Carlo Caiado defende turismo de negócios e nova Força Municipal como respostas aos desafios do Rio, no coração da maior feira de supermercados da América Latina,

Carlo Caiado na Super Rio Expofood: 'O Rio tem turismo de negócios que o Brasil ainda não enxerga'

Câmara aprova Zona Sudoeste e lança Força Municipal armada: a revolução silenciosa de Carlo Caiado no Rio, Presidente da Câmara Municipal afirma que legislação aprovada pelos vereadores fortalece o setor supermercadista e impulsiona a economia carioca; nova divisão armada da Guarda Municipal entra em campo com 600 agentes e promete complementar a segurança pública na cidade.

Rio de Janeiro — O Riocentro, maior equipamento de eventos da América Latina, foi palco nos dias 17 a 19 de março de 2026 da SRE Super Rio Expofood, um dos mais importantes encontros do varejo supermercadista das Américas. Entre autoridades, empresários e líderes do setor, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado, concedeu entrevista exclusiva ao Última Hora Online e destacou a força do evento como símbolo do turismo de negócios que a cidade vem consolidando ao longo dos anos. Para Caiado, o Rio vai muito além do cartão-postal da cidade maravilhosa: é um polo estratégico de negócios, distribuição e geração de renda que merece atenção do poder público em todas as esferas.

A feira e a cadeia produtiva dos supermercados

O presidente da Câmara não poupou elogios ao setor supermercadista carioca. Com unidades espalhadas por todo o estado do Rio de Janeiro, as redes de supermercados são, segundo ele, parte fundamental de uma cadeia produtiva que movimenta emprego, distribui alimentos e conecta a produção na origem ao consumidor final. "Fazer parte de uma cadeia produtiva muito importante de empregabilidade, distribuição dos alimentos, de buscar também na origem aonde os alimentos são produzidos — isso tem vários aspectos da empregabilidade, gerar economia para a nossa cidade", afirmou Caiado durante a entrevista. A SRE Super Rio Expofood 2026 reuniu os principais players do varejo, atraindo expectativa de público superior a 50 mil visitantes, entre compradores, fornecedores e lideranças do setor.

Câmara Municipal em ritmo acelerado, mesmo em ano eleitoral

Questionado sobre a produtividade legislativa da Casa em ano eleitoral, Carlo Caiado foi direto: o ritmo não vai desacelerar. Em 2025, a Câmara Municipal bateu recorde histórico de apreciação de projetos de lei, e a tendência para 2026 é de manutenção da produção legislativa intensa. O presidente destacou que o Parlamento carioca tem funcionado com alta presença dos vereadores nas sessões e com um volume significativo de matérias em pauta. "A produtividade continua, sem dúvida alguma", disse. Segundo Caiado, o parlamento que trabalha responde à sociedade com transparência — e isso, em sua visão, é o que diferencia a atual gestão da Câmara das anteriores. Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro) e também presidente da Associação das Américas de Supermercados (ALAS) desde outubro de 2025, foi citado como interlocutor constante da Casa legislativa nas discussões sobre o setor.

A criação da Zona Sudoeste e a reorganização territorial do Rio

Em março de 2026, a Câmara Municipal aprovou a criação da Zona Sudoeste, nova divisão territorial da cidade do Rio de Janeiro que inclui a área da Barra Olímpica — onde o Riocentro está inserido. Para Caiado, a nova região simboliza muito mais do que uma mudança administrativa: representa a busca por maior independência e integração de políticas públicas em uma área que cresceu exponencialmente após os Jogos Olímpicos de 2016. "É um simbolismo que se originou da própria sociedade, querendo que esse simbolismo seja uma característica de independência, de interação com os outros locais", explicou o presidente da Câmara. A nova zona visa aproximar as políticas públicas das realidades locais, permitindo planejamento urbano mais eficiente e gestão integrada entre as regiões da cidade.

A Força Municipal Armada e o desafio da segurança pública

O tema mais sensível da conversa foi a segurança pública. No dia 15 de março de 2026, o Rio de Janeiro estreou a Força Municipal, divisão de elite armada da Guarda Municipal, com 600 agentes nas ruas. Os guardas, todos concursados e efetivos, passaram por mais de 500 horas de treinamento, incluindo abordagem, defesa pessoal, uso progressivo da força e tiro. Equipados com pistolas calibre 9 milímetros, câmeras corporais individuais e rastreamento por GPS em tempo real pelo Centro de Operações e Resiliência (COR), os agentes atuam em 22 áreas mapeadas da cidade, com base em estudos de manchas criminais. As primeiras ações ocorreram no entorno do Jardim de Alah, na Zona Sul, e na região da Rodoviária do Rio e do Terminal Gentileza.

No dia anterior à entrevista, um secretário municipal havia sido perseguido por criminosos, elevando a tensão em torno do tema. Caiado foi categórico: a segurança pública é responsabilidade primária do governo do estado, por meio da Polícia Civil e Militar, mas o município não recuou de sua responsabilidade complementar. "A Câmara Municipal e a Prefeitura do Rio de Janeiro não fugiram de estar inseridas no processo de auxiliar e integrar as forças policiais", afirmou. A Força Municipal foi validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a legalidade do patrulhamento ostensivo, preventivo e comunitário pelos municípios como complemento às forças estaduais.

O papel da legislação municipal no combate ao crime

A criação da Força Municipal não teria sido possível sem o aparato legislativo aprovado pela Câmara. Os vereadores construíram, ao longo dos últimos anos, um conjunto de leis que permitiram a estruturação da divisão armada, incluindo normas sobre porte de arma — restrito a guardas municipais concursados após questionamento da Polícia Federal sobre agentes temporários. A Corregedoria e a Ouvidoria da nova divisão estão integradas à estrutura já existente da Guarda Municipal, garantindo controle institucional e transparência nas operações. Para Caiado, o papel do legislativo vai além de aprovar leis: é sinalizar à sociedade que há resposta institucional diante da violência. "Discutir ao encontro desse objetivo é sempre o nosso papel", concluiu.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Fontes: Câmara Municipal do Rio de Janeiro (camara.rio) | G1 Rio (15/03/2026) | Última Hora Online | ASSERJ | JETRO – SRE Super Rio Expofood 2026 | O Globo (08/03/2026) | Mercado & Consumo (04/10/2025)

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Por Ultima Hora em 18/03/2026
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