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Rodrigo Caetano Coordenador executivo da CBF fala sobre os desafios rumo à Copa do Mundo de 2026 e elogia receptividade dos jogadores ao técnico italiano
Em entrevista exclusiva durante o evento G10 Empresas no Sebrae, Rodrigo Caetano, coordenador executivo geral das seleções masculinas brasileiras desde 2024, abriu o jogo sobre os bastidores da seleção brasileira e os preparativos para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos.
O ex-diretor de futebol, que construiu uma carreira sólida passando por clubes como Vasco, Fluminense, Flamengo, Internacional e Atlético Mineiro, assumiu o desafio de liderar a estrutura técnica da CBF ao lado do renomado técnico Carlo Ancelotti. "É um cargo de extrema responsabilidade", afirmou Caetano, destacando que suas atribuições incluem planejamento constante e liderança de figuras importantes do futebol mundial.
A importância dos últimos jogos das eliminatórias
Com a seleção brasileira já classificada para a Copa do Mundo, os próximos dois jogos das eliminatórias ganham um significado especial na visão do coordenador. "Estamos entrando na contagem regressiva em relação à Copa do Mundo. São 10 meses que nos separam do início da Copa", explicou Caetano, enfatizando que estes encontros representam oportunidades valiosas para Ancelotti conhecer melhor os atletas e implementar suas ideias táticas.
O objetivo, segundo o dirigente, é claro: vencer os dois jogos, terminar bem as eliminatórias e seguir o planejamento estratégico para os amistosos que antecederão o mundial. "É mais uma oportunidade pro Ancelotti reunir a equipe, poder passar suas ideias, o seu modelo de jogo e também fazer observações em atletas que ele ainda não conhece no dia a dia", detalhou.
Ancelotti conquista os jogadores brasileiros
A chegada do técnico italiano Carlo Ancelotti à seleção brasileira tem sido recebida com entusiasmo pelos atletas convocados. Caetano revelou que a receptividade foi "extremamente positiva" desde o primeiro encontro. "Muitos deles tinham o desejo de trabalhar com Ancelotti. Outros já trabalharam e ele é, além de um grande treinador multicampeão por onde passou, uma figura humana espetacular, muito simples", destacou o coordenador.
O dirigente também ressaltou o apreço que o técnico italiano demonstra pela oportunidade de comandar a seleção brasileira. "Valoriza demais estar na nossa seleção, valoriza demais estar no Rio de Janeiro e no Brasil", afirmou, descrevendo a situação como "um encontro de desejos" entre a CBF, que buscava um técnico de categoria mundial, e Ancelotti, que sempre sonhou em treinar a seleção mais vitoriosa do mundo.
Desafios do futebol moderno
Rodrigo Caetano não esconde os desafios que a seleção brasileira enfrentará na Copa do Mundo de 2026. O coordenador fez uma análise realista do cenário atual do futebol mundial, destacando que a evolução técnica e tática mudou completamente o panorama competitivo.
"O futebol mundial evoluiu demais, o futebol sul-americano hoje evoluiu demais. Não tem mais aquela situação de décadas atrás, de duas, três seleções que seriam automaticamente favoritas", analisou Caetano. Segundo ele, o futebol globalizado aumentou significativamente o número de seleções competitivas, tornando cada partida da Copa do Mundo ainda mais decisiva.
Confiança na geração atual
Apesar dos desafios, o coordenador demonstra confiança na atual geração de jogadores brasileiros. "Temos uma grande geração, sim. Temos grandes jogadores, jovens ainda", afirmou, reconhecendo que existem discussões sobre a qualidade do grupo, mas mantendo otimismo quanto ao potencial da equipe.
Caetano lembrou que a seleção brasileira sempre entra em competições com o objetivo de ser campeã, mas enfatizou a importância de manter os pés no chão. "A seleção brasileira onde entra, ela entra para ser campeã, mas a gente sabe que o caminho a ser percorrido ainda é longo, é difícil", ponderou.
O dirigente concluiu sua análise destacando que a Copa do Mundo exigirá uma abordagem de "jogo a jogo", devido ao formato eliminatório e ao número reduzido de partidas decisivas. Com Ancelotti demonstrando interesse em aprender português e se adaptando rapidamente à cultura brasileira, a expectativa é de que a parceria entre o técnico italiano e a estrutura da CBF possa render frutos na busca pelo sexto título mundial do Brasil.

Por Ralph Lichotti, Robson Talber @robsontalber, Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial
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