Tensão política no Rio: Paes ataca adversários após ter acsso a suposta pesquisa desfavorável

De olho em 2026: após pesquisa negativa, Paes ressuscita rivalidade com Castro e Witzel chamando-os de "delinquentes"

Tensão política no Rio: Paes ataca adversários após ter acsso a suposta pesquisa desfavorável

Em um movimento que revela o acirramento do cenário político fluminense, o prefeito Eduardo Paes (PSD) intensificou os ataques contra seus principais adversários após ter acesso a uma pesquisa interna que apontaria vantagem de Rodrigo Bacellar principalmente no interior do estado e na Baixada Fluminense.

Metralhadora giratória contra adversários políticos

Em nova publicação nas redes sociais, Paes não poupou críticas ao governador Cláudio Castro (PL), ao ex-governador Wilson Witzel e ao juiz Marcelo Bretas. O prefeito compartilhou uma montagem com fotos de Bretas ao lado de Witzel e, abaixo, uma imagem do ex-governador com seu então vice, Castro, além de Gutemberg Fonseca e Otávio Leite, que integravam o secretariado estadual.

"Lamento pelas almas mais sensíveis por certas verdades que tenho que dizer aqui, mas a verdade é que esse monte de delinquente tomou de assalto o Estado Rio nas eleições de 2018 e não param de tentar defender seus interesses nefastos. Comigo não vai ter moleza", escreveu o prefeito na publicação.

Troca de acusações com secretário estadual

A escalada de tensão ocorre em meio a uma intensa troca de farpas entre Paes e o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca. O prefeito chamou Fonseca de "vagabundo-mor" e o acusou de estar "agindo em defesa dos empresários de ônibus", ao que o secretário respondeu anunciando que processará Paes pelas declarações.

Em tom irônico, Gutemberg relembrou processos envolvendo o prefeito: "Quem foi investigado e teve bens bloqueados por suspeita de envolvimento com empresas de ônibus foi ele, não fui eu. É só ver a vida pregressa dele e a minha. Vai responder criminalmente pelas acusações que me fez, na justiça. E vai ter que provar."

O secretário também rebateu a afirmação de Paes de que "nem o chefe dele o apoia", referindo-se ao governador Cláudio Castro. "Mas, até pouco atrás, ele batia e acusava o meu chefe. Ele se uniu ao meu chefe? Isso prova que está tratando a questão como uma pauta eleitoreira", provocou Gutemberg.

Disputa pelo sistema de bilhetagem eletrônica

No centro da discussão está a fiscalização do sistema de bilhetagem eletrônica Jaé, implementado pela prefeitura do Rio. Gutemberg defendeu as ações do Procon estadual sobre o sistema: "Curiosamente, estou fazendo a empresa cumprir a lei — não a prefeitura. Ele está advogando para a empresa, empresa essa que ele deveria estar fiscalizando. E está nervosinho porque a empresa entrou na justiça pra impedir a fiscalização do Procon e perdeu."

O secretário ainda acrescentou: "O Eduardo não vai tratar a cidade como o quintal da casa dele", elevando ainda mais o tom da disputa política que já antecipa o clima das próximas eleições estaduais.

Contradições e omissões

Críticos do prefeito apontam que, ao atacar seus adversários por supostas associações questionáveis, Paes omite suas próprias relações com figuras políticas controversas, como o ex-governador Sérgio Cabral, condenado por corrupção, com quem manteve proximidade política no passado.

A intensificação dos ataques ocorre em um momento estratégico, quando pesquisas internas indicariam um cenário desfavorável para os planos políticos do prefeito em regiões importantes do estado, sinalizando que a disputa pelo governo fluminense promete ser acirrada nos próximos pleitos.

 

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Por Ultima Hora em 25/06/2025
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