Terremoto Político em Duque de Caxias: Família Reis perde unanimidade e Bacellar ergue seu Exército oposicionista unindo grupo de Marcos Tavares e Zito

A Família Reis não perdeu seu Trono, mas deixou Bacellar ergue seu Exército no Front de Caxias

Terremoto Político em Duque de Caxias: Família Reis perde unanimidade e Bacellar ergue seu Exército oposicionista unindo grupo de Marcos Tavares e Zito

A Sexta-feira que Mudou o Mapa Político da Baixada Fluminense

"Quem com ferro fere, com ferro será ferido" - e eis que a máxima bíblica se materializa nas terras caxienses, onde a até então hegemônica família Reis vê seu império político ruir como castelo de cartas ao vento. O deputado Rodrigo Bacellar, em movimento estratégico digno dos grandes generais da história, consolidou em Duque de Caxias, 2º maior colégio eleitoral do estado, uma frente oposicionista que promete redefinir os rumos políticos não apenas da Baixada, mas de todo o Estado do Rio de Janeiro.

Como bem ensina o brocardo latino "divide et impera" (divide e conquista), Bacellar soube aproveitar as fissuras internas do grupo governista para construir uma coalizão robusta que inclui nomes de peso como o deputado federal Marcos Tavares, o ex-prefeito Zito e o ex-deputado Dica - todos dissidentes do núcleo de poder que orbitava em torno do governador Cláudio Castro.

A Anatomia de uma Rebelião Política

O encontro de sexta-feira em Duque de Caxias não foi apenas um evento social, mas sim um verdadeiro "conciliábulo político" onde se forjaram as bases de uma nova correlação de forças. A presença de lideranças e dos vereadores Serginho, Dr. Maurício, Clovinho, Michele Tavares e Juliana do Táxi demonstra que a articulação de Bacellar não se limita às esferas estadual e federal, mas penetra profundamente no tecido político municipal.

Como diria o imortal Rui: "A política é a arte de tornar possível o necessário" - e o necessário, neste momento, parece ser a construção de uma alternativa viável ao projeto político da família Reis, que há décadas domina a cena política caxiense com mão de ferro.

O Desmoronamento na Alerj: Quando a Unanimidade Vira Miragem

Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o cenário não poderia ser mais dramático para os Reis. O que antes era unanimidade transformou-se em cacofonia, com deputados do próprio campo governista se voltando contra Washington Reis, secretário de Transportes e patriarca político da família.

Os deputados Alexandre Knoploch, Douglas Gomes e Filippe Poubel, todos do PL, junto com Rodrigo Amorim (União), novo líder do governo na Alerj, protagonizaram um verdadeiro "auto de fé" contra Washington Reis, acusando-o de desrespeito ao governador Cláudio Castro.

O Episódio das Passagens: A Gota D'Água

O anúncio unilateral da redução das passagens de trem e metrô por Washington Reis, sem consulta prévia ao governador ou ao Legislativo, funcionou como o estopim de uma crise que já fermentava há tempos. Como bem observou o deputado Knoploch: "Não falou com ninguém. Simplesmente, por uma questão de vaidade eleitoreira, de achar que tem que ser sempre o protagonista do estado do Rio de Janeiro".

A crítica é certeira e revela o que os juristas chamam de "excesso de poder" - quando o agente público extrapola suas competências em benefício próprio. Washington Reis, ao anunciar medida de tamanha envergadura sem o devido respaldo institucional, violou princípios básicos da administração pública, especialmente o da hierarquia e o da legalidade.

O Bate-Boca Fraternal: Rosenverg na Defesa do Irmão

O deputado Rosenverg Reis (MDB), irmão de Washington, protagonizou cenas dignas de telenovela ao sair em defesa do secretário durante a discussão sobre o Estatuto da Blitz. O embate com Filippe Poubel revelou o nervosismo da família Reis diante do cerco que se fecha.

Como bem disse Rosenverg: "Você está a trabalho de alguém" - frase que, involuntariamente, confessa a paranoia que assola o clã político diante da ofensiva coordenada de seus adversários. É o que chamamos de "síndrome do sitiado" - quando o poder, acuado, enxerga conspirações em toda parte.

A Terceira Via: O Projeto de Washington Reis

Fontes confiáveis revelam que Washington Reis articula a construção de uma "terceira via" para 2026, sondando prefeitos independentes como Welberth Rezende de Macaé, Wladimir Garotinho de Campos, Leo Vieira de São João, Marotto Miranda de Mesquita, além de lideranças como Luizinho de Nova Iguaçu e André Português de Miguel Pereira.

Tal movimento, contudo, parece mais uma manobra desesperada de quem perdeu o timing político. Como ensina Maquiavel em "O Príncipe": "Quem negligência o que se faz pelo que se deveria fazer, caminha mais depressa para a sua ruína do que para a sua preservação".

Bacellar vs. Paes: O Duelo Anunciado

O deputado Douglas Gomes foi cristalino ao declarar: "O PL tem um posicionamento claro, que é a aliança com Rodrigo Bacellar para governador e Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro para o senado". A frase delimita claramente o campo de batalha para 2026: de um lado, Bacellar com o apoio bolsonarista; do outro, Eduardo Paes tentando correr do PT e tentando seduzir dissidentes como Washington Reis.

A Lição de Maquiavel Aplicada ao Rio

Como bem observou Poubel: "O chão está riscado no Rio" - referência à célebre frase do deputado federal Pedro Paulo. A metáfora é perfeita: chegou a hora de escolher lados, e quem tentar ficar em cima do muro corre o risco de cair de ambos os lados.

O Fim de uma Era de diálogos uníssonos

O que presenciamos em Duque de Caxias e na Alerj não é apenas uma crise política passageira, mas sim o fim de uma era. A família Reis, que por décadas exerceu hegemonia quase absoluta na Baixada Fluminense, vê seu poder se esfacelar diante da habilidade política de Rodrigo Bacellar e da mudança dos ventos políticos, por outro lado, a disputa ao senado do Governador sofre um revez diante do possível racha e possibilidades de novas candidaturas no mesmo grupo.

"A democracia é o regime político da inquietação" - e a inquietação chegou finalmente aos domínios do governo do Estado, prometendo reviravoltas na política fluminense que há muito se aguardava e quem está gostando disso é Eduardo Paes que está de Camarote, vendo o circo pegar fogo.

O Camaleão Aureo: O Mestre da Arte Política

Em meio a este turbilhão político, emerge uma figura singular que merece análise especial: Aureo Ribeiro, deputado federal e presidente nacional do Solidariedade. Se existe alguém que domina a arte da sobrevivência política com maestria quase científica, esse alguém é Aureo - um verdadeiro "Talleyrand tupiniquim" que navega pelas águas turbulentas da política fluminense com a destreza de um experiente timoneiro.

Como bem dizia o sábio: "A versatilidade é uma virtude quando não se confunde com a volubilidade" - e Aureo parece ter encontrado o ponto de equilíbrio perfeito entre ambas. Enquanto Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, vai às redes sociais e à televisão "descer a ripa" no governo Lula, Aureo, com a sutileza de um diplomata experiente, lidera a bancada do partido nas votações do Congresso, mantendo canais abertos com todos os campos políticos.

O Fenômeno da Ubiquidade Política

Aureo Ribeiro conseguiu o que poucos políticos brasileiros alcançaram: estar simultaneamente bem posicionado com os 3 grupos hegemônicos e que agora disputam entre si o estado visando 2026.

Aureo exerce influência no governo Paes (com vereador e diversas secretarias sob sua influência), no governo da família Reis (com a vice-prefeita, vereadores e diversas secretarias sob sua influência) e no governo Castro / Bacellar (com sua irmã, deputados e diversas secretarias sob sua influência). É o que os cientistas políticos chamam de "triangulação perfeita" - uma estratégia que permite maximizar o poder de barganha independentemente de quem esteja no comando.

Como ensina Maquiavel: "O príncipe prudente deve escolher homens sábios em seu Estado e só a eles dar liberdade de dizer-lhe a verdade" - e Aureo se tornou esse homem sábio para múltiplos príncipes, conquistando a confiança de todos sem se comprometer definitivamente com nenhum, tanto no Governo federal, como no Estadual, como nos Municipais.

A Máquina Política Silenciosa

O verdadeiro poder de Aureo Ribeiro não reside apenas em sua habilidade de transitar entre diferentes grupos, mas na robusta máquina política que construiu ao longo dos anos. Dezenas de prefeitos, vice-prefeitos, secretários, vereadores e lideranças espalhados por todo o Estado do Rio compõem uma rede de influência que pode, efetivamente, definir o resultado das eleições de 2026.

É o que chamamos de "poder capilar" - aquele que se infiltra nos menores poros do tecido político, criando uma teia de relacionamentos e compromissos que transcende as disputas conjunturais. Enquanto outros políticos fazem barulho, para Aureo não tem risco de Giz, ele constrói pontes; enquanto outros queimam navios, ele mantém todas as rotas de navegação abertas.

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Por Ultima Hora em 28/06/2025
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