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Por Carlos Arouck
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 17 de junho de 2026, em Versalhes, um memorando de entendimentos de 14 pontos com o Irã. O documento foi firmado durante jantar oferecido pelo presidente francês Emmanuel Macron após o encontro do G7. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian assinou o texto em Teerã.
O acordo entrou em vigor de imediato e prevê prazo de 60 dias, prorrogáveis, para negociações de um tratado final.
O memorando estabelece cessar-fogo imediato em todas as frentes, inclusive no Líbano, com compromisso americano de garantir a integridade territorial libanesa. Prevê ainda o fim do bloqueio naval americano em até 30 dias e a garantia iraniana de passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz durante os próximos 60 dias. Os Estados Unidos emitiram isenções imediatas para exportação de petróleo iraniano e assumiram o compromisso de trabalhar pelo encerramento de sanções americanas e da ONU.
O texto inclui plano de pelo menos 300 bilhões de dólares para reconstrução econômica do Irã e mantém o status atual do programa nuclear iraniano até a conclusão das negociações finais.
A reabertura do Estreito de Ormuz provocou queda imediata nos preços do petróleo. O Brent recuou para cerca de 78 dólares por barril. Mercados acionários reagiram com alta em várias bolsas mundiais.
Israel reagiu com rejeição. O acordo não atende aos objetivos declarados de sua campanha militar contra o Irã. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel continuará operações contra o Irã e o Hezbollah de forma independente. O país não é signatário do memorando e não se considera obrigado pelos termos relacionados ao Líbano.
O Irã obtém alívio econômico rápido com a retomada de exportações de petróleo e com o caminho aberto para liberação de ativos congelados. O regime ganha fôlego financeiro no curto prazo enquanto as negociações prosseguem.
O acordo permanece provisório. Seu êxito depende do avanço das negociações nos próximos 60 dias sobre o programa nuclear, sanções definitivas e o papel dos proxies iranianos. Proxies são grupos armados não estatais apoiados pelo Irã para atuar em seu lugar em diferentes países, como o Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza e os Houthis no Iémen. Trump alertou que os Estados Unidos retomarão ações militares caso o Irã descumpra os termos durante esse período. O mecanismo de monitoramento ainda carece de detalhes robustos de verificação.
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