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EX-GOVERNADOR WITZEL ENFRENTA RESISTÊNCIA INTERNA NO DC PARA CANDIDATURA AO GOVERNO DO RIO
Direção nacional do partido freia pretensões do político cassado e reafirma autonomia do diretório fluminense
A tentativa do ex-governador Wilson Witzel de se apresentar como pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro pelo Democracia Cristã (DC) encontrou resistência imediata da direção nacional da sigla, que reafirmou a autonomia do diretório fluminense para definir candidaturas.
O Anúncio Precipitado
Witzel, que foi cassado em 2021 por esquema de corrupção durante sua gestão, anunciou nas redes sociais sua intenção de "encabeçar" a chapa estadual do DC, mesmo antes de sua filiação oficial, marcada para 6 de março. O movimento gerou desconforto interno no partido.
A Resposta Institucional
O presidente nacional do DC, João Caldas, enviou vídeo aos filiados esclarecendo que "qualquer pessoa que ingressar no Democracia Cristã vai passar pelo crivo do diretório estadual", presidido por Mauro Cozzolino no Rio de Janeiro.
A nota oficial do DC-RJ foi categórica: "Witzel é um bom nome, mas OFICIALMENTE, o partido não definiu apoio ou lançamento de nenhuma outra candidatura ao Governo, que não seja a de Renato Cozzolino".
O Contexto Político
A chegada de Witzel ao DC ocorreu após convite do ex-deputado Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência pelo partido. O ex-governador, que cumpriu período de inelegibilidade até recentemente, busca retorno à vida política após ter sido afastado do cargo em 2020.
Estratégia Partidária
O DC-RJ, sob liderança de Mauro Cozzolino (primo do prefeito de Magé, Renato Cozzolino), mantém foco na renovação política e projeta eleger entre 3 a 4 deputados estaduais e 2 federais, priorizando candidatos sem mandato.
Próximos Passos
O evento de 6 de março no Clube Municipal será decisivo, com apresentação da nominata de candidatos a deputados estadual e federal do DC a Aldo Rebelo e à direção nacional. Permanece a dúvida sobre eventual participação do prefeito Eduardo Paes no ato.
A situação evidencia as tensões internas entre as ambições individuais de Witzel e a estratégia coletiva do partido, que busca consolidar-se como alternativa de renovação no cenário político fluminense.




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