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No Rio Othon Palace, cozinheira retorna pela terceira vez ao evento e apresenta duas criações que misturam técnica, identidade regional e delicadeza sensorial, em noite decisiva da seletiva brasileira da International Catering Cup.
A terceira participação em um dos eventos mais importantes da gastronomia brasileira
No salão nobre do Hotel Rio Othon Palace, em Copacabana, onde acontece a seletiva nacional da International Catering Cup (ICC), considerada a “Olimpíada da Gastronomia” a chef Marisa Leonardo celebrou seu terceiro ano consecutivo no Circuito Gourmet Internacional de Chefs – Brasil Continental.
Com vivência entre aulas-show e a responsabilidade de assinar uma das entradas do jantar magno, Marisa afirma que o evento ganhou nova dimensão em 2026, tornando-se vitrine da alta gastronomia brasileira e encontro estratégico de chefs de todos os estados.
A entrada que combina técnica francesa com o toque amazônico
Marisa apresenta este ano a segunda entrada do jantar, com camarões salteados e laranja ao molho morno perfumado, criação fundamentada nas bases da culinária clássica francesa.
A chef ressalta que a simplicidade aparente do camarão esconde um dos maiores desafios da cozinha profissional: “As pessoas acham fácil, mas o ponto perfeito do camarão decide o prato”. Segundo ela, o molho cítrico quente é o elemento que integra doçura, perfume e elegância à receita.
A opção reforça a frase de Joël Robuchon: “A perfeição está no detalhe.”
O ravióli aberto de pirarucu: memória, território e contemporaneidade

Camarões e laranja com creme morno perfumado, Chef Marisa Leonardo @chefmarisaleonardo
Na aula-show, Marisa levou ao público um ravióli aberto com ragù de pirarucu ao molho cítrico de queijo, combinação que traduz seu vínculo com a região Norte, onde viveu por 27 anos.
Ela lembra que se especializou em trabalhar com insumos amazônicos como o tucupi negro, cogumelos Yanomami, castanha e, sobretudo, o próprio pirarucu — considerado um dos peixes mais sustentáveis do mundo, de acordo com estudos do Instituto Mamirauá.
A chef reforça que seu propósito é trazer ingredientes ancestrais para a gastronomia contemporânea: “Os sabores da Amazônia conversam com qualquer técnica quando há respeito”.
A pluralidade do Brasil na cozinha e o peso do intercâmbio entre estados
Sobre o convívio com chefs de todas as regiões, Marisa destaca o caráter transformador dessa troca. Na visão dela, cada participante carrega referências únicas, que se complementam quando o foco é aperfeiçoar técnica e visão gastronômica.
“O network aqui é maravilhoso. A gente aprende com os colegas, com as diferenças de ingredientes e com cada sotaque culinário que aparece. Esse intercâmbio agrega muito e amplia nossa criatividade.”
O que o público pode esperar do jantar magno
A noite promete um menu diversificado, complexo e tecnicamente exigente. Marisa afirma que os convidados serão recebidos com pratos de alto nível que equilibram estética, sabor e ousadia.
“Vamos surpreender. É um jantar pensado para mostrar ao mundo que o Brasil tem técnica, identidade e maturidade gastronômica.”
A chef reforça que a equipe trabalha em sincronia para garantir excelência, especialmente diante do público que acompanha de perto cada assinatura do menu.
Onde acompanhar o trabalho da chef
Além dos eventos nacionais e internacionais, Marisa mantém atuação como chef em casa, criando menus personalizados e experiências particulares.
O público pode acompanhar seu trabalho no Instagram @chefemarisaleonardo, onde ela compartilha receitas, bastidores e conteúdos profissionais produzidos no Rio de Janeiro.
Fontes
International Catering Cup • ABRACHEFS • Instituto Mamirauá • Pesquisa Amazônica de Insumos Sustentáveis • Circuito Gourmet Internacional de Chefs

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter, Débora Barbosa @chefdeborabarbosa
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