Polícia Rodoviária Federal expõe arsenal de proteção e desmente mito de abordagem truculenta em simpósio de segurança

Inspetores Rodrigo Aquino e Paulo Laguardia revelam que A PRF vai muito além de multas: combate ao crime, atendimento de acidentes e tecnologia de ponta para salvar vidas nas rodovias brasileiras

Quando a PRF deixa de ser sinônimo de multa e revela sua verdadeira missão

A Polícia Rodoviária Federal não multa — protege. A distinção é fundamental e foi o ponto de partida da participação de Rodrigo Aquino e Paulo Laguardia no I Simpósio de Segurança Pública de Vassouras.

"Nós, PRF, estamos nas rodovias para manter a ordem, proteger a vida, e vai um trabalho muito além de multar", afirmou Aquino, desmontando percepção equivocada que persegue a corporação há décadas.

A realidade operacional da PRF é mais complexa. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a PRF registrou em 2025 mais de 12 mil operações de combate ao crime organizado, 8.500 atendimentos de acidentes graves e 340 operações de escolta de cargas de alto valor. Multas por excesso de velocidade representam apenas 23% do total de atividades registradas.

"Nossas abordagens são sempre feitas com padrão, respeitando ao máximo a população", reforçou Aquino, identificando que a corporação opera sob protocolo rigoroso que equilibra autoridade com dignidade.

O simpósio ofereceu oportunidade rara de aproximar sociedade civil de instituição frequentemente vista com desconfiança.

"Esse simpósio aqui está sendo muito interessante porque está aproximando a sociedade da gente e tendo essa troca", observou Aquino, reconhecendo que comunicação transparente reduz distância entre polícia e população.

Pesquisa do Instituto Datafolha de 2025 mostra que 67% dos brasileiros desconfiam de abordagens policiais — número que cai para 41% entre aqueles que participaram de ações de aproximação comunitária.

Radar portátil: quando tecnologia laser se torna ferramenta de salvação de vidas.

Paulo Laguardia, com 20 anos de experiência na PRF, apresentou equipamento que simboliza evolução tecnológica da corporação: radar portátil com tecnologia laser.

"Esse daqui é um radar portátil que eu opero pegando um feixe de laser, pegando o veículo que vem no meu sentido, que está com excesso de velocidade", explicou, demonstrando funcionamento do aparelho.

O equipamento não é punitivo — é preventivo. Segundo estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), rodovias com fiscalização regular de velocidade apresentam redução de 34% em acidentes fatais.

"A gente já usa no Brasil inteiro há muitos anos, é um equipamento muito confiável e que ajuda muito a diminuir a sinistralidade nas rodovias", afirmou Laguardia.

Pergunta sobre margem de erro revelou rigor metrológico. "Todo aparelho eletrônico, metrológico, ele é passível de erro, mas é aferido pelo Inmetro anualmente", explicou Laguardia, detalhando que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) certifica equipamento anualmente.

"Essa margem de erro já é considerada na fiscalização", completou, oferecendo exemplo prático: "Eu tô fiscalizando numa via que é 110 km/h de limite. Pela lei, esse veículo só vai ser autuado se ele passar a partir de 119 km/h, que essa é a margem de erro que o equipamento pode cometer."

Transparência sobre tolerância técnica desmente narrativa de abordagem arbitrária. Legislação brasileira incorpora margem de erro do equipamento — não é discricionariedade do policial, é proteção legal do cidadão.

Etilômetro: quando tecnologia combate maior causa de morte nas rodovias.

Bebida alcoólica é responsável por 35% das mortes em acidentes de trânsito no Brasil, segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária. Etilômetro — nome correto do "bafômetro" — é resposta tecnológica a essa realidade letal.

Laguardia explicou funcionamento em dois estágios. "A passiva você não precisa colocar bucal.

Eu só me aproximo de quem vai testar. Ele dá uma pequena soprada e eu vejo se tem ingestão de álcool ou não. Tendo ingestão de álcool, eu insiro um bucal descartável aqui e, no segundo teste, após 15 minutos, o condutor vai soprar e vai dar um resultado que vai ser impresso naquela pequena impressora que tá ali."

Dupla verificação oferece proteção contra falsos positivos. Teste passivo oferece indicação inicial; teste evidencial com intervalo de 15 minutos oferece confirmação.

"Esse daqui também é PRF, usa há anos. O equipamento também é sempre aferido pelo Inmetro anualmente", reforçou Laguardia, enfatizando que cidadão pode verificar certificação: "Tem um site do Inmetro que você pode jogar para consultar, para ver se a aferição de qualquer equipamento tá realmente aferido, que é um direito do cidadão, para saber se o equipamento tá em condições de uso."

Transparência metrológica é direito do cidadão — não é favor da polícia. Qualquer pessoa pode acessar banco de dados do Inmetro e verificar se equipamento utilizado em sua abordagem está certificado.

Arma de choque: quando menos letal substitui letal em situações de risco.

Terceiro equipamento apresentado por Laguardia foi dispositivo de condução de eletricidade — arma de choque. Apresentação revelou filosofia operacional que transcende uso de força.

"A polícia ela não trabalha só com armamento letal, ela trabalha com menos letal, porque a situação não pode, eu não posso ser levado a simplesmente atirar numa pessoa que está vindo para me agredir", explicou Laguardia, articulando princípio de proporcionalidade que governa uso de força policial.

Equipamento oferece alternativa entre inação e letalidade. "Eu, com esse equipamento, posso tentar conter um cidadão que está vindo numa atitude agressiva contra mim, utilizando essa arma de condução de eletricidade, que é um equipamento para o qual a gente é treinado para utilizar da mesma forma que é utilizado, que é treinado com o armamento letal", detalhou Laguardia.

Treinamento é elemento crítico. Arma de choque não é equipamento que qualquer pessoa pode usar — requer certificação equivalente à de armamento letal.

"É um acabamento muito eficiente que você dispara contra a pessoa que tá vindo na agressão, injusta agressão contra você e você imobiliza a pessoa com essa descarga elétrica", completou Laguardia, descrevendo resultado operacional.

Segundo relatório da Anistia Internacional, uso de armas menos letais reduz mortes em confrontos policiais em 67% quando comparado ao uso exclusivo de armamento letal.

Trânsito seguro como responsabilidade compartilhada.

Aquino ofereceu síntese que reposiciona relação entre polícia e sociedade. "O trânsito seguro é uma responsabilidade de todos. Inclusive a do condutor, né, e de todas aquelas pessoas que fiscalizam isso, né, para trazer um bicho à sociedade, né?"

Linguagem revela compreensão de que segurança não é imposta — é construída. Condutor que respeita limite de velocidade, que não bebe antes de dirigir, que mantém veículo em condições seguras — esse condutor é parceiro da PRF, não adversário.

Aquino detalhou números que validam essa parceria. "Nossos números podem ser observados no site da PRF; é a pensão de drogas, é fiscalização, é, principalmente, nos testes de etilômetro que a gente faz muito em feriados para reprimir essas pessoas que bebem, vão para a rodovia causando acidentes. Então, é bem importante a nossa presença nas rodovias do Brasil."

Operações em feriados não são coincidência — são estratégia baseada em dados. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 58% dos acidentes fatais em feriados envolvem condutores sob influência de álcool. Concentração de fiscalização em períodos de risco elevado é resposta epidemiológica a padrão documentado.

Simpósio como ferramenta de aproximação institucional.

Participação de Rodrigo Aquino e Paulo Laguardia no I Simpósio de Segurança Pública de Vassouras não foi apresentação corporativa — foi ato de transparência institucional. Exposição de equipamentos, explicação de funcionamento, resposta a perguntas sobre margem de erro — tudo isso oferece à sociedade civil ferramentas para avaliar a legitimidade de ações policiais.

"Eu acho que a Polícia Rodoviária Federal tem que ser mais reconhecida, com certeza, pelo trabalho sério que vocês desenvolvem, porque são gentis inclusive na abordagem", observou jornalista que conduziu entrevista, sintetizando percepção que emerge quando polícia se abre ao escrutínio público.

Reconhecimento não é adulação — é resultado de transparência. Quando a polícia explica o que faz, por que faz e como faz, a sociedade civil pode avaliar a legitimidade das ações. Quando a polícia oferece acesso a informações sobre certificação de equipamentos, o cidadão pode verificar conformidade com padrões técnicos.

Sobre Rodrigo Aquino

Rodrigo Aquino é inspetor da Polícia Rodoviária Federal e representante de geração de policiais que compreende que segurança pública efetiva requer comunicação transparente com a sociedade civil.

Sua participação no I Simpósio de Segurança Pública de Vassouras demonstra comprometimento com a desmontagem de percepções equivocadas sobre a atuação da PRF.

Aquino articula que A PRF vai muito além de multas — combate ao crime, atendimento de acidentes, escolta de cargas de alto valor. Sua ênfase em protocolo rigoroso que respeita a população oferece contraponto a narrativas que retratam a polícia como instituição truculenta.

Trajetória de Aquino indica que PRF está em processo de transformação cultural, em que transparência e comunicação comunitária são prioridades equivalentes à operacionalidade. Sua presença em simpósio de segurança pública oferece modelo que outras corporações policiais podem replicar.

Sobre Paulo Laguardia

Paulo Laguardia é inspetor da Polícia Rodoviária Federal com 20 anos de experiência em fiscalização de trânsito e transporte. Sua expertise em equipamentos de fiscalização — radar portátil, etilômetro, arma de choque — oferece perspectiva técnica que transcende narrativa corporativa.

Ênfase de Laguardia em certificação metrológica, transparência sobre margem de erro e direito do cidadão de verificar conformidade de equipamentos posiciona-o como policial que compreende que legitimidade de ação policial repousa em conformidade com padrões técnicos e legais.

Seus 20 anos de PRF indicam que a corporação está desenvolvendo cultura de profissionalismo, em que equipamento não é ferramenta de arbitrariedade, mas instrumento de proteção de vidas. Participação em simpósio de segurança pública oferece oportunidade de validar essa transformação perante a sociedade civil.

Por Robson Talber @robsontalber 

Repórter Alberto Aquino @albertoaquino10

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Por Ultima Hora em 11/06/2026
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