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O motivo: uma carta. Nela, o ex-presidente declarava apoio à pré-candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro, e o chamava de seu "porta-voz". O problema é que Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, direta ou indiretamente — e foi exatamente isso que aconteceu quando Flávio divulgou o texto.
O ministro Alexandre de Moraes decidiu não revogar a prisão domiciliar, mas endureceu as regras:
Visitas sociais suspensas por 30 dias (só passam médicos, fisioterapeutas e advogados)
Flávio continua proibido de visitar o pai por 90 dias
Até o fim das eleições, nenhuma visita com fins político-eleitorais, nem manifestos por terceiros
A defesa alegou que Bolsonaro não sabia que a carta seria divulgada. Moraes não comprou essa versão — afinal, o texto era endereçado "aos brasileiros". Mesmo assim, como é a primeira vez que isso acontece desde o início da pena, o ministro considerou que não havia motivo para mandá-lo de volta ao regime fechado.
Um número chamou atenção na decisão: Bolsonaro já recebeu 185 visitas desde que está em casa, sendo 64 delas de advogados — parte de uma equipe de defesa com 30 profissionais. Moraes ainda comparou a situação do ex-presidente à de mais de 700 mil pessoas presas no Brasil, a maioria em regime fechado.
Fonte: Brasil 247
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