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Por Oscar Müller
A Argentina voltou a mostrar por que é uma das seleções mais resilientes do futebol mundial. Em uma semifinal eletrizante disputada nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos, a atual campeã do mundo derrotou a Inglaterra por 2 a 1, de virada, e garantiu presença em sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo.
A seleção inglesa saiu na frente com Anthony Gordon, em uma jogada construída por Harry Kane e Morgan Rogers, levando os torcedores ingleses a sonharem com o retorno a uma decisão mundial após seis décadas. No entanto, a equipe comandada por Lionel Scaloni demonstrou novamente personalidade, equilíbrio e poder de reação.
Enzo Fernández empatou a partida com um belo chute de fora da área aos 40 minutos do segundo tempo, após jogada iniciada por Lionel Messi. Já nos acréscimos, quando o confronto parecia caminhar para a prorrogação, Messi voltou a ser decisivo ao cruzar na medida para Lautaro Martínez marcar de cabeça o gol da classificação argentina.
O camisa 10 distribuiu duas assistências e, mais uma vez, foi o grande maestro da Albiceleste, conduzindo sua equipe a mais uma virada memorável nesta Copa do Mundo.
A campanha argentina tem sido marcada por superação. Nas oitavas de final, a equipe reverteu uma desvantagem de dois gols diante do Egito. Depois, enfrentou duelos extremamente difíceis contra Cabo Verde e Suíça, avançando apenas após muita luta. Contra a Inglaterra, repetiu o roteiro de coragem e eficiência para alcançar mais uma decisão.
Agora, a Argentina buscará o seu quarto título mundial diante da Espanha, que tenta conquistar sua segunda estrela. A grande final será disputada no próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília).
Lionel Scaloni destaca a força mental da equipe
Após a classificação, o técnico Lionel Scaloni elogiou o espírito competitivo do grupo e ressaltou a confiança construída ao longo da competição.
"Este grupo nunca deixa de acreditar. Mesmo quando estamos atrás no placar, os jogadores mantêm a calma, seguem o plano de jogo e demonstram uma personalidade extraordinária. Essa classificação é fruto do trabalho coletivo, da união e da mentalidade vencedora que construímos. Ainda não conquistamos nada. Agora precisamos descansar e fazer uma grande final."

Enzo Fernandez fez o gol do empate para a Argentina contra a Inglaterra
Opinião I Oscar Müller
A Argentina parece ter desenvolvido uma característica rara nas grandes seleções: a capacidade de transformar adversidade em combustível. Não importa se começa perdendo ou se enfrenta momentos de pressão; o time de Lionel Scaloni mantém a serenidade e acredita até o último minuto.
Mais uma vez, Lionel Messi mostrou que sua genialidade vai muito além dos gols. Com duas assistências precisas, comandou a reação argentina e demonstrou uma liderança silenciosa, mas extremamente eficiente.
Scaloni também merece enorme reconhecimento. Sua equipe apresenta organização tática, equilíbrio emocional e um espírito coletivo impressionante. Não é por acaso que chega à segunda final consecutiva de Copa do Mundo.
A decisão contra a Espanha promete reunir duas escolas tradicionais do futebol mundial. De um lado, a posse de bola e a intensidade espanhola. Do outro, a experiência, a competitividade e a impressionante capacidade de reação da Argentina.
Se mantiver o futebol apresentado até aqui, a Albiceleste chega à decisão com confiança suficiente para sonhar, legitimamente, com o quarto título mundial.

Ficha Técnica
Inglaterra 1 x 2 Argentina
Data e horário: 15 de julho de 2026, às 16h (de Brasília)
Competição: Copa do Mundo - Semifinal
Local: Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos EUA
Público: 68.239 pessoas (Capacidade máxima)
Árbitro: Ismail Elfath (EUA)
Assistentes: Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
VAR: Marco Di Bello (ITA)
Cartões amarelos: E. Anderson (ING), L. Martínez (ARG), C. Romero (ARG) e R. De Paul (ARG)
Gols: Anthony Gordon (10'/2ºT) (ING); Enzo Fernández (40'/2ºT) e Lautaro Martínez (47'/2ºT) (ARG)
INGLATERRA: Jordan Pickford, Reece James (Dan Burn), John Stones (Ivan Toney), Marc Guehi e Djed Spence (Marcus Rashford); Elliot Anderson, Declan Rice (O'Reilly), Morgan Rogers, Jude Bellingham e Anthony Gordon (Ezri Konsa); Harry Kane.
Técnico: Thomas Tuchel
ARGENTINA: Emiliano Martínez; Nahuel Molina (Gonzalo Montiel), Cristian Romero, Lisandro Martínez (Nicolas Otamendi) e Nicolás Tagliafico (Lautaro Martínez); Leandro Paredes (Nico González), Alexis Mac Allister, Enzo Fernández e Giuliano Simeone (Rodrigo De Paul); Lionel Messi e Julián Álvarez.
Técnico: Lionel Scaloni
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