'Temos que voltar pra favela': Diego Zeidan promete retomar PT às bases populares

Diego Zeidan, filho de Quaquá, pode se tornar o presidente mais jovem da história do PT estadual do Rio de Janeiro

De pai para filho: Quaquá e Diego Zeidan disputam comando do PT nacional e estadual

O Circo Voador, casa de shows lendária da Lapa, foi palco de um grande evento político na noite desta terça-feira (13), com o lançamento das candidaturas de Washington Quaquá à presidência nacional do PT, de seu filho Diego Zeidan ao comando do diretório estadual, e de Alberes Lima ao diretório municipal. A festa, que reuniu cerca de 10 mil pessoas segundo os organizadores, foi marcada por discursos enfatizando a necessidade de o partido retornar às suas bases populares.

Em entrevista ao Jornal da República e Última Hora, Diego Zeidan, que pode se tornar o presidente mais jovem da história do PT estadual, destacou a importância de dar continuidade ao trabalho iniciado por João Maurício de Freitas, conhecido como Joãozinho. "Vai ser uma honra dar continuidade ao trabalho que o Joãozinho tem feito, que também é um jovem. Eu agora tô vindo um pouco mais jovem do que Joãozinho, mas para dar continuidade a esse trabalho de retomada do partido às bases populares", afirmou o candidato.

Retorno às origens do PT

Um dos pontos centrais da campanha de Diego Zeidan é a necessidade de o PT retomar suas raízes junto aos movimentos sociais. "O PT precisa retomar a sua origem, que surgiu junto com os sindicatos, junto com as igrejas, junto com o movimento estudantil. A gente tem que voltar pra favela, voltar para onde o povo tá", enfatizou o jovem político.

Durante a entrevista, foi mencionada a autocrítica feita por Aldo Rabelo, que deixou a esquerda, justamente pela percepção de que o partido havia se afastado de suas bases. Em resposta, Diego destacou que a corrente CNB Favela surgiu com esse propósito: "Exatamente, a gente tá aqui na Lapa, no lugar histórico do Rio, que também foi onde o Mano Brown fez, alguns anos atrás, uma fala direcionada ao presidente Lula de que o Partido dos Trabalhadores precisava retomar sua origem, retomar sua base."

O candidato a presidente estadual reforçou que esse movimento de retorno às bases está sendo feito agora com a CNB Favela e com as campanhas dele, de Alberes e de Quaquá para as presidências estadual, municipal e nacional, respectivamente. O objetivo, segundo ele, é ter "um partido mais popular, um partido ligado com as bases do povo na favela, na periferia, no campo, com os camponeses, com os trabalhadores e com os sindicatos."

Festa com samba e apoio político

O evento contou com a presença de diversas lideranças políticas, como o deputado federal Dimas Gadelha, os vereadores Felipe Pires e Márcio Santos (PV), e os deputados estaduais Renato Machado e Zeidan, mãe de Diego. A festa foi aberta com a apresentação da União de Maricá, escola da qual Quaquá é presidente de honra, e encerrada com show de Moacyr Luz e Neguinho da Beija-Flor.

Em seu discurso no palco, Washington Quaquá destacou a grande presença de público: "Temos, no Circo Voador e no entorno da Lapa, cerca de dez mil pessoas. Então, é bom que o PT do Brasil inteiro preste atenção no que está acontecendo no Rio de Janeiro."

Diego Zeidan, que subiu ao palco acompanhado de sua mãe, a deputada estadual Zeidan, abriu seu discurso listando as realizações do governo Lula e afirmando que tem a obrigação de lutar por esse legado. "O Partido dos Trabalhadores tem que ser a plataforma para a gente lutar por este Brasil mais justo", declarou.

Já Alberes Lima, candidato à presidência municipal, ressaltou suas origens nordestinas e sua experiência anterior no comando do partido: "Um nordestino, do interior de Pernambuco, que pode chegar, pela terceira vez, a presidir o Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro."

Propostas para o futuro do partido

Em sua mensagem final aos petistas e à sociedade em geral, Diego Zeidan destacou o papel único do PT na política brasileira: "O PT é o único partido que surgiu dentro do povo, com seio do povo, e é o PT que tem possibilidade de transformar o Brasil, como já transformou no primeiro governo Lula."

O candidato enfatizou que essa responsabilidade recai sobre cada militante neste período de escolha da nova direção partidária. "A política é o único caminho que transforma a sociedade. Essa transformação passa por cada um de nós, passa pelo Partido dos Trabalhadores e passa pelas nossas lideranças que cada vez mais transformam e lutam para transformar a sociedade", concluiu.

Por Robson Talber

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Ultima Hora em 14/05/2025
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