Coronel Jairo aponta 40 irregularidades processuais no caso Henry que podem anular processo e questiona prisão de Jairinho por 4 anos sem sentença

Coronel Jairo compara caso do filho com Lava-Jato e prevê anulação por nulidades processuais

Coronel Jairo denuncia irregularidades no caso Jairinho e questiona prisão de mais de 4 anos e critica investigação conduzida fora da delegacia especializada

O coronel Jairo, pai do ex-vereador Dr. Jairinho, concedeu entrevista exclusiva denunciando o que considera uma série de irregularidades no processo que mantém seu filho preso há mais de quatro anos. Em conversa de mais de uma hora, o ex-deputado estadual e vereador por dez mandatos consecutivos apresentou uma cronologia detalhada dos fatos e questionou desde a competência da delegacia que conduziu a investigação até a validade das provas utilizadas na acusação.

Segundo o coronel Jairo, o caso deveria ter sido investigado pela Delegacia de Homicídios, especializada em crimes dolosos contra a vida, e não pela 16ª DP.

"Um subsecretário chamado Antennor Lopes e junto com Alan Turnovski, candidato a deputado federal, se juntaram lá junto com esse delegado e resolveram fazer na 16ª DP esse tipo de apuração", afirmou, classificando a decisão como "uma grande armação" que desrespeitou a legislação vigente.

O pai de Jairinho sustenta que essa escolha foi motivada por interesses políticos e midiáticos, transformando o caso em uma "demonstração de trabalho" para autoridades que "não estavam muito bem das perdas" em outros casos de repercussão.

A questão da cadeia de custódia das provas é um dos pontos centrais das críticas apresentadas pelo coronel. Ele relata que os telefones foram apreendidos de forma irregular, "pulando muro, invadindo as casas", e transportados de Bangu até a Barra da Tijuca sem os devidos cuidados.

"Pegaram os telefones numa busca de apreensão de forma irregular, de forma ilegal, de forma covarde", denunciou, acrescentando que os aparelhos ficaram na delegacia por 10 a 15 dias sem lacre adequado. Essa irregularidade, segundo ele, compromete toda a validade das conversas de WhatsApp utilizadas como base da acusação, especialmente considerando que o próprio STJ já reconheceu que prints podem ser manipulados.

Caso Jairinho: perito confessa que não estava presente mas assinou dois laudos periciais

O laudo pericial é outro alvo das críticas do coronel Jairo, que aponta contradições graves nos seis laudos produzidos. "O perito fala: 'Eu não estava lá no dia 9, no dia 9 eu não posso falar nada que eu não tava'. E assinou dois laudos", revelou, questionando como é possível um perito assinar documentos sobre eventos que não presenciou.

Além disso, destaca que o mesmo perito confessou em juízo não ter tirado fotografias porque "a mulher não deixa", mas posteriormente incluiu oito fotos nos laudos, alegando tê-las "achado numa sala" do Instituto Médico Legal.

Ele apontou discrepâncias significativas na descrição das roupas que Henry vestia no momento de sua morte.

"O perito escreveu que ele tava de fralda. É não, ele tava de pijama", afirmou o Coronel.

Outro erro alarmante apontado pelo Coronel Jairo foi a descrição incorreta da cor dos olhos de Henry. "O garoto tinha os olhos azuis assim muito forte, eles escrevem... mas é normal o perito errar assim materialmente de mudar o hospital, mudar... não é normal nem errar até pela qualidade do perito", disse ele.

A causa da morte também é contestada pelo coronel, que argumenta que "laceração hepática grau dois não mata". Ele questiona por que o menino Henry recebeu oito injeções de adrenalina e sofreu duas intubações se já estava morto, conforme alega a acusação.

"É a primeira vez que eu sei de alguém intubar morto", ironizou, sugerindo que houve excessos no atendimento médico que podem ter contribuído para o óbito.

O desaparecimento da radiografia feita no hospital também é apontado como evidência de irregularidades, já que esse exame poderia esclarecer o real estado de saúde da criança.

Questionamentos sobre a prisão preventiva

Sobre a prisão preventiva que se estende há mais de quatro anos, o coronel questiona a fundamentação legal da medida.

"Ordem pública não tem definição. Isso é uma forma que eles têm de pavonear uma mentira. Ordem pública se resume só: estado de paz", argumentou, baseando-se em seus 35 anos de carreira militar. Ele considera a prisão arbitrária e ilegal, especialmente considerando que não houve trânsito em julgado e que outros réus em casos similares respondem em liberdade. A situação é agravada pelo fato de que Jairinho é "primário, sem nenhum antecedente criminal" e pai de três filhos que sofrem com a separação.

A defesa apresentada pelo coronel Jairo também questiona o comportamento das testemunhas que depuseram contra Jairinho.

Segundo ele, várias ex-companheiras do médico mudaram seus depoimentos entre a primeira e segunda oitiva, passando a relatar agressões que não haviam mencionado inicialmente.

"Na primeira esqueceram de tudo. Na primeira Jairinho era um príncipe. Depois não sei por que cargas d'águas foram convocadas de novo e mudaram os depoimentos", relatou, sugerindo que houve indução nos testemunhos. Uma das mulheres, segundo o coronel, chegou a ligar para sua casa perguntando o que deveria falar, sendo orientada apenas a "dizer a verdade".

O papel da mídia no caso é duramente criticado pelo coronel, que acusa os órgãos de comunicação de conduzirem um julgamento paralelo.

"Esse crime não é do judiciário, não é midiático. Quem tá mandando nisso é a imprensa", afirmou, citando mais de 600 matérias acusatórias sem direito ao contraditório.

Pai de Jairinho revela que revista Veja escondeu prova do médico socorrendo Henry no elevador

Ele revelou que a revista Veja possui uma prova do elevador mostrando Jairinho fazendo respiração boca a boca em Henry, mas não a divulgou.

"Como é que você tem uma prova dessa que não tá nos autos e que é o médico socorrendo o menino? Vocês escondem a prova junto com o delegado", questionou, acusando a publicação de desonestidade profissional.

Coronel Jairo denuncia que Barra D'Or desligou câmeras no dia da morte de Henry Borel

A questão do Hospital Barra D'Or também levanta suspeitas para o coronel Jairo. Ele questiona por que as câmeras de segurança não funcionaram justamente no dia do ocorrido, comparando a situação com outros casos onde equipamentos de vigilância falharam convenientemente.

"Naquele dia o Barra D'Or, esse hospital de ponta, as câmeras não funcionaram. Tá igual a Marielle que as câmeras não funcionam", ironizou.

O Coronel questiona veementemente a validade e a precisão dos exames realizados, argumentando que as lesões encontradas no corpo de Henry poderiam ser resultado das intensivas manobras de reanimação realizadas no hospital.

"Foram realizadas entre 10 e 12 mil compressões cardíacas, além de múltiplas injeções de adrenalina e duas intubações. Como é possível que essas intervenções não tenham sido consideradas como possível causa das lesões?", indagou o Coronel. Ele apontou que os primeiros laudos não indicavam sinais de violência, mas que laudos posteriores, realizados semanas após o falecimento, começaram a sugerir a presença de lesões.

Além disso, critica o envolvimento do hospital no processo, chegando a fornecer transporte para testemunhas comparecerem às audiências.

"O Barra D'Or deu um ônibus para levar as mulheres lá para uma audiência, as mulheres para torcer contra o Jairinho", denunciou.

O bom relacionamento entre Jairinho e Henry também é defendido pelo coronel, que apresenta evidências de uma relação afetuosa entre padrasto e enteado.

"O garoto quando o Jairinho chegava em casa, ele corria por cima da poltrona, dava um pulo no pescoço do Jairinho e falava: 'Titio Jairinho' e beijava o Jairinho", relatou, acrescentando que psicólogos analisaram as imagens e não encontraram sinais de repulsa da criança em relação ao médico.

O menino chegava a cantar o jingle de campanha de Jairinho e brincava com um bonequinho do padrasto, comportamentos incompatíveis com uma relação de medo ou agressão.

A situação dos filhos de Jairinho durante a prisão é descrita como dramática pelo coronel. O médico tem três filhos - um de 28 anos que é advogado e se formou para defender o pai, uma menina e um menino de 12 anos. "Quando vai lá para ir embora é uma choradeira. A menina é apaixonada, os filhos são apaixonados por ele", relatou, explicando que as crianças sofrem psicologicamente com a separação prolongada.

O filho mais velho chegou a acelerar seus estudos de Direito especificamente para poder atuar na defesa paterna, demonstrando a união familiar em torno da crença na inocência de Jairinho.

O coronel Jairo também abordou as acusações de envolvimento com milícias que foram feitas contra ele no passado, negando categoricamente qualquer ligação.

"Eu sou o miliciano mais bravo que vocês conhecem. Eu não uso arma. Não tenho carro blindado, moro na beira da estrada", ironizou, apontando para seu muro pichado como evidência de que não possui o poder que milicianos teriam.

Ele relata que assinou a CPI para apurar as denúncias contra si mesmo e que nada foi encontrado, sugerindo que as acusações fazem parte de uma campanha para desmoralizá-lo politicamente.

A perspectiva de um julgamento pelo Tribunal do Júri é vista com preocupação pelo coronel, que considera que será um "circo" devido às irregularidades processuais.

"Como é que eles querem fazer um júri? Se eles não tiveram capacidade de investigar isso para formar a acusação, eles vão mandar pro leigo, pros leigos", questionou.

Ele teme que o caso seja usado para desmoralizar a instituição do júri popular e critica a falta de provas concretas que sustentem a acusação de homicídio doloso contra Jairinho.

Finalizando sua exposição, o coronel Jairo fez um apelo direto à população para que analise os fatos com lógica, independentemente dos aspectos técnicos jurídicos.

Ele listou uma série de perguntas que considera fundamentais para compreender as inconsistências do caso, desde a escolha da delegacia até as contradições nos laudos periciais. "Quando a casa do vizinho tá pegando fogo, a nossa corre perigo", alertou, sugerindo que qualquer cidadão pode ser vítima de irregularidades similares no sistema de justiça.

O coronel Jairo encerrou a entrevista fazendo uma reflexão sobre o impacto do caso na família e na sociedade brasileira. Ele expressou preocupação com o precedente que está sendo criado no sistema judiciário, onde políticos e cidadãos podem ser mantidos presos por anos sem julgamento definitivo.

"Já passei da metade. É claro que essa prisão tá fazendo muito mal. Vocês estão alterando o sistema, inclusive nervoso dele", alertou sobre o estado psicológico de Jairinho após mais de quatro anos de cárcere.

A questão da responsabilização futura também foi abordada pelo coronel, que demonstrou confiança na eventual reversão do caso. "Quando nós provarmos a inocência do Jairinho, porque eu tenho tudo documentado. Como será isso? Como serão esses caras?", questionou, sugerindo que as autoridades envolvidas no processo podem se aposentar para evitar consequências quando a verdade vier à tona.

Ele citou casos similares onde magistrados se aposentaram precocemente quando perceberam que suas decisões poderiam ser questionadas posteriormente.

O paralelo com a Operação Lava-Jato foi estabelecido  como exemplo de como processos aparentemente sólidos podem ser anulados por irregularidades.

"Nós vemos aí, existem, mostra aí, por exemplo, o caso da Lava-Jato, em que centenas de pessoas foram presas e depois acharam nulidade processual", comparou, expressando esperança de que o mesmo destino aguarde o processo de Jairinho. Ele considera que as mais de 40 nulidades identificadas pela defesa são suficientes para anular todo o processo e determinar um recomeço da investigação.

A trajetória política da família também foi destacada como evidência do caráter dos envolvidos.

O coronel relembrou seus dez mandatos consecutivos - cinco como vereador e cinco como deputado estadual - e as contribuições legislativas de Jairinho.

"O mandato não é nosso, é do povo. Nós temos apenas um voto, cada um de nós", filosofou, defendendo que sempre atuaram de forma independente e em benefício da população.

Coronel Jairo iniciou em junho de 2021 o seu quinto mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Foi um dos deputados mais experientes da Alerj, com leis aprovadas e sancionadas que asseguram melhorias na saúde, segurança pública, educação, entre outras áreas. 

É de sua autoria o projeto de lei 702/2003, que serviu de base para a construção da primeira universidade pública da Zona Oeste, a Uezo, inaugurada em 2005 e sua mudança para UERJ.

O Centro Vocacional Tecnológico (CVT), localizado atrás do campo do Bangu, também foi uma conquista para a região. 

O deputado trabalhou pela criação do Bilhete Único nos transportes coletivos, permitindo a integração entre ônibus, trens, barcas e metrô. Coronel Jairo também é autor de duas importantes iniciativas na área de saúde: a licença-maternidade de 180 dias nas empresas privadas (Lei 5.160/2007) e a criação do Programa de Saúde do Adolescente (Lei 5.020/2007).

Através de indicações legislativas apresentadas por Coronel Jairo, a zona oeste ganhou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nos bairros Bangu, Realengo, Vila Kennedy, Padre Miguel, Santa Cruz, Campo Grande, Senador Camará e Jardim Novo.

Policial militar durante mais de 30 anos, o deputado é autor da Lei 4848/2006, que mudou a carteira funcional de PMs e bombeiros ao passarem para a reserva. A nova identidade registra o posto ou graduação que os servidores passam a ocupar na reserva, de acordo com seus vencimentos.

Preocupado com a violência nas casas noturnas, Coronel Jairo também criou a Lei 4.331/2004, que obriga as boates a instalarem circuitos de vigilância para identificar os frequentadores que provocam brigas e confusões. Na Zona Sul, os casos de violência em boates caíram até 70% após a sanção da lei.

Nascido e criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde vive até hoje, Coronel Jairo é o caçula de uma família de cinco irmãos, casado e pai de dois filhos. Apaixonado também pelo Ceres Futebol Clube e pela Mocidade Independente de Padre Miguel e com mais de 40 anos dedicados à vida pública.

Pai de Jairinho acusa Leniel de usar morte do filho para se eleger

O coronel Jairo também direcionou críticas severas a Leniel Borel, pai de Henry, acusando-o de usar a morte do filho para fins políticos e eleitorais.

"Esse rapaz tem habilidade para mentir", afirmou, relatando que Leniel entregou a criança "toda vomitada e vomitando" no domingo anterior à morte, mas não foi investigado por isso.

Segundo o coronel, Leniel tem "vários crimes, vários processos" e enganou uma mulher nos Estados Unidos, recebendo mais de meio milhão de reais dela. "Ele é habilidoso. Esse rapaz tem habilidade para mentir", reforçou, sugerindo que o verdadeiro problema de Leniel era com Monique, não com o filho.

"Esse novo processo do Jairinho, essa nossa decisão de júri também é a estrada para ele ser candidato a deputado federal", denunciou, sugerindo que o pai de Henry está usando a tragédia como trampolim político. Ele alertou que Leniel "é capaz de tudo para atingir os seus objetivos" e expressou preocupação com possíveis novos episódios envolvendo o personagem.

Ele mencionou especificamente um livro publicado sobre o caso, que transformou o Jairinho em monstro. Uma repórter da Globo, que foi a primeira a falar, era amicíssima do subsecretário", alegou o Coronel..Ele sugeriu que há inconsistências nos depoimentos e que nem todas as hipóteses foramdevidamente investigadas, incluindo a possibilidade de que algo tenha acontecido enquanto Henry estava sob os cuidados do pai biológico e apresenta provas do avô de Henry dizendo que Leniel não era um pai presente e que o pai de Monique afirmava também que Leniel não queria o divórcio para poder manter suas aparências, preferindo até que Monique se encontrasse com pessoas fora do casamento, mas sem se separar da mesma no papel.

Prints de conversas do Sr. Fernando a respeito, principalmente, do comportamento de Leniel (genro), que conviveu com ele durante 11 anos.

A questão da presunção de inocência foi constantemente evocada pelo coronel como princípio fundamental violado no caso.

Ele argumenta que Jairinho está sendo tratado como culpado antes mesmo do julgamento, situação que considera "antidemocrática" e contrária aos fundamentos do estado de direito. "Isso é antidemocrático. Tô com medo. Tô com medo desse entendimento", confessou, revelando sua preocupação com o futuro da democracia brasileira.

O impacto na advocacia e no sistema judiciário também foi abordado, com o coronel citando renomados juristas como Roberto Lira, Evandro Lins Silva e Geraldo Prado como referências que estão sendo "defenestradas" pelo atual entendimento judicial. Ele considera que o caso representa um retrocesso nos direitos fundamentais e nas garantias processuais conquistadas ao longo da história democrática brasileira.

A mensagem final do coronel Jairo foi de agradecimento pela oportunidade de expor sua versão dos fatos e um apelo para que a coragem jornalística prevaleça sobre os interesses corporativos.

"Muitos não têm coragem, mas aquele que tiver coragem vai ser endeusado como símbolo de dignidade", declarou, elogiando a postura editorial de manter a entrevista na íntegra, sem cortes tendenciosos que possam distorcer suas declarações.

O aspecto religioso e moral também permeou o discurso do coronel, que se declarou criado no evangelho e confiante na justiça divina.

"Somos sustentados pelo criador e vamos até o fim porque eu vou provar a inocência do meu filho", afirmou com convicção, demonstrando que sua luta transcende aspectos meramente legais. Ele vê o caso como uma prova de fé e resistência contra um sistema que considera corrompido por interesses escusos.

O caso Jairinho, segundo a perspectiva apresentada pelo coronel Jairo, representa muito mais que uma tragédia familiar isolada. Trata-se, em sua visão, de um divisor de águas para o sistema judiciário brasileiro, um teste para a resistência das instituições democráticas e um exemplo dos perigos da influência midiática sobre processos judiciais.

Sua luta pela libertação do filho transcende aspectos pessoais, configurando-se como uma batalha pela preservação dos direitos fundamentais e pela dignidade da justiça brasileira.

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Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Ultima Hora em 02/08/2025
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