando essas plataformas, os navios, os rebocadores, os aliviadores", demonstrando a modernização e diversificação do setor.
Representatividade cultural necessária.
"De alguma forma, precisamos trazer essa representatividade cultural para a Marinha Mercante Brasileira", afirmou Borel, justificando a importância do Instituto Cultural Marinha Mercante como instrumento de valorização do setor.
O parlamentar vê a criação do Instituto como "histórica", reconhecendo a necessidade de preservar e promover a memória marítima nacional.
Proximidade com a Marinha de Guerra.
O vereador também destacou a relação entre os diferentes ramos marítimos: "Quem é da Marinha Mercante acaba vendo a necessidade, a proximidade ali da própria Marinha de Guerra."
Esta observação reflete sua experiência prática e o entendimento de como os diferentes setores marítimos se complementam e interagem.
Reconhecimento institucional.
"Hoje a Marinha de Guerra, a nossa Marinha brasileira, a nossa Marinha Mercante nacional tem representatividade hoje aqui no Rio de Janeiro", celebrou Borel, destacando como a inauguração do Instituto fortalece essa representatividade.
Atuação parlamentar especializada.
A combinação de experiência técnica com mandato legislativo permite a Leniel Borel uma atuação parlamentar diferenciada. Além do projeto sobre o Dia Marítimo Mundial, o vereador tem potencial para propor outras iniciativas que valorizem o setor marítimo no município.
Instituto Henry Borel
Paralelamente à sua atuação como vereador, Leniel Borel é fundador do Instituto Henry Borel, que já realizou mais de 2 mil atendimentos, demonstrando seu comprometimento com causas sociais além da atividade parlamentar.
Perspectivas futuras.
A participação de Leniel Borel na inauguração do Instituto Cultural Marinha Mercante representa a convergência entre experiência técnica, atuação legislativa e comprometimento com a preservação da memória marítima brasileira.
"Por isso que eu sou muito feliz de participar desse momento, dessa pré-estreia do espaço cultural Marinha Mercante", concluiu o vereador, demonstrando satisfação pessoal e profissional com a iniciativa.
Perfil do vereador:

Entrevista feita no Centro Cultural Justiça Federal.
Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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