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A operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, virou assunto na Câmara do Rio e deu à bancada do PL uma nova linha de ataque contra o PT. Os vereadores Alana Passos e Rafael Satiê, ambos do PL, cobraram o silêncio da esquerda após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro no caso Banco Master.
Alana foi direta ao explorar o contraste político: “Quando é com a família Bolsonaro, aparece um monte de papagaio para falar. Não vai falar sobre o senador não?”. A fala mira um ponto sensível para o PT: a dificuldade de sustentar discurso anticorrupção quando um dos principais articuladores do governo Lula no Senado entra na mira da PF.
A vereadora também puxou Lula para o centro da crítica, citando a declaração do presidente no G7 de que nunca teria sido esquerdista. “Um homem que fundou o PT, que fundou o Foro de São Paulo (...) agora diz que não é esquerdista?”, ironizou.
Satiê subiu o tom e tratou a operação como desgaste nacional para o governo. “O líder do governo, no Senado, sofre uma busca e apreensão. Agora quero ver qualquer um dessa sigla defender o Jaques Wagner”, afirmou.
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