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Contratação para análise de presença digital da Corte gera debate sobre prioridades e uso de recursos públicos
O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou que vai gastar até R$ 249 mil com uma empresa especializada para monitorar e analisar sua “presença digital” nas redes sociais, em pregão marcado para 11 de maio.
Enquanto o país enfrenta crises econômicas, violência urbana e um Judiciário lento que deixa milhões de processos parados, a mais alta corte da nação decide investir dinheiro dos pagadores de impostos para vigiar o que falam dela na internet e, presumivelmente, aprimorar sua imagem ou reagir a críticas.
Trata-se de mais um sintoma claro da arrogância institucional: uma Corte que se coloca acima do escrutínio popular, que censura contas e conteúdos com frequência, agora contrata consultoria para gerir sua narrativa online, como se fosse uma marca comercial preocupada com “reputação” em vez de um poder republicano obrigado a prestar contas à sociedade.
Em vez de priorizar eficiência, transparência real e moderação de seus próprios excessos, o STF prefere blindar sua bolha com assessoria de marketing digital.
Texto: Rodolfo Oliveira
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