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Antonio Rueda oferece abrigo a Castro após rompimento histórico com Bolsonaro
O cenário político fluminense sofreu um abalo sísmico nesta semana com a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de retirar o apoio às candidaturas do governador Cláudio Castro ao Senado e de Rodrigo Bacellar ao governo estadual em 2026.
A ruptura, que tem como epicentro a exoneração do ex-secretário de Transportes Washington Reis, expõe as fraturas internas do grupo político e redesenha completamente o mapa eleitoral do Rio de Janeiro.
Em meio à crise, Antonio Rueda, líder da Federação União Progressista, emergiu como mediador, oferecendo abrigo partidário ao governador com a declaração: "Se o Bolsonaro não apoia o Cláudio, o União recebe ele de braços abertos".
A decisão de Bolsonaro foi tomada após consulta de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que havia tentado preservar a unidade do grupo político.
Flávio chegou a pedir ao governador que revertesse a exoneração de Washington Reis, sugerindo um acordo com Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa e responsável pela demissão.
O senador propôs uma espécie de "mea-culpa" público de ambos os líderes para que o jogo político seguisse seu curso normal. No entanto, Castro recusou-se a acatar a sugestão, precipitando a crise que agora ameaça fragmentar definitivamente o campo bolsonarista no estado.
O veredito do ex-presidente foi categórico e sem margem para interpretações: "Não vou apoiar Cláudio Castro para o Senado, nem Bacellar para o governo. Pode avisar lá. Vou esperar as coisas acontecerem e decidir com calma o que vamos fazer no Rio em 2026".
A declaração, feita em seu estilo característico - "curto e grosso" - demonstra o grau de insatisfação de Bolsonaro com o desenrolar dos acontecimentos. Dias antes da decisão final, o ex-presidente havia conversado por telefone com Castro, manifestando apreço por Washington Reis e sinalizando que não desejava constranger um aliado com mais de 60% de aprovação em Duque de Caxias, segundo maior colégio eleitoral do estado.
Flávio Bolsonaro não escondeu o desconforto com a situação, classificando-a como "uma decisão muito difícil" e demonstrando preocupação com os reflexos eleitorais: "Já será uma eleição difícil, não podemos abrir mão de lideranças importantes, ainda mais jogá-las no colo do adversário que será palanque de Lula no estado.
Preciso digerir isso tudo". O senador revelou ainda que se sentiu desprestigiado no processo, afirmando que Castro havia prometido resolver a questão "amigavelmente" com Bacellar, mas que descobriu o desfecho pela imprensa.
"Cláudio me disse que o decreto para voltar o Washington estava pronto e que resolveria amigavelmente com Bacellar. Não fui consultado sobre como seria o desfecho, fiquei sabendo do resultado pela imprensa. Então tá decidido", declarou.
A oferta de Antonio Rueda representa uma tábua de salvação para Castro, que agora se vê órfão do apoio bolsonarista e precisa reconstruir suas alianças políticas.
O líder da Federação União Progressista, que aparece em fotos ao lado de Castro e Bacellar, demonstra disposição para acolher o governador em seu partido, sinalizando uma possível reconfiguração das forças políticas no estado.
Essa movimentação pode representar o início de uma nova fase na política fluminense, com realinhamentos que podem alterar significativamente o cenário eleitoral de 2026.
A crise expõe não apenas as divergências pontuais sobre Washington Reis, mas também questões mais profundas sobre liderança, lealdade e estratégia política no campo da direita no Rio de Janeiro.
Com informações Tempo Real
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