Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Ao longo de quase três décadas, André Corrêa foi reeleito consecutivamente em 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 — tornando-se um dos parlamentares mais longevos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. São sete mandatos consecutivos, construídos sobre uma base eleitoral sólida e uma especialização temática que se tornou sua marca registrada: o meio ambiente.
O especialista em meio ambiente que virou secretário duas vezes
Nenhum tema dominou a trajetória parlamentar de André Corrêa com tanta consistência quanto a pauta ambiental. Ao longo de seus mandatos na Alerj, o deputado presidiu a Comissão de Meio Ambiente, foi relator de legislações ambientais relevantes para o estado e construiu reputação como um dos parlamentares mais técnicos do tema na Casa.
Essa especialização rendeu frutos executivos. André Corrêa foi nomeado Secretário de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro em duas ocasiões distintas:
A primeira, no governo Sérgio Cabral, entre 2007 e 2009, período em que o Estado do Rio atravessava transformações significativas na gestão ambiental, com foco na regularização fundiária de unidades de conservação e na ampliação de políticas de proteção de biomas fluminenses.
A segunda, no governo Wilson Witzel, entre 2019 e 2020, fase marcada por tensões políticas intensas e pela crise da gestão estadual que culminou no impeachment do governador.
Nas duas passagens pela Secretaria, André Corrêa deixou marca na formulação de políticas públicas voltadas à conservação, ao licenciamento ambiental e ao desenvolvimento sustentável — pautas que ele defende desde os primeiros anos de mandato na Alerj.
A turbulência judicial e a absolvição
A trajetória de André Corrêa não foi isenta de sombras. Em março de 2021, ele foi preso preventivamente pela Polícia Federal no âmbito da Operação Caçadores de Cabeça, desdobramento das investigações sobre corrupção no governo do estado do Rio de Janeiro. A prisão gerou grande repercussão e colocou o parlamentar no centro das atenções da mídia nacional.
O processo que se seguiu foi longo e desgastante. Após anos de tramitação judicial, André Corrêa foi absolvido pela Justiça, reafirmando sua inocência nas acusações que lhe foram imputadas. A absolvição representou um marco pessoal e político relevante: o parlamentar retomou sua atuação na Alerj com mandato ativo e voltou a se posicionar com desenvoltura na vida pública fluminense.
A experiência, segundo o próprio deputado relatou em entrevistas, reforçou sua convicção sobre a importância das garantias constitucionais e do devido processo legal — valores que passou a defender com ainda mais vigor dentro e fora do plenário.
A trajetória partidária: de PP a PSD
Ao longo de sua carreira, André Corrêa transitou por diferentes legendas, acompanhando os movimentos e fusões comuns ao cenário político brasileiro. Sua passagem mais longa e expressiva se deu no PP — Progressistas, partido pelo qual disputou vários de seus mandatos e construiu parte relevante de sua rede de alianças no estado.
Agora, em 2026, o deputado anuncia uma nova movimentação: a migração para o PSD, partido do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. A escolha não é casual. O PSD fluminense vive um momento de expansão e protagonismo, impulsionado pelo sucesso eleitoral de Paes na capital e pela estratégia do partido de se consolidar como força de centro com musculatura nacional.
Para André Corrêa, a adesão ao PSD representa a busca por um ambiente político mais alinhado às suas prioridades para 2026 — ano em que disputará mais um mandato de deputado estadual — e, possivelmente, a construção de pontes com o projeto político de Eduardo Paes, que projeta protagonismo crescente no cenário estadual e nacional.
---
O que a mudança representa para o tabuleiro político fluminense
A chegada de André Corrêa ao PSD reforça a estratégia do partido de agregar nomes com trajetória consolidada, base eleitoral comprovada e especialização técnica. Um parlamentar com sete mandatos consecutivos, duas passagens pela Secretaria de Meio Ambiente e base histórica na região do sul fluminense agrega peso e experiência a uma legenda que busca ampliar sua bancada na Alerj nas eleições de outubro de 2026.
Para o PP, a saída representa perda de um quadro experiente — embora seja parte do fluxo natural de reorganização das forças políticas que antecede qualquer eleição.
Para o Rio de Janeiro, o episódio é mais um capítulo da reconfiguração do centro político fluminense em torno do projeto de Eduardo Paes — que, ao atrair nomes como André Corrêa, consolida o PSD como um dos polos de atração mais relevantes do estado para o ciclo eleitoral que se aproxima.
Um parlamentar de três décadas — e ainda em movimento
Aos 62 anos, André Corrêa chega a mais uma eleição com uma ficha que poucos parlamentares fluminenses podem apresentar: sete mandatos na Alerj, duas secretarias estaduais, formação em Administração e Gestão Pública, carreira na Marinha, atuação empresarial e absolvição judicial que encerrou o capítulo mais difícil de sua vida pública. Ele é, independentemente das avaliações políticas, um dos nomes mais experientes da política estadual do Rio de Janeiro.
A mudança para o PSD não é o fim de uma trajetória. É, na linguagem que ele conhece bem depois de três décadas nas urnas, mais uma dobradinha rumo a outubro.
Fontes: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (alerj.rj.gov.br) Portal da Transparência do Estado do Rio de Janeiro G1 Rio — "André Corrêa é preso na Operação Caçadores de Cabeça" (2021) Wikipedia — André Corrêa (político) Secretaria de Estado do Ambiente do RJ PUC-Rio e FGV — registros acadêmicos Escola Naval — registros militares Charis Editora — Em Defesa da Vida (2004)
#AndréCorrêa #Alerj #PSD #EduardoPaes #PolíticaFluminense #RioDeJaneiro #MeioAmbiente #DeputadoEstadual #Eleições2026 #PP
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!