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PT, PCdoB e PV se unem em torno de 20 nomes fortes para eleger entre 8 e 10 deputados federais no estado
A Federação formada por PT, PCdoB e PV desponta como uma das mais competitivas chapas da esquerda para as eleições de deputado federal no Rio de Janeiro. Com forte densidade política e eleitoral, a aliança reúne nomes consolidados e emergentes, projetando conquistar entre 8 e 10 cadeiras na Câmara dos Deputados. A montagem dessa nominata revela um esforço coordenado dos três partidos em manter e expandir sua representação no Congresso Nacional.
A força dos puxadores de voto
Marcelo Freixo, presidente da Embratur e um dos principais símbolos da renovação petista no Rio, encabeça a chapa como puxador de votos. Filiado ao PT desde 2023, Freixo traz consigo histórico de atuação por direitos humanos e políticas públicas de inclusão. Lindbergh Farias, veterano petista com experiência em campanhas acirradas, também desponta como grande mobilizador de bases. Ambos constituem a espinha dorsal da estratégia de votação da coligação.
Jandira Feghali e Elias Jabbour, pelo PCdoB, completam o quarteto de puxadores da federação. Feghali, deputada federal em exercício, possui larga trajetória no movimento de esquerda e base consolidada entre eleitores progressistas. Jabbour, igualmente veterano, traz bagagem de atuação legislativa e capilaridade política no estado.
Federação PT - PV - PCdoB (Rio) está montando uma chapa de respeito pra eleição de deputado federal. Não será surpresa se o número de eleitos chegar a casa dos dois dígitos. Entre os principais nomes, salvo engano, temos:
Marcelo Freixo (PT)
Lindbergh Farias (PT)
Tainá de Paula (PT)
Diego Quaquá (PT)
José de Abreu (PT)
Anielle Franco (PT)
Bandeira de Melo - (PV)
Dimas Gadelha (PT)
Valdo Tavares - (PT)
Jandira Feghali (PCdoB)
Fabiano Horta (PT)
Reimont (PT)
Rubens Bomtempo (PT)
Rejane (PCdoB)
Leonardo Picciani (PV)
Celso Pansera (PT)
Nisia Trindade (PT)
Carlos Santana (PT)
Benny Briolly (PT)
Elias Jabbour (PCdoB)
A diversidade na chapa
A nominata reflete esforço das legendas em ampliar sua base de representação. Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, traz relevância ao tema de políticas para o povo negro e grupos historicamente marginalizados. Tainá de Paula soma forças no segmento de candidatos que buscam conectar pautas geracionais com demandas tradicionais da esquerda.
Nisia Trindade, especialista em saúde pública, representa a expertise técnica que a federação pretende levar ao Congresso. Benny Briolly, ator e ativista LGBTQIA+, incorpora à chapa a presença de nomes que dialogam com populações historicamente alijadas do poder político. José de Abreu, artista respeitado, agrega capital cultural e simbólico à candidatura.
Nomes de permanência institucional
A federação não abre mão de parlamentares consolidados. Dimas Gadelha, Fabiano Horta, Rubens Bomtempo e Celso Pansera figuram entre candidatos que buscam manutenção de seus mandatos. Igualmente, Diego Quaquá, Carlos Santana e Valdo Tavares seguem apostando em suas bases eleitorais já estruturadas.
Pelo PV, Leonardo Picciani e Bandeira de Melo representam a sigla na aliança, traçando estratégia de crescimento dentro da Federação Brasil da Esperança. Pelo PCdoB, além de Feghali e Jabbour, Rejane também integra a nominata.
O cálculo eleitoral
As projeções indicam que a federação pode dobrar sua representação atual. Com o movimento de ampliação de bases e inclusão de nomes com apelo junto a diferentes segmentos sociais, PT, PCdoB e PV calculam conquistar entre 8 e 10 cadeiras. A última eleição do campo progressista no estado resultou em números inferiores, reforçando a expectativa de avanço.
O fortalecimento do presidente Lula, com aprovação em alta no Rio, funciona como catalisador para as campanhas. Pesquisas internas da federação apontam receptividade do eleitorado a candidatos alinhados com a agenda federal de governo. A estratégia passa por conectar propostas legislativas a realizações do Planalto.
Agenda para o Congresso
A chapa concentra seu discurso em torno de pautas como direitos humanos, combate à desigualdade, políticas de inclusão racial e LGBTQIA+, investimento em saúde pública e educação. A federação também reforça seu compromisso com a defesa da democracia e o fortalecimento de instituições, tema que ressoa entre eleitores mais à esquerda do espectro político.
Candidatos como Nisia Trindade e especialistas ligados à área de políticas públicas reforçam a tentativa da federação em se apresentar como bloco competente, capaz de traduzir em legislação as demandas sociais. O investimento em nomes técnicos complementa a escolha de ícones políticos e culturais.
Tensões e alinhamentos internos
A montagem dessa chapa não foi isenta de negociações internas. Disputas históricas entre setores do PT, como as que envolvem Quaquá e Lindbergh, foram contornadas pela divisão equilibrada de espaços na nominata. A federação com PCdoB e PV surge como solução para evitar fragmentação e maximizar votos no estado.
A experiência de 2022, quando a esquerda carioca enfrentou divisões significativas, funciona como aprendizado. A federação representa, nesse contexto, tentativa de aglutinação que respeite diferenças internas mas priorize ganho coletivo.
Perspectivas para a campanha
A campanha começará oficialmente após registro junto à Justiça Eleitoral. A federação pretende explorar estrutura de campanha unificada, compartilhando recursos e capilaridade organizacional. Debates, carreatas e presença nas redes sociais integram plano de comunicação que busca amplificar o alcance dos candidatos entre eleitores.
Setores estratégicos como favelas, periferias, comunidades LGBTQIA+ e populações negras são focos privilegiados de atenção da campanha. A federação aposta que a diversidade interna da chapa lhe confere vantagem competitiva junto a esses segmentos.
O cenário estadual
No contexto maior das eleições de 2026 no Rio, a federação PT-PCdoB-PV se posiciona como bloco progressista central. Outras candidaturas à esquerda, como as do PSOL, concorrem no mesmo espaço, criando disputa por voto progressista. A expectativa da federação é que sua amplitude e coordenação permitam melhor desempenho que candidaturas fragmentadas.
Governadores e prefeitos alinhados com a federação, sobretudo em municípios com bases eleitorais fortes como Rio de Janeiro e Niterói, oferecem estrutura para as campanhas. Máquinas públicas estaduais e municipais sob comando petista funcionam como multiplicadores de mensagens da federação.
Desafios à frente
A Federação Brasil da Esperança enfrenta desafios consideráveis. Denúncias de corrupção contra membros de governos petistas anteriores ainda pesam na percepção de eleitores. Competição com PSOL por voto progressista fragmenta o espectro de esquerda. Cenário econômico instável também pode afetar campanhas de legendas governistas.
Ainda, polarização política nacional cria ambiente de incerteza. Apesar do fortalecimento de Lula, bolsonarismo mantém apoio considerável no estado, pressionando candidatos de esquerda a enfatizar diferenciação. A federação conta com que agenda clara de governo e execução competente traduzam-se em voto.
Fontes e referências
Portal da Câmara dos Deputados — Banco de Dados Legislativo; Rio Carta — reportagem sobre projeções eleitorais; O Globo — cobertura política do Rio; Instagram — comunicação oficial de candidatos e federação; Vero Notícias — declarações públicas de Marcelo Freixo
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