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O Fundo Monetário Internacional revisou para cima suas estimativas de crescimento para a economia brasileira, em relatório aprovado pelo Conselho Executivo do organismo em 20 de julho. Segundo o Fundo, o Brasil teve a segunda maior revisão positiva entre os países do G20 — um sinal de confiança mesmo em meio ao aumento das tensões comerciais provocado pelas novas tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros.
A instituição agora projeta expansão de 2,4% do PIB em 2026 e de 2,2% em 2027, além de estimar um potencial de crescimento de médio prazo próximo de 2,5% ao ano — número mais otimista do que boa parte das projeções do mercado financeiro. O relatório também destaca que o PIB per capita brasileiro já superou a trajetória observada antes da pandemia, um indicador de recuperação considerada sólida.
Fundamentos elogiados pelo Fundo
Entre os pontos citados como positivos estão os avanços na consolidação fiscal, com a estratégia orçamentária do governo — incluindo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias — vista como capaz de ajudar a estabilizar a trajetória da dívida pública, ainda que o FMI recomende a continuidade do ajuste. O sistema financeiro nacional também foi descrito como sólido, com bancos bem capitalizados e líquidos, aptos a absorver choques.
O Fundo voltou a defender a implementação da reforma tributária, melhorias no ambiente de negócios e estímulos ao investimento privado como caminhos para elevar o potencial de crescimento do país no médio prazo. A conclusão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia também foi citada como fator que amplia a inserção internacional do Brasil e reduz vulnerabilidades externas.
Embora o relatório não associe diretamente as novas projeções ao contencioso comercial com Washington, a leitura do governo brasileiro é de que os números reforçam a percepção de fundamentos macroeconômicos sólidos, mesmo diante das medidas protecionistas de parceiros comerciais importantes.
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