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O governo do estado do Rio de Janeiro deu um passo decisivo para o fortalecimento da cultura carnavalesca ao oficializar a criação da Assessoria de Carnaval na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC).
A medida, publicada no Diário Oficial-RJ em 11 de abril de 2025, representa um marco na valorização institucional do maior espetáculo popular do estado, formalizando uma estrutura que já operava informalmente há mais de cinco anos e demonstrando o reconhecimento governamental da importância estratégica do Carnaval para a economia criativa fluminense.
A nova assessoria é composta por três figuras emblemáticas do mundo do samba, cada uma trazendo expertise única e profundo conhecimento das tradições carnavalescas. João Carlos Francisco Barreto, carioca de Duque de Caxias, destaca-se como poeta, compositor, escritor e ator, ocupando a prestigiosa cadeira número 01 da Academia Duquecaxiense de Letras e Arte (A.D.L.A), cujo patrono é Austregésilo de Athayde. Sua presença na Assessoria representa a conexão com as raízes culturais da Baixada Fluminense e a dimensão artística multifacetada do Carnaval carioca.
Jorge Luiz Matias traz para a equipe uma trajetória singular como gestor cultural, pesquisador e compositor, sendo reconhecido como uma das principais autoridades na preservação da memória do samba.
Fundador do Museu do Samba, da Mangueira do Amanhã e do coletivo cultural "Cultura é Aqui", Matias já atuava como assessor da própria SECEC-RJ e possui experiência como ex-gerente dos Centros Culturais da cidade do Rio de Janeiro. Sua militância no movimento negro e sua condição de sambista ativo agregam uma perspectiva social e cultural abrangente às políticas públicas do setor.
Sérgio Almeida Firmino completa o trio com uma formação acadêmica em História e um legado familiar profundamente enraizado no Carnaval. Filho de um ancestral do Carnaval, aprendeu os princípios fundamentais do segmento com o Mestre Candonga, carregando tradições seculares para o ambiente institucional.
Firmino demonstrou capacidade empreendedora ao criar o Instituto Cultural Candonga em julho de 2002 e, mais recentemente, durante a pandemia, fundou a Federação da Indústria Criativa Cultural do Carnaval do Estado do Rio de Janeiro, uma iniciativa crucial para apoiar associações, ligas e agremiações de blocos, bandas, bois pintadinhos e outras entidades do samba e carnaval.
A oficialização da Assessoria de Carnaval representa muito mais que uma formalidade burocrática; simboliza o reconhecimento do Carnaval como patrimônio cultural estratégico e motor da economia criativa fluminense.
Com essa estrutura, o governo estadual sinaliza seu compromisso em desenvolver políticas públicas específicas para o setor, garantindo suporte técnico e institucional para as diversas manifestações carnavalescas que movimentam milhões de reais anualmente e empregam milhares de pessoas.
A composição da Assessoria, reunindo tradição, conhecimento acadêmico e experiência em gestão cultural, promete fortalecer ainda mais a posição do Rio de Janeiro como capital mundial do Carnaval.

Fonte e texto, Sérgio Almeida Firmino
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