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Marco Aurelio Paes, atual assessor da SECC e diretor da ACIR, expõe cenário alarmante da criminalidade na região mais promissora do Rio
A zona oeste do Rio de Janeiro vive um momento decisivo que pode determinar seu futuro como região de desenvolvimento sustentável ou sua transformação em mais uma área dominada pela violência urbana. Esta foi a contundente avaliação de Marco Aurelio Paes, assessor especial da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECC) e diretor institucional da Associação Comercial e Industrial do Recreio e Vargens (ACIR), durante o 22º Fórum sobre Segurança Pública organizado pela ACIR.
O ex-secretário de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro não poupou críticas ao descrever o avanço descontrolado da criminalidade em uma das regiões que deveria ser modelo de crescimento urbano planejado no estado.
Durante entrevista exclusiva ao Jornal da República, Marco Aurelio Paes revelou dados preocupantes sobre o crescimento exponencial de favelas no entorno da Barra da Tijuca, Recreio, Vargem Grande e Vargem Pequena, acompanhado de uma escalada sem precedentes de assaltos e assassinatos.
"Existe sim um grande desconforto que está ocorrendo, principalmente nessa nossa região das Vargens e Recreio, porque é uma área que merece um carinho especial", declarou o dirigente, que acumula vasta experiência na gestão pública estadual.
A situação se tornou tão crítica que o próprio governador Cláudio Castro autorizou a presença de toda a cúpula da segurança pública no evento, incluindo o secretário de Segurança Pública, chefe da Polícia Civil, secretário da Polícia Militar e comandantes locais.
O impacto econômico da deterioração da segurança já se faz sentir de forma dramática no comércio local. Marco Aurelio Paes foi categórico ao explicar a relação direta entre violência e atividade econômica: "Sem segurança o comerciante vende menos, as pessoas saem menos na rua para comprar".
Esta realidade tem forçado empresários da região a repensar suas estratégias de negócio, com muitos considerando a transferência de suas operações para áreas mais seguras.
O ex-secretário destacou que a ACIR trabalha como ponte entre a sociedade civil e os órgãos estaduais, buscando "desenvolver ações positivas nas regiões" através de um diálogo construtivo que preserve tanto a segurança quanto o desenvolvimento econômico.
A questão das construções irregulares emergiu como um dos principais catalisadores da insegurança na região. Marco Aurelio Paes, com sua experiência em gestão pública, identificou este como o "ponto chave" do problema, explicando que o crescimento desordenado cria bolsões de vulnerabilidade social que rapidamente se transformam em focos de criminalidade.
"A associação vem nessa linha para apoiar os órgãos, para que a gente possa em conjunto trabalhar de forma pensada e sem atrapalhar o desenvolvimento econômico da região", explicou o dirigente, demonstrando a busca por soluções equilibradas que conciliem crescimento urbano com segurança pública.
A perspectiva para a próxima década é particularmente sombria, segundo a avaliação do assessor da SECC. Marco Aurelio Paes foi direto ao projetar o futuro da região: "Se nós não fizermos nada daqui a 10 anos, eu vejo um cenário muito ruim nas ocupações das áreas verdes que nós temos que estar protegendo".
O ex-secretário destacou especificamente a ameaça ao Parque Cidade e ao Mosaico Carioca, unidade de conservação municipal que representa um patrimônio ambiental inestimável para a cidade.
A tecnologia aparece como ferramenta fundamental neste combate, mas Paes alertou para a necessidade de "utilizar os equipamentos tecnológicos para trabalhar a favor da sociedade e não contra a sociedade", mantendo-se sempre um passo à frente dos criminosos que também se adaptam às novas tecnologias.
O fórum organizado pela ACIR representa um esforço preventivo crucial, pois, nas palavras do dirigente, "se não houver um trabalho de ação integrada entre os órgãos, principalmente apoiando na questão ambiental", a região caminhará inevitavelmente para um colapso da segurança pública.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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