Desmonte às pressas do Governo Bolsonarista no Rio: Governador interino corta 800 cargos e endurece fiscalização de gastos e contratos

Desmonte às pressas do Governo Bolsonarista no Rio: Governador interino corta 800 cargos e endurece fiscalização de gastos e contratos

Crise no Guanabara: 'faxina' de Ricardo Couto já soma 800 demissões e endurece crivo sobre contratos milionários

O Palácio Guanabara vive dias de intensa reestruturação sob o comando do governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto. Em pouco mais de um mês, a chamada "faxina administrativa" já resultou na exoneração de mais de 800 servidores comissionados. Apenas nesta terça-feira, 183 novos desligamentos foram oficializados, atingindo o coração do governo: a Casa Civil e a Secretaria de Governo (Segov).

Além do corte de pessoal, Couto assinou um decreto estratégico que altera as regras de fiscalização de gastos públicos. Agora, qualquer contrato, licitação ou aditivo que envolva valores iguais ou superiores a R$ 10 milhões passará por um crivo jurídico obrigatório e rigoroso, visando alinhar o estado à Nova Lei de Licitações. A medida atinge diretamente autarquias e fundações, cujos pareceres jurídicos dependerão agora da validação das secretarias supervisoras.

As mudanças também alcançaram o alto escalão e a segurança pública. O procurador Bruno Dubeux assumiu a Procuradoria-Geral do Estado após a saída de Renan Miguel Saad. Na Polícia Militar, o coronel Marcelo Ramos do Carmo assume a Corregedoria-Geral, enquanto o Rioprevidência ganha nova diretoria após investigações do Ministério Público. A comunicação social também ficou vaga com a saída de Igor Marques, aguardando um novo nome para gerir a imagem da gestão em meio ao turbulento cenário de cortes.

???? Cortes massivos na Casa Civil e Segov
A rodada mais recente de demissões concentrou 92 baixas na Casa Civil e 76 na Secretaria de Governo. O movimento não poupou órgãos da administração indireta, como o Detran-RJ e o Procon-RJ, evidenciando que a reestruturação de Ricardo Couto busca reduzir a máquina pública e centralizar o controle administrativo antes do retorno do titular ou de novas definições políticas.

???? Transparência e rigor nos contratos de R$ 10 milhões
O endurecimento na fiscalização de contratos de alto impacto financeiro é visto como uma resposta à necessidade de maior moralidade administrativa. Ao exigir que todos os editais acima do teto passem por órgãos jurídicos centrais, o governo tenta blindar o Executivo contra irregularidades em convênios e acordos trabalhistas, especialmente em entidades que não possuem procuradores de carreira no comando de seus setores jurídicos.

???? Trocas estratégicas: PGE, PM e Rioprevidência
A substituição na Procuradoria-Geral e as novas nomeações para a inteligência e gestão de pessoas da Polícia Militar indicam uma tentativa de renovar a confiança nas instituições estaduais. No Rioprevidência, a nomeação de Luana Abreu para a diretoria administrativa e financeira ocorre em um momento crítico, logo após o afastamento do presidente anterior por suspeitas levantadas pelo MP, reforçando o tom de "limpeza" da atual gestão.

Resumindo
Exonerações: Mais de 800 cargos comissionados cortados em cerca de 30 dias.
Contratos: Novos filtros jurídicos para gastos estatais acima de R$ 10 milhões.
Mudanças: Novos comandos na PGE, Corregedoria da PM e diretoria do Rioprevidência.
Objetivo: Ajuste fiscal e adequação à Nova Lei de Licitações.

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Por Ultima Hora em 29/04/2026
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