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O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, enviado nesta sexta-feira (29) pelo governo federal ao Congresso Nacional, prevê R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares. O valor é superior ao destinado em 2025 (R$ 38,9 bilhões) e em 2024 (R$ 37,6 bilhões), evidenciando o peso político das emendas e seu impacto sobre recursos disponíveis para programas sociais e investimentos estratégicos.
Emendas parlamentares: instrumento de negociação política
As emendas parlamentares permitem que deputados e senadores definam onde aplicar recursos do orçamento federal, geralmente em obras e projetos nos estados de origem. O governo controla o ritmo de liberação, usando os pagamentos como instrumento de fortalecimento político e negociação com o Congresso.
O aumento das emendas parlamentares consome espaço no orçamento de gastos livres, reduzindo recursos para políticas essenciais como:
Tipos de emendas e regras de transparência
Atualmente, existem três tipos principais de emendas:
Entre 2020 e 2022, existiam as chamadas emendas de relator ou “orçamento secreto”, consideradas inconstitucionais pelo STF em 2022. Elas não identificavam os parlamentares responsáveis, dificultando a fiscalização.
Com o fim do orçamento secreto, surgiram as emendas PIX, que devem obedecer critérios de transparência, rastreabilidade e correção, com prioridade para obras inacabadas e prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU).
STF e investigação sobre emendas suspeitas
No início deste mês, o ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal investigue R$ 694 milhões em emendas parlamentares com indícios de irregularidades, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa e combate a desvios.
Atualmente, pelo menos sete ministros do STF conduzem inquéritos envolvendo suspeitas de desvio de emendas parlamentares, abrangendo cerca de 80 parlamentares e ex-parlamentares. Entre os ministros estão:
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