Dr. Renato defende 'política do cuidado' como fundação para o futuro do Rio de Janeiro

Pré-candidato a deputado estadual propõe ouvir cidadãos e priorizar qualidade de vida em agenda dos próximos cinco anos

O Fórum Empresarial Rio do Futuro, realizado em 7 de maio de 2026 no auditório do Sescon-RJ, consolidou-se como espaço de debate estratégico sobre desenvolvimento fluminense.

Dr. Renato, fisioterapeuta, pré-candidato a deputado estadual pelo partido Mobiliza e ex-presidente da Sudge, apresentou, durante painel coordenado pelo Jornal da República, uma visão que coloca o cuidado humano no centro da agenda política estadual.

O cuidado como eixo estruturante da política pública

"Não existe futuro do Rio de Janeiro se a gente não cuidar de gente. É sempre gente cuidando de gente", afirmou Dr. Renato, estabelecendo premissa fundamental que orienta sua plataforma política.

O panelista criticou abordagens que fragmentam política pública em dimensões meramente institucionais ou financeiras, destacando que a ausência de foco em qualidade de vida das pessoas invalida qualquer projeto político.

A crítica à "arrogância do gestor" que imagina possuir soluções prontas reflete perspectiva humilde e dialógica. "Quem sabe mesmo é o cidadão fluminense o que ele precisa.

Então que as nossas prioridades dos cinco próximos anos sejam ouvir as pessoas", propôs o pré-candidato, estabelecendo compromisso com escuta ativa como fundação de sua eventual atuação legislativa.

Vocação do Rio como cidade que cuida.

Dr. Renato articulou análise sobre marca distintiva do Rio de Janeiro. Todo mundo quer ser carioca, todo mundo quer ser brasileiro.

E por que disso? É porque a gente cuida de gente. Não é porque o metrô é melhor, não é porque a estrutura de segurança é melhor, é porque as pessoas são melhores, explicou o panelista, identificando no cuidado humanizado o diferencial competitivo que torna o Rio atrativo globalmente.

Porém, reconheceu a crise contemporânea dessa vocação. "As pessoas estão cansadas do Rio de Janeiro, precisam ser cuidadas de perto", afirmou com tom de urgência, sinalizando que o Rio perdeu capacidade de materializar a promessa implícita em sua identidade cultural.

Esta observação marca inflexão: não se trata de aspiração futura, mas de resgate de identidade que definiu o Rio historicamente, mas hoje encontra-se corrosionada.

As prioridades de cuidado para a próxima década

Dr. Renato identificou três eixos prioritários: esporte, pessoas com deficiência (mães atípicas) e população idosa. "Que o Rio tenha essa vocação de ser uma cidade do esporte, uma cidade inclusiva, uma cidade que cuida da pessoa idosa", sintetizou, articulando visão em que hospitalidade não é luxo secundário, mas estrutura fundamental de governança.

A ênfase em deficiência intelectual e transtorno do espectro autista expressa por meio do termo "mães atípicas" reflete reconhecimento de que populações marginalizadas em sistemas convencionais exigem políticas deliberadamente estruturadas.

Não se trata de inclusão genérica, mas de atendimento às necessidades específicas de grupos historicamente negligenciados.

Mudança de ciclo político e busca por autenticidade

Questionado sobre estratégia para eleição a deputado estadual, Dr. Renato ofereceu resposta que remete à transformação esperada no cenário político nacional. "Hoje o Brasil está precisando de políticos de verdade.

Gente, eu acho que conversar diretamente com as mães atípicas, conversar com o meu público-alvo", afirmou, sinalizando que a campanha será pautada por diálogo direto com constituintes, não por estrutura tradicional de palanque.

Sua identidade profissional como fisioterapeuta funciona como ativo político.

"Eu sou um fisioterapeuta; nós temos 120.000 fisioterapeutas no estado do Rio de Janeiro. Eu tenho que conectar com eles", explicou, mapeando potencial base eleitoral em categoria profissional que historicamente carece de representação legislativa dedicada.

Conexão entre profissionais de saúde e políticas públicas

A trajetória do Dr. Renato, em setor de saúde, ofereceu-lhe proximidade com sofrimentos concretos de profissionais e usuários do sistema.

"Eu sei a dor do profissional de saúde. Eu sei a dor de quem busca a saúde e não encontra. Eu sei a dor de quem não tem um piso salarial para ser digno e botar comida na mesa", enumerou com precisão as fragilidades do ecossistema de saúde fluminense.

Esta enumeração não é mera retórica. Reflete vivência prática de profissional que trabalhou no setor público, conhece limitações orçamentárias, pressões sobre profissionais e demandas reprimidas de população.

O conhecimento experiencial sobre "dor" confere legitimidade à sua candidatura quando contrasta com candidatos que acessam o setor apenas por meio de estudos acadêmicos.

O legado de Otônio de Paula Pai é continuidade política.

Dr. Renato conectou sua candidatura ao legado histórico de Otônio de Paula Pai, figura que ocupou posição central na política fluminense. "Existe um fenômeno chamado Otônio de Paula Pai.

Você foi amigo dele, né? Otone de Paula pai faleceu e o Rio entrou nesse caos", observou, estabelecendo narrativa em que a morte de liderança carismática e comprometida com o bem público desencadeou vácuo moral que o Rio ainda não preencheu.

A crítica ao que se seguiu foi severa. "Entra um bandido que corrompe o presidente da Aler, suplência para governador.

Estamos sendo governados por um juiz. Olha que loucura a ausência de um homem bom na aldeia", afirmou, expressando indignação com a trajetória recente da política estadual, em que criminalidade e disfuncionalidade institucional preencheram espaço deixado por lideranças comprometidas.

Sua candidatura posiciona-se como possibilidade de resgate. "Eu quero voltar e representar esse legado do meu pai, Otônio pai, e ser de verdade", sintetizou, transformando genealogia política em plataforma e conectando sua eventual atuação ao compromisso com integridade que caracterizou gerações anteriores de lideranças fluminenses.

Papel do Fórum Rio do Futuro na formulação de agendas

A presença de Dr. Renato, em painel do Fórum Rio do Futuro, não é circunstância fortuita. O evento oferece plataforma em que pré-candidatos podem comunicar visões para pautas que estruturarão o próximo ciclo político.

Leonardo Rebulla, ao convocar painelistas como Dr. Renato criou espaço em que debate sobre "futuro do Rio" integra vozes de potenciais legisladores que poderão implementar transformações propostas.

"Parabéns, Leonardo Rebula, por promover esse pensamento do que seremos. Se não sentar para planejar, nós não vamos chegar aonde o Rio pode chegar", afirmou Dr. Renato, em reconhecimento de que fóruns empresariais, quando bem estruturados, funcionam como laboratórios de política pública, nos quais propostas são testadas publicamente antes de eventual implementação legislativa.

Por Ralph Lichotti e Robson Talber @robsontalber 

Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial

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Por Ultima Hora em 09/05/2026
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