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Arrastão entre Arpoador e Copacabana deixa feridos e ônibus destruídos no Rio
Cenas de pânico na orla carioca durante o fim da tarde de terça-feira
O fim da tarde de terça-feira (21) foi marcado por cenas de pânico na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro. Um arrastão que começou na faixa de areia do Arpoador se espalhou por Copacabana e Ipanema, provocando correria generalizada, relatos de roubos e depredação de veículos. Imagens que circulam nas redes sociais mostram dezenas de pessoas correndo pelo calçadão e pelas vias da região, em meio a gritos e tentativas de fuga.
De acordo com testemunhas, mais de 100 pessoas correram simultaneamente pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das principais vias do bairro. A confusão se estendeu até o Parque Garota de Ipanema, arrastando turistas e moradores em uma onda de desespero. Comerciantes da região relataram que furtos de celulares e cordões ocorreram durante o tumulto, aproveitando a aglomeração na saída das praias.
Ônibus vandalizados e prejuízo de R$ 30 mil
Durante a desordem, cinco ônibus foram depredados, sendo três deles da linha 474 (Jacaré x Copacabana). Imagens mostram os veículos com vidros quebrados e danos estruturais. Em nota oficial, o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte rodoviário de passageiros da cidade, repudiou os atos de vandalismo e informou que o prejuízo financeiro com os ataques chegou a R$ 30 mil.
"Tudo quebrado. Quebraram o ônibus e saíram correndo fazendo arrastão", relatou um internauta que presenciou a ação.
Reforço no policiamento
A Polícia Militar informou que o 19º BPM (Copacabana) não foi acionado inicialmente para a ocorrência do suposto arrastão no Arpoador. No entanto, assim que tomou conhecimento das informações que circulavam nas redes sociais, a unidade reforçou o policiamento preventivo na área com viaturas e motocicletas.
Agentes do programa Segurança Presente também foram mobilizados e atuaram no reforço da segurança na orla. Na Rua Francisco Otaviano, em Ipanema, onde também houve registro de tumulto, agentes do 23º BPM (Leblon) foram acionados. Ao chegar ao local, a equipe constatou que a situação já havia sido controlada por outra guarnição que passava pela região.
Controvérsia sobre os registros oficiais
Apesar dos relatos de frequentadores sobre roubos de celulares e cordões, a Polícia Militar afirmou que nenhuma ocorrência formal foi registrada junto aos oficiais. A informação gerou controvérsia, especialmente entre comerciantes da região, que afirmam que furtos têm sido recorrentes na orla neste período de maior circulação de turistas, impulsionado pelo clima quente e pelas férias escolares.
Internautas que estavam no local citaram a ocorrência de arrastões, o que não foi confirmado oficialmente pela corporação. A diferença entre os relatos das vítimas e os registros oficiais levanta questionamentos sobre a subnotificação de ocorrências na região.
Impacto no turismo e na rotina da Zona Sul
O episódio acendeu um alerta entre moradores e autoridades sobre a segurança na orla carioca durante a alta temporada. A Zona Sul do Rio, principal cartão-postal da cidade para turistas nacionais e estrangeiros, enfrenta o desafio de conciliar a grande circulação de pessoas com a prevenção de crimes como os arrastões, que se aproveitam de aglomerações para agir.
Comerciantes do Arpoador e de Copacabana relataram preocupação com a repetição dos episódios, especialmente em dias ensolarados e feriados, quando a concentração de banhistas é maior. A expectativa é de que o policiamento na orla seja intensificado nos próximos dias, especialmente nos horários de saída das praias.
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