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O termo "vassalo" é erroneamente associado no inconsciente popular a pessoas pobres que serviam no período feudal, mas isso não está correto. Vassalo é quem se submete voluntariamente ao suserano, ou seja, nobres também podiam ser vassalos. No Brasil, nada representa melhor esse termo do que os Bolsonaros e seus satélites políticos.
Nosso país é tão rico em sua fauna política que temos uma espécie totalmente única: o "patriota estadunidense". Pode parecer um contrassenso, mas não é. O que esperar do país que criou o "guerreiro EAD"? Na verdade, o "patriota estadunidense" é uma variante daqueles que hoje habitam principalmente o Texas e a Flórida, covardes que falam em perseguição, mas só fogem de responder por seus crimes.
O "patriota estadunidense" é o sujeito que, na ânsia de babar ovo de Donald Trump, busca punir o Brasil. Como chefe desse grupo, temos o deputado Eduardo Bolsonaro, aka "Bananinha", que, apesar do sobrenome, é irrelevante por ser muito burro, tanto quanto seu progenitor. No Brasil, seus representantes incluem dois governadores de estados importantes. Em Minas Gerais, temos o "Chico Bento da decadência", Romeu Zema, mas, assim como o "Little Banana", sua relevância é limitada. O mais perigoso e ardiloso é Tarcísio, o "moderado". Ele não tem sobrenome, é apenas "o moderado".
Tarcísio é o típico oportunista: foi de "planilheiro do Exército" a governador de São Paulo. Mas lembre-se: o "moderado e honesto" foi representante de Valdemar da Costa Neto no DNIT durante o governo Dilma. Ou seja, "onde há governo, estou". Tarcísio foi eleito pelas elites, principalmente as paulistanas, como seu candidato, uma tentativa de reerguer o antigo PSDB. Ledo engano. Tarcísio é bolsonarista. Por ser alfabetizado, engana, mas está longe de ser um Alckmin, Serra ou Dória. Talvez seja um "Sivuca". Lembrem-se: foi ele quem disse que podia governar São Paulo porque "sabia atirar", além de colocar um lunático no comando da polícia paulista, cujas credenciais eram suas 16 execuções na Rota. Hoje, a eficiente polícia de São Paulo, construída ao longo das últimas duas décadas, está se tornando uma máquina de matar.
Se não bastasse o populismo penal, outras duas características o alinham ao bolsonarismo: o dogma religioso e o pânico moral. Lembrem-se que o "moderado" foi à Marcha para Jesus, evento político do público evangélico. Lá, abraçou a bandeira de Israel. Sabe o que significa, né? Um aceno aos evangélicos, que, por algum motivo, amam Israel, um Estado cuja religião renega Jesus, mas, pelo comportamento dessa turma, eles também o fazem. O último dente do tridente bolsonarista é o pânico moral, aquela história de atacar a população LGBTQIAPN+, banheiro unissex, "mamadeira de piroca" e toda a maluquice. Tarcísio não é tão forte nesse tema; tenta encarnar o "machão". Lembram quando ele quebrou o martelo na B3? Tal qual uma criança tentando demonstrar virilidade. Pois bem: isso faz parte do pânico moral.
Agora, desde a eleição de Trump, temos um "quadridente": a vassalagem aos EUA. Após a vitória de Donald Trump, Tarcísio fez uma postagem ridícula nas redes sociais: colocou um boné vermelho do MAGA, com a música "YMCA" (do Village People) de fundo, e soltou um "grande dia!". Lembre-se: Bolsonaro, enquanto presidente, bateu continência para a bandeira americana e disse "I love you, Trump". O "Agente Laranja" tarifou o Brasil, e São Paulo foi o estado mais afetado. Qual a atitude do governador? Defender seu estado? Espera-se isso de alguém normal, não de vassalos. Tarcísio culpou o governo federal, mesmo com o "Bananinha" há quatro meses ameaçando punições ao Brasil. Não colou, nem entre as elites paulistas, seus fiadores, nem em seu veículo pessoal de promoção, o Estadão.
Tarcísio foi atacado pelas elites paulistas, pela esquerda e pelos Bolsonaros, pois não se firmou em nenhum discurso. Também se queimou com o STF ao pedir que o tribunal liberasse o passaporte de Bolsonaro para "negociar nos EUA". Imagina: um homem que se diz "duro com bandidos", querendo dar a um investigado a chance de fugir? O governador hoje é uma biruta de aeroporto, vai para onde o vento sopra. Até agora, não entendeu que política não é assim. Quer ser político? Tome posição!
O governador não é moderado (isso já demonstrei), embora se venda como tal. Agora, minha luta é mudar a nomenclatura "viralata", cunhada por Nelson Rodrigues. O viralata é gentil, companheiro, tem senso de grupo, é inteligente e, o mais importante: é leal aos seus. A síndrome dessa turma é a de vassalo, acredita que os EUA são superiores, que devemos nos curvar. Muitos nem moram aqui e, mesmo apanhando, defendem aquele país, sem lealdade aos seus. Vira-latas não, vassalos sim.
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