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A Colômbia viveu uma disputa acirrada nos últimos dias. Isso porque aconteceu o segundo turno das eleições presidenciais no país.
A contagem preliminar aponta para a vitória de Abelardo de la Espriella, que ficou conhecido como “Bukele colombiano” graças ao discurso duro contra o crime.
O advogado conservador se apresentou como alternativa ao projeto de esquerda ligado ao presidente Gustavo Petro.
O resultado, no entanto, ainda não é oficial.
Na Colômbia, a votação é feita em cédulas de papel. Após o encerramento das urnas, os mesários fazem uma primeira contagem e preenchem formulários com o resultado.
Essa etapa serve para indicar a tendência da eleição, mas não tem caráter definitivo. A confirmação depende da apuração oficial.
Mesmo assim, De La Espriella já comemorou a vitória. No Brasil, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro publicou um vídeo em espanhol parabenizando o colombiano.
Na mensagem, chamou De La Espriella de “novo presidente da Colômbia” e disse que “as agendas da direita continuam triunfando em toda a América”.
Flávio afirmou que esses grupos lutam contra “organizações narcoterroristas”, contra a corrupção e contra o aumento de impostos e também que a vitória do colombiano seria “a vitória do bem sobre o mal”.
Quem é Abelardo de la Espriella?
Nascido em Montería, ele ficou conhecido na Colômbia antes de entrar na política. É advogado criminalista, empresário e uma figura pública marcada por discursos conservadores, defesa da segurança com mão dura e forte oposição ao governo Petro.
Sua história pública mistura advocacia, negócios e exposição midiática. De La Espriella diz ter começado a empreender ainda jovem, vendendo mantimentos no bairro onde cresceu. Depois, negociou roupas, uísque e esmeraldas nos Estados Unidos.
Formado em Direito pela Universidade Sergio Arboleda, ganhou projeção como advogado em casos de grande repercussão. Também defendeu personagens controversos, o que fez sua carreira ser acompanhada por críticas e polêmicas.
Na sua campanha, usou o slogan “Firme por la patria”, explorou símbolos nacionais e apostou em redes sociais, grupos de WhatsApp e conteúdos digitais para ampliar sua mensagem.
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