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O deputado Rosenverg Reis, do MDB, oficializou sua pré-candidatura à presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), intensificando o embate com Douglas Ruas, do PL, atual aspirante governista ao cargo.
Irmão do presidente estadual do MDB, Washington Reis, e de Jane Reis, vice na chapa oposicionista de Eduardo Paes (PSD) à Prefeitura do Rio, Rosenverg ocupa hoje a primeira-secretaria da Casa. Sua entrada no ringue ocorre em meio a uma crise institucional, com a eleição de Ruas na semana passada – que obteve 46 votos de 70 possíveis – anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) poucas horas após a sessão. A manobra, convocada pelo presidente interino Guilherme Delaroli (PL), foi boicotada pela oposição, que retirou 24 deputados em protesto.
A disputa ganha contornos estratégicos à medida que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) publicou, nesta quarta-feira (1º), a ata do reprocessamento dos votos das eleições de 2022 para deputado estadual.
O processo, decorrente da cassação de Rodrigo Bacellar (União), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), transferiu o mandato para o delegado Carlos Augusto (PL). Partidos têm até segunda-feira (6) para recorrer, com homologação prevista para 14 de abril, às 16h. Somente após isso a Alerj marcará nova eleição, adiando o pleito e dando fôlego à oposição para se reorganizar. A vacância no cargo de Bacellar, preso em Bangu 8 desde dezembro de 2025 por suspeita de vazamento de informações sobre operação contra o Comando Vermelho, acelerou o tabuleiro político.
Rosenverg Reis surge como antídoto contra associações indesejadas com Bacellar, com quem trocou farpas públicas em plenário. Após a demissão de Washington Reis da Secretaria de Transportes, Bacellar o alertou em tom de ameaça: "Não me confunda com Cláudio Castro". Nomes como Chico Machado (SDD), inicialmente cogitado, foram descartados por proximidade com o ex-presidente da Casa. Vitor Júnior (PDT), voz barulhenta da oposição, tem liderado críticas à eleição de Ruas como "manobra", reforçando a tropa de choque oposicionista. A estratégia visa eleger um nome alinhado a Paes, evitando que aliados do governador Cláudio Castro controlem a máquina estadual.
O vencedor da presidência da Alerj assume a linha sucessória do governo, atualmente com o presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, exercendo interinamente o Palácio Guanabara.
Para Paes e forças de centro-esquerda, um opositor no comando da Casa é essencial para equilibrar forças em 2026, especialmente com Ruas também pré-candidato ao governo pelo PL. Rosenverg, com bagagem familiar e posicionamento anti-Bacellar, busca ampliar alianças em um Legislativo fragmentado, onde a base governista demonstrou força com 46 votos na sessão anulada.
Fontes: G1 Globo (26/03/2026); O Globo (26/03/2026); Agência Brasil (26/03/2026); Agenda do Poder (01/04/2026); Tempo Real RJ (01/04/2026); InfoMoney (26/03/2026); Ururau (01/04/2026); Poder360 (26/03/2026); Folha de S.Paulo (25/03/2026); TSE/TRE-RJ atas oficiais.
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