Exclusivo: Delegada Thaianne Moraes, a segurança feminina como pilar de uma nova gestão no Rio

Evento no Atlântico Sul reuniu lideranças femininas para debater independência econômica, proteção e protagonismo da mulher na política fluminense

O Evento: Rede de Liderança e Segurança Feminina

O Atlântico Sul, na Barra da Tijuca, foi palco de um encontro que reuniu empresárias, acadêmicas e mulheres que ocupam posições de liderança no estado do Rio de Janeiro.

O evento, focado na Rede de Liderança e Segurança Feminina, promoveu mesas de debate sobre os desafios enfrentados pelas mulheres em diferentes setores da sociedade.

A delegada Thaianne Moraes, vice-presidente da FAEPOL e pré-candidata a vice-governadora do Rio pelo Republicanos, foi uma das palestrantes e conversou com exclusividade com o Jornal da República.

Segurança Feminina: Muito Além da Proteção Física

Thaianne Moraes destacou que o conceito de segurança feminina precisa ser compreendido em sua totalidade — física, psíquica e estrutural.

"A lei sozinha pode ser a melhor lei do mundo e não muda a realidade da sociedade. Precisa haver conscientização para que os comportamentos mudem."

A delegada defendeu que o debate sobre segurança não pode ser restrito às mulheres — é essencial que homens também participem para que haja uma reeducação social efetiva.

Dados que embasam a urgência:

  • O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de feminicídios, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2024)
  • Apenas em 2024, foram registrados 1.469 casos de feminicídio no país
  • O estado do Rio de Janeiro registrou alta de 18% nos casos de violência doméstica no primeiro semestre de 2025, conforme dados do ISP (Instituto de Segurança Pública)

Independência Econômica: O Fator Silencioso da Violência

Um dos pontos centrais da fala de Thaianne foi a relação direta entre dependência econômica e violência doméstica.

"Muitas vezes a violência se vale covardemente disso, porque historicamente a independência da mulher não recebeu o mesmo apoio."

Dados que sustentam a tese:

  • Pesquisa do Instituto Datafolha (2024) aponta que 43% das mulheres vítimas de violência doméstica relataram dependência financeira do agressor como principal motivo para não denunciar.
  • Estudo do Banco Mundial (2023) indica que mulheres economicamente independentes têm 65% mais chances de romper ciclos de violência.
  • O IPEA estima que a violência doméstica custa ao Brasil aproximadamente R$ 1,1 bilhão por ano em perdas de produtividade e custos com saúde pública.

A pré-candidatura e a experiência na segurança pública

Thaianne Moraes chega à política com mais de uma década de atuação na Polícia Civil do Rio de Janeiro, com passagens por unidades de elite como a DRACO-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) e titularidade de delegacias de grande visibilidade, como a 14ª DP (Leblon) e a 15ª DP (Gávea).

Sua pré-candidatura a vice-governadora compõe chapa "puro-sangue" com André Português (ex-prefeito de Miguel Pereira), tendo a segurança pública como plataforma central.

Formação acadêmica: mestre em Direito, pós-graduada em Direito Público, autora de obras jurídicas pela Editora JusPodivm e professora de Direito Constitucional.

O Papel das Redes de Apoio

Thaianne enfatizou que a construção de redes de apoio femininas é condição indispensável para que as mulheres avancem em posições de liderança:

"Essa rede de apoio se faz muito necessária. Mulheres empresárias, acadêmicas, mulheres que ocupam posição de liderança compartilhando experiências — isso transforma a realidade."

O evento no Atlântico Sul é parte de um movimento mais amplo que busca ocupar espaços de poder e influenciar políticas públicas voltadas para a proteção e o empoderamento feminino.

Análise Política

A entrada de Thaianne Moraes no cenário eleitoral fluminense representa um movimento estratégico do Partido Republicanos para capitalizar a pauta da segurança pública — tema central nas eleições de 2026 no Rio de Janeiro.

Sua biografia combina três elementos de alto valor eleitoral:

  1. Expertise operacional — experiência direta no combate ao crime organizado.
  2. Capital acadêmico — produção jurídica reconhecida e docência;
  3. Representatividade feminina — em um estado onde as mulheres são 52% do eleitorado

A chapa com André Português busca unir a experiência administrativa (ex-prefeito) ao conhecimento técnico em segurança pública (delegada), num estado em que a criminalidade é a principal preocupação do eleitorado, segundo pesquisas do Datafolha (2025).

Bio, Thaianne Moraes

Thaianne Moraes é Delegada de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), com mais de uma década de atuação na segurança pública fluminense.

Especializou-se no combate ao crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro, com passagem pela DRACO-IE e titularidade de delegacias estratégicas na Zona Sul do Rio.

É mestre em Direito, pós-graduada em Direito Público e autora de obras jurídicas pela Editora JusPodivm. Atualmente exerce a Vice-Presidência da FAEPOL e é pré-candidata a Vice-Governadora do Rio de Janeiro pelo Republicanos, na chapa de André Português.

Conhecida por sua atuação firme e técnica, é referência como professora de Direito Constitucional e mentora para carreiras policiais.

Por Robson Talber @robsontalber 

Repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade

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Por Ultima Hora em 26/06/2026
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