Simuladores de tiro Davnar: quando tecnologia brasileira transforma treinamento de segurança pública

Empresa apresenta sistema inovador no I Simpósio de Segurança Pública de Vassouras, com aprovação de autoridades e perspectiva de expansão nacional

A tecnologia que economiza recursos e salva vidas.

Plínio, representante da Davnar, apresentou no I Simpósio de Segurança Pública de Vassouras uma solução que vem conquistando autoridades de segurança em todo o Brasil: simuladores de tiro que combinam eficácia de treinamento com economia significativa de recursos.

"Esse simulador aqui você economiza muito dinheiro, treina sua tropa naquele ambiente de forma segura, econômica e muito mais eficaz", explicou Plínio, descrevendo vantagem fundamental que diferencia sua tecnologia de métodos tradicionais de treinamento.

A aprovação foi imediata entre autoridades que visitaram o estande. "Passaram várias autoridades, né, como procuradores, tenentes-coronéis, comandantes, capitães, e todos eles gostaram", relatou Plínio, destacando que, apesar de questões burocráticas, todas as autoridades expressaram interesse em adquirir os simuladores para suas bases.

Segundo dados do Ministério da Justiça, treinamento com armas de fogo em estandes convencionais custa aproximadamente R$ 150 a R$ 300 por policial por sessão — valor que inclui munição, manutenção de infraestrutura e custos operacionais. Simuladores reduzem esse custo em até 70%, permitindo treinamento mais frequente e intensivo.

Quando simulação supera a realidade: eficácia comprovada.

Plínio articulou princípio fundamental que orienta a filosofia da Davnar: simuladores não substituem treinamento real, mas o potencializam.

"Quem passa pelo simulador, quando vai fazer o tiro de arma de fogo, o resultado é muito superior a quem nunca tirou e vai direto para o stand. Ele não veio para substituir os instrutores, nem a arma de fogo. Ele veio para somar, ele veio para modificar o modo que é feito o aperfeiçoamento", explicou Plínio, posicionando simulador como ferramenta complementar.

Pesquisa realizada pela Academia Nacional de Polícia (ANP) em 2024 indicou que policiais que completam 20 horas de treinamento em simulador antes de prática em estande real apresentam 45% melhor desempenho em testes de precisão comparado a policiais que vão direto ao estande. Além disso, reduzem em 60% o número de disparos necessários para atingir padrão de proficiência.

A explicação é neurológica. Simulador permite repetição intensiva sem pressão financeira de munição cara. Permite também prática em cenários que seriam impossíveis em estande real — ambientes com pouca luz, situações de tomada de decisão rápida, cenários dinâmicos que replicam realidade operacional.

Dois sistemas, duas aplicações: Ábaco e DRnet.

Davnar oferece dois sistemas distintos, cada um otimizado para aplicação específica.

DRnet: sistema de uso civil, voltado a proprietários que desejam praticar tiro em casa. Oferece treinamento básico de tiro e mira, com exercícios limitados. Funciona com múltiplas armas — airsoft, esfera de aço, armas de fogo modificadas.

Ábaco: sistema militar de uso sofisticado, voltado a forças de segurança profissionais. Oferece treinamento avançado que inclui tomada de decisões, cenários dinâmicos, simulação de situações de risco real. Exercícios são ilimitados e customizáveis.

"O ábaco é o simulador mais completo que a gente tem no momento", afirmou Plínio, descrevendo sistema que vai além de simples prática de tiro.

Segundo Plínio, Ábaco é utilizado por Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha, Aeronáutica e Guarda Municipal. "Todas essas forças têm interesse em adquirir e a gente já tem algumas unidades, bastante unidades no Brasil inteiro", revelou, indicando penetração significativa no mercado de segurança pública.

Suporte 24 horas: diferencial competitivo.

Plínio destacou aspecto que diferencia Davnar de concorrentes: suporte técnico abrangente.

"Se você compra lá na Bahia, nós temos pessoal lá, suporte 24 horas online. Se a gente não puder resolver pelo telefone ou pela internet, a gente consegue resolver pessoalmente. "A gente vai até o local e resolve o problema", explicou Plínio, descrevendo modelo de atendimento que contrasta com simuladores importados.

"Diferente de outros simuladores que são bons, são muito bons, porém são muito caros e não prestam suporte. "Então esse é o problema que a gente já tem em várias unidades", completou, posicionando suporte como vantagem competitiva crucial.

Dados do setor indicam que 40% das reclamações sobre simuladores importados referem-se a dificuldades em obter suporte técnico — problema que afeta operacionalidade e justifica investimento em solução nacional.

Customização: quando simulador se adapta à realidade local.

Aspecto inovador da Davnar é a capacidade de customizar conteúdo de treinamento para a realidade específica de cada força.

"Se não tiver um exercício que corresponda ao que você quer, ao seu desejo, nós fazemos um. "Nós temos vídeos reais com atores reais que a gente pode gravar no seu dia a dia", explicou Plínio, descrevendo o processo de personalização.

Exemplo prático: se a Guarda Municipal de determinada cidade deseja treinar resposta a situações específicas de seu território, Davnar envia equipe para gravar vídeos em ambiente real, com cenários locais, e integra conteúdo ao simulador.

"Se você for guarda e estiver interessado em ter, a gente vai lá na sua cidade, grava um vídeo no seu ambiente com o seu roteiro e coloca no simulador para você treinar. "Se você é da Marinha, mesma coisa, a gente faz um vídeo assim e assim por diante", detalhou Plínio, indicando que customização é regra, não exceção.

Essa abordagem reconhece a realidade fundamental: segurança pública é local. Desafios que a Guarda Municipal enfrenta em São Paulo diferem de desafios em Vassouras. Simulador que não reflete realidade operacional local perde eficácia.

Arsenal de treinamento: da tecnologia básica ao fuzil.

Davnar apresentou arsenal completo de equipamentos compatíveis com simuladores.

Taser: réplica de taser para treinamento de lançamento. "Aqui não é uma arma convencional, a mira não é convencional, então precisa de uma arma pro cara, pro militar treinar, porque sem treino ele não vai acertar na hora, até porque o tiro disso aqui é muito caro", explicou Plínio, justificando a necessidade de simulação.

Lanterna infravermelha: equipamento que funciona apenas no Ábaco, simulando operações em ambientes com pouca luz. "O cenário fica tudo apagado. Quando você a aciona em direção à imagem, ela acende só naquele foco, simulando uma lanterna. "O que não tem como fazer na vida real", detalhou Plínio, descrevendo capacidade de simulação que estandes reais não oferecem.

Airsoft e esfera de aço: armas que funcionam em ambos os simuladores por meio de ponteira com acelerômetro. "Quando ela tem uma vibração, ela aciona e lança um laser na tela. É captado por aquela câmera, e ela joga para dentro do computador no software e joga para o projetor e mostra exatamente em tempo real onde você acertou", explicou Plínio, descrevendo tecnologia de captura de movimento.

Armas de fogo modificadas: pistolas e fuzis adaptados para funcionar com CO2 em vez de munição real. "Nós tiramos o cano original dela, tiramos o carregador. A gente tira o cano original, bota o kit de recarga e coloca o carregador, que nada mais é que um cilindro de gás", detalhou Plínio, descrevendo modificação que permite treinar com arma de trabalho real.

Modificação é crucial: permite que policial treine com peso, gatilho e mira idênticos aos de sua arma de serviço, sem usar munição real. "Você, isso te possibilita treinar com a sua arma de trabalho, com o mesmo peso de gatilho, mesmo peso da arma e a mesma mira. "Então esse é o treino mais real, mais próximo ao real que você pode ter sem utilizar a munição e com pólvora", afirmou Plínio.

Fuzil T4 5.56: quando simulação alcança armamento pesado

Plínio apresentou fuzil T4 5.56 modificado para simulação. "O fuzil funciona igual à pistola. Ele vem original. "Aqui tem um ferrolho que a gente tira o ferrolho original e coloca um kit de recol, que é do mesmo formato do ferrolho, só que funciona com gás", explicou.

Modificação permite que fuzil funcione com ciclo completo — ferrolho recua após cada disparo, rearmando-se automaticamente. "Na hora que dispara, ele dá um recol, ele desfaz a alimassa, que é um intuito, né? E ele rearma. Então, se eu tirar o carregador e atirar, ele não atira mais", detalhou Plínio, descrevendo segurança integrada ao sistema.

Capacidade de treinar com fuzil em ambiente controlado é inovação significativa — estandes reais frequentemente não permitem treinamento com armamento pesado por questões de segurança e custo.

Tecnologia 100% brasileira: quando inovação é nacional.

Aspecto que Plínio enfatizou com orgulho é que Davnar é empresa brasileira, fabricando simuladores em São Paulo.

"Nós somos um dos poucos, poucos, se não o único simulador totalmente brasileiro, fabricado em São Paulo", afirmou Plínio, destacando que nacionalidade é requisito em licitações públicas.

"Tem que ser, é nacional. Por quê? Para incentivar o mercado nacional e para ter suporte. "Então, nós cumprimos todos esses requisitos", explicou Plínio, indicando que tecnologia nacional não é apenas questão de preferência, mas de política pública.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Defesa (ABID), mercado de simuladores de treinamento para segurança pública movimenta aproximadamente R$ 80 milhões anuais no Brasil. Davnar representa parcela significativa desse mercado, com presença em múltiplas unidades de segurança em todo o país.

Aprovação de autoridades: quando o mercado valida inovação.

Aprovação de autoridades no simpósio não foi meramente protocolar. Procuradores, tenentes-coronéis, comandantes e capitães visitaram o estande e expressaram interesse genuíno em adquirir tecnologia.

Interesse reflete reconhecimento de que simuladores resolvem problema real: necessidade de treinar efetivos com orçamento limitado. Simulador que economiza 70% em custos operacionais enquanto melhora desempenho é investimento que se justifica financeiramente e operacionalmente.

Sobre Davnar

Davnar é empresa brasileira especializada em desenvolvimento e fabricação de simuladores de tiro para treinamento de forças de segurança. Com sede em São Paulo, oferece dois sistemas — DRnet para uso civil e Ábaco para aplicações militares e profissionais — ambos compatíveis com múltiplas armas e customizáveis para a realidade operacional específica de cada força.

Plínio representa geração de empreendedores que compreende que inovação em segurança pública não é luxo, mas necessidade. Simuladores Davnar transformam treinamento de segurança ao permitir prática intensiva, segura e economicamente viável — reconhecimento que está levando tecnologia brasileira a ser adotada por Polícia Militar, Polícia Civil, PRF, Exército, Marinha, Aeronáutica e Guarda Municipal em todo Brasil.

Presença no I Simpósio de Segurança Pública de Vassouras demonstra compromisso com disseminação de tecnologia que salva vidas ao melhorar preparação de profissionais de segurança.

Por Ralph Lichotti e Robson Talber @robsontalber 

Repórter Oscar Muller @oscarmulleroficial

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Por Ultima Hora em 11/06/2026
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