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O céu da Zona Oeste do Rio foi palco de uma tragédia na manhã deste domingo. Dois helicópteros se chocaram no ar e caíram sobre um pátio de veículos da montadora BYD, no Recreio dos Bandeirantes, matando seis pessoas. O Corpo de Bombeiros recebeu o primeiro chamado às 8h59. Moradores da região ouviram um estrondo seguido de explosões. Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma densa coluna de fumaça preta sobre o bairro.
As aeronaves e os proprietários
O Eurocopter AS350 B2, conhecido como Esquilo, fabricado em 2012, tem capacidade para um piloto e cinco passageiros. Pertence, desde 2021, ao empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias. O Bell 206B Jet Ranger, produzido em 1999, pode transportar até cinco pessoas e foi adquirido em outubro de 2024 pela Turfik Comércio de Frutas Ltda. As autoridades ainda não confirmaram se o empresário estava a bordo do Esquilo.
Ambas as aeronaves estavam em situação regular na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e possuíam certificados de aeronavegabilidade válidos. A informação foi confirmada pela própria agência após consulta aos registros aeronáuticos.
As rotas e o momento da colisão
Um dos helicópteros decolou de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. O outro partiu do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. As rotas se cruzaram no espaço aéreo do Recreio dos Bandeirantes por volta das 8h50. O impacto aconteceu a uma altura ainda não divulgada pelas autoridades.
Segundo relatos de testemunhas, as aeronaves se chocaram em voo e caíram sobre um terreno no cruzamento da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. O local, onde antes funcionava uma igreja, é atualmente alugado pela BYD para armazenamento de veículos híbridos e elétricos.
O incêndio e os destroços
Com o impacto e a explosão, peças das aeronaves foram arremessadas a centenas de metros. Destroços foram encontrados em um terreno baldio nas proximidades e dentro de um condomínio residencial no bairro. As chamas se alastraram rapidamente pelo pátio de veículos, consumindo dezenas de carros elétricos estacionados.
Moradores da região relatam que uma série de explosões foi ouvida após a queda. As equipes do Corpo de Bombeiros trabalham no rescaldo e na perícia do local desde o início da manhã. A Defesa Civil isolou a área e interditou parcialmente a Avenida das Américas, uma das principais vias de acesso à Barra da Tijuca e ao Recreio.
Investigação e antecedentes
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira, já foi acionado e enviou equipe ao local. Serão analisados dados de caixas-pretas, condições meteorológicas, manutenção das aeronaves e a comunicação entre os pilotos e os órgãos de controle de tráfego aéreo.
Dados divulgados pela FAB indicam que o Brasil registrou 64 acidentes aéreos e 17 mortes apenas nos primeiros cinco meses de 2026 — número que ascendia a 152 mortes em todo o ano de 2024. Estudos do Cenipa apontam que cerca de 80% dos acidentes com helicópteros têm origem em erro humano. A colisão deste domingo deve reacender o debate sobre a segurança do espaço aéreo na região metropolitana do Rio, uma das mais congestionadas do país por aeronaves de pequeno porte.
O impacto na BYD e a resposta da montadora
O pátio atingido pertence à BYD, maior montadora de veículos elétricos do mundo, de origem chinesa. O espaço era utilizado para armazenamento de veículos zero-quilômetro que aguardavam distribuição para as concessionárias da marca no estado do Rio. O prejuízo material ainda não foi contabilizado.
Em nota preliminar, a BYD Brasil informou que está prestando toda a assistência às autoridades e que aguarda a conclusão da perícia para avaliar a extensão dos danos. A empresa afirmou ainda que nenhum funcionário estava no local no momento do acidente.
Perfil — Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias
Proprietário do helicóptero Eurocopter AS350 B2, Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias é um empresário com atuação de destaque no mercado imobiliário brasileiro. Sócio de dez empresas, com presença no Rio de Janeiro e em São Paulo, ele exerce os cargos de conselheiro de administração na Campinas 25 Empreendimentos Imobiliários S.A. e sócio-administrador da Stone Leif One Participações Ltda., empresa focada em incorporação de empreendimentos imobiliários fundada em 2012. Sua trajetória profissional reflete mais de uma década de atuação no setor de participações e empreendimentos, contribuindo para o desenvolvimento
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