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Pesquisa Vetor Arrow escancara terremoto eleitoral no Rio: Glauber dispara 75% e vira vice-líder; Jordy despenca
Levantamento com 28 mil entrevistas revela rearranjo radical na corrida para a Câmara dos Deputados no estado do Rio de Janeiro, com crescimento explosivo de Glauber Braga, recuperação regional de Jorge Miranda e queda livre de Pastor Henrique Vieira e Carlos Jordy
Liderança intacta, mas com sinais de erosão
Lindbergh Farias (PT) segue no topo do ranking de pré-candidatos a deputado federal pelo Rio de Janeiro, mas a segunda rodada da pesquisa Vetor Arrow acende um sinal amarelo. O petista apresentou retração de 6% nas citações espontâneas em relação a junho — um movimento que, segundo o instituto, não compromete sua liderança acumulada, mas expõe vulnerabilidade diante do avanço agressivo de adversários.
O fator de segurança para Lindbergh está na capilaridade geográfica: nenhuma região do estado concentra mais de 14% de suas menções. É o pré-candidato com a distribuição mais equilibrada entre capital e interior, um ativo estratégico numa disputa proporcional como a da Câmara Federal.
O fenômeno Glauber Braga: 75% de crescimento em 30 dias
O grande destaque da rodada é Glauber Braga (PSOL). O deputado cresceu 75% nas citações espontâneas entre junho e julho, saltando para a vice-liderança de forma consolidada e distribuída por todo o estado.
A análise territorial feita pela Vetor Arrow indica que o avanço de Glauber não está ancorado em um único reduto eleitoral — diferentemente de outros candidatos com votação concentrada, o psolista aparece com menções espalhadas da capital ao interior, o que sugere uma expansão orgânica de sua base de apoio.
A implosão na federação PSOL-Rede
Dentro da própria federação, o movimento é diametralmente oposto. Pastor Henrique Vieira, que na primeira rodada aparecia em terceiro lugar, caiu 42% nas citações espontâneas e perdeu duas posições no ranking.
O dado mais revelador da pesquisa é a sobreposição territorial entre os dois psolistas, especialmente no Leste Fluminense. Em regiões onde ambos são conhecidos, Glauber está canibalizando as menções que antes pertenciam a Henrique Vieira — um fenômeno clássico de concentração de preferência dentro do mesmo campo político.
???? O fenômeno regionalizado de Jorge Miranda (PL)
Jorge Miranda (PL) protagonizou a maior escalada do ranking: subiu seis posições após registrar alta de 74% nas citações espontâneas. Seu crescimento, porém, tem um endereço certo: a Baixada Fluminense, onde concentra sua base eleitoral.
O dado revela a estratégia do PL no estado: aposta em candidatos com forte ancoragem regional, em vez de nomes com dispersão estadual.
PL: força regionalizada, mas com baque em Jordy
A pesquisa escancara o perfil territorial do Partido Liberal no Rio:
A queda de Jordy é um dos sinais mais preocupantes para o PL. O deputado, que já foi destaque de oposição ao governo federal, vê sua capilaridade estadual encolher, enquanto os concorrentes regionais do próprio partido avançam.
Dr. Luizinho e Gutemberg: o bloco da Baixada
Dr. Luizinho (PP) avançou 31% nas citações espontâneas, consolidando a Baixada Fluminense como sua principal base eleitoral. Gutemberg Reis (MDB) mantém perfil semelhante, com mais da metade de suas menções concentradas na Baixada 1.
A força da região na disputa proporcional evidencia um fenômeno histórico: a Baixada Fluminense segue como o principal celeiro de votos para deputado federal no estado, e os candidatos que dominam o território têm vantagem estrutural.
Estabilidade no pelotão de chegada
Fechando o grupo dos dez primeiros colocados, Luiz Lima e Jandira Feghali permanecem estáveis, cada um com perfil de distribuição regional distinto. A pesquisa não aponta tendência de crescimento ou queda para ambos, sugerindo que seus eleitores estão consolidados, mas sem capacidade de expansão no curto prazo.
O que esperar das próximas rodadas
O instituto Vetor Arrow alerta que o acompanhamento contínuo das próximas rodadas permitirá verificar se os movimentos observados representam tendências consolidadas ou oscilações naturais do início da corrida eleitoral. O tempo de exposição na reta final da campanha, as inserções no rádio e TV e o desempenho dos candidatos majoritários podem reconfigurar completamente o cenário.
A pesquisa está registrada no TRE-RJ sob o número 0793/2026, com 28 mil entrevistas realizadas entre capital e interior — 14 mil na primeira rodada e 14 mil na segunda.
A pesquisa Vetor Arrow, em parceria com o Agenda do Poder, aplicou o modelo de resposta espontânea, sem apresentação de lista de candidatos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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