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Pesquisa revela que estratégia de enfrentamento conteve danos, mas presidente ainda enfrenta desafios para alcançar competitividade plena
A mais recente 7ª Pesquisa GERP de intenção de voto para a Presidência da República em 2026 revela um panorama complexo e em constante mutação no cenário político nacional.
O levantamento aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu atenuar parte dos desgastes recentes e, de forma notável, recuperou terreno em segmentos cruciais do eleitorado. A leitura político-eleitoral dos dados é inequívoca: a estratégia de enfrentamento ao chamado "tarifaço" funcionou como uma eficaz contenção de danos, permitindo ao chefe do Executivo Federal reverter a tendência de queda.
Apesar de a medida do tarifaço não ser plenamente compreendida pela maioria da população, com apenas 55% afirmando saber exatamente do que se trata, os impactos da iniciativa política de Lula são visíveis. A aprovação do governo, que reflete diretamente a percepção pública sobre sua gestão, apresentou sinais concretos de recuperação, subindo para 37%.
Em contrapartida, a taxa de desaprovação registrou uma queda, situando-se em 56%. Esse movimento sinaliza uma notável reconciliação com parcelas do eleitorado que haviam se distanciado desde o início do terceiro mandato, especialmente entre os eleitores de faixa etária intermediária.
Contudo, a pesquisa também aponta que a percepção sobre o tarifaço é permeada por preocupações significativas: 68% acreditam que haverá aumento de preços e alarmantes 84% avaliam que o desemprego no Brasil vai crescer.
No cenário estimulado de primeiro turno, a liderança se mantém com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que registra 39% das intenções de voto. O presidente Lula ocupa a segunda posição, com 29%, posicionando-se à frente de todos os demais concorrentes relevantes, incluindo Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Eduardo Bolsonaro.

Outros nomes que se destacam na disputa são Ciro Gomes, do PDT, com 6%; Pablo Marçal, do PRTB, com 4%; Ronaldo Caiado, da União Brasil, também com 4%; Ratinho Jr., do PSD, com 3%; e Romeu Zema, do Novo, com 2%.

O percentual de outros candidatos é de 5%, enquanto 8% dos entrevistados se declararam indecisos ou não responderam. A pesquisa foi conduzida entre os dias 25 e 29 de julho de 2025, envolvendo 2.000 entrevistas realizadas por telefone através do sistema CATI, com uma margem de erro estimada em 2,24 pontos percentuais e um nível de confiança de 95,5%.
Quando o cenário se desloca para o segundo turno, o presidente Lula enfrenta desafios consideráveis. Em simulações de confronto direto, ele aparece em desvantagem contra Jair Bolsonaro, com o placar de 49% a 38%, e também contra Michelle Bolsonaro, registrando 46% a 38%.
Em outros embates, o presidente consegue empates técnicos, como contra Eduardo Bolsonaro (43% x 39%) e Tarcísio de Freitas (41% x 39%), e apresenta uma disputa apertada com Ciro Gomes (36% x 35%). Contudo, Lula demonstra maior margem de vitória em confrontos com nomes de menor projeção nacional, como Romeu Zema, a quem venceria por 42% a 31%, e Ronaldo Caiado, com 39% a 32%.
A análise do perfil do eleitorado que apoia Lula revela algumas nuances importantes. O presidente apresenta um desempenho mais fraco entre os eleitores do sexo masculino e nas faixas de renda mais alta. Em contrapartida, mantém sua tradicional e sólida base de apoio entre as mulheres, os jovens e os eleitores de menor renda.
A rejeição ao presidente é notoriamente mais elevada entre os mais escolarizados e os mais ricos, ultrapassando a marca de 50% entre aqueles com ensino superior completo e renda familiar acima de dez salários-mínimos. Regionalmente, Lula mantém sua força consolidada no Nordeste, mas enfrenta perdas significativas para seus adversários nas regiões Sul, Centro-Oeste e em parte da região Sudeste.
Apesar da ampla preocupação com os potenciais efeitos do tarifaço na economia e na vida dos brasileiros, a população adota uma postura majoritariamente moderada em relação a um confronto mais acirrado com os Estados Unidos.
Os dados mostram que 33% dos entrevistados defendem algum tipo de retaliação por parte do governo brasileiro, enquanto 44% se posicionam abertamente contra a adoção de medidas retaliatórias.
Essa divisão revela que, embora o tema seja percebido como de alta seriedade e impacto, prevalece no eleitorado um desejo de cautela e prudência, o que pode influenciar as decisões políticas futuras.
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