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O deputado federal Reimont (PT-RJ) está em Buenos Aires, na Argentina, para participar da marcha de 24 de março, que relembra o golpe militar de 1976.
O deputado concedeu entrevista à rádio Somos Radio AM 530 e comentou o cenário político brasileiro e os desafios para a democracia na América Latina.
“A democracia não pode existir sem justiça social. É preciso enfrentar as desigualdades e garantir respeito às mulheres, às juventudes e aos direitos do nosso povo”, afirmou.
Durante a entrevista, o deputado avaliou que o cenário eleitoral brasileiro segue polarizado. “Hoje vivemos um cenário em que as pesquisas mostram um empate técnico com Luiz Inácio Lula da Silva. É um quadro que exige muita atenção, porque há riscos para a democracia”, disse.
Reimont também alertou para a influência internacional da extrema direita caso o campo bolsonarista volte ao poder no Brasil. “Se Lula perder as eleições e o filho do ex-presidente vencer, quem governará o Brasil, na prática, será Donald Trump”, declarou.
O deputado destacou ainda medidas do governo Lula voltadas à redução das desigualdades, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores de menor renda e o debate sobre justiça tributária.
Ele também mencionou a discussão no Congresso sobre o fim da escala de trabalho 6x1. “Nós trabalhamos para viver, não vivemos para trabalhar. Precisamos garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores”, afirmou.
Reimont também criticou o que classificou como “lawfare” contra lideranças progressistas na região e comparou a situação brasileira ao processo enfrentado pela ex-presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner. “A democracia exige vigilância permanente e compromisso com a justiça social”, concluiu.
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