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A pergunta que abriu a entrevista foi direta: o que significa cuidar das mulheres no país? A resposta veio com a propriedade de quem vive a rotina dos consultórios.
"Cuidar das mulheres é ter um olhar integrativo — corpo, mente, saúde — e, principalmente, ter um olhar especial para a saúde íntima da mulher", explicou Dra. Cristina.
"Na clínica, a gente trabalha desde a parte estética, aquilo que incomoda as mulheres, até as patologias íntimas, como incontinência urinária e ressecamento vaginal, porque a gente entende que saúde e estética caminham sempre juntas."
A fala revela uma abordagem que ainda é rara no mercado: tratar a mulher como um todo, sem separar o que é estético do que é funcional, sem ignorar que o bem-estar feminino passa por todas as camadas — da autoestima à fisiologia.
A queixa número um, que ainda é tabu,
Quando questionada sobre a principal reclamação que ouve no consultório, a médica foi categórica: a incontinência urinária lidera com folga. O dado, no entanto, vem acompanhado de um agravante silencioso. "Isso infelizmente ainda é um tabu.
"A gente não fala sobre a incontinência urinária, que é algo muito importante na nossa sociedade", afirmou.
O silêncio em torno do tema tem consequências graves documentadas pela literatura médica.
Estudos brasileiros apontam que a incontinência urinária atinge cerca de 40% das mulheres acima dos 50 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados pela Maternidade-Escola da UFRJ.
Pesquisas científicas publicadas em revistas como a Revista de Pesquisa em Fisioterapia (2026) e a Revista JRG de Estudos Acadêmicos mostram que o impacto vai além do desconforto físico: a condição leva a isolamento social, depressão e doenças cardiovasculares.
"Perder urina não é normal", enfatizou a Dra . Cristina. "A mulher não pode achar que é algo da idade, que é natural, que é consequência de gestações. A mulher precisa ser inteira por inteiro."
A dimensão do problema no Brasil
A incontinência urinária feminina é um problema de saúde pública de magnitude subestimada. A Agência Brasil, em reportagem de fevereiro de 2024, destacou que a condição é significativamente mais comum em mulheres do que em homens, com causas que vão desde o enfraquecimento do assoalho pélvico após gestações até alterações hormonais da menopausa.
Dados da Associação Paulista de Medicina revelam que a incontinência urinária motivou mais de 29 mil cirurgias nos últimos anos no país — número considerado baixo pelos especialistas, justamente porque a maioria das mulheres não busca tratamento por vergonha ou por acreditar que não há solução.
O estudo ELSI-Brasil, uma das maiores pesquisas longitudinais sobre envelhecimento no país, investigou as associações entre atividade física, comportamento sedentário e incontinência urinária em mulheres adultas e idosas, reforçando que o problema pode ser prevenido e tratado com mudanças de hábitos e intervenções adequadas.
O caminho para o tratamento
Dra. Cristina Catermol defende que o primeiro passo é a informação. "O mais importante é levar para essas mulheres informações e dizer que perder urina não é normal."
O tratamento, explica, começa com a procura de um profissional capacitado — seja ginecologista, fisioterapeuta pélvico ou uroginecologista.
O Espaço Cathermol Saúde Integrativa, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, é um exemplo dessa abordagem multidisciplinar.
A clínica incorpora tecnologias como o laser Fotona T para tratamentos íntimos não invasivos, combinando estética e saúde funcional em um só lugar.
"A mulher precisa ser inteira", repetiu a médica. E ser inteira significa não aceitar que um problema tratável roube qualidade de vida, autoestima ou saúde mental.
Um alerta que ecoa do palácio
A entrevista no Palácio Tiradentes, durante a celebração dos dois anos da Revista Tok de Empreendedorismo, teve um gosto de serviço público.
Em um ambiente de festa e networking, Dra. Cristina Catermol usou o microfone para levar às mulheres uma mensagem que deveria ecoar em consultórios, palestras e conversas cotidianas: incontinência urinária tem tratamento. O silêncio é que adoece.
A médica deixou seu Instagram como canal de contato: @d.Cristinaacatermol (Catermol com TH). "Será um prazer receber cada mulher que precisa dessa informação", concluiu.
Biografia: Dra. Cristina Catermol
A Dra. Cristina Catermol é médica especializada em saúde íntima feminina e flacidez, à frente do Espaço Cathermol Saúde Integrativa, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Sua prática clínica combina uma abordagem integrativa que unifica estética íntima e tratamento de patologias femininas, como incontinência urinária, ressecamento vaginal e disfunções do assoalho pélvico.
Formada com visão multidisciplinar, a médica atua com tecnologias avançadas como o laser Fotona T, promovendo tratamentos minimamente invasivos que devolvem qualidade de vida, autoestima e saúde funcional às mulheres.
Dra. Cristina é presença constante em eventos e palestras voltados ao empreendedorismo feminino e à saúde da mulher, onde leva sua bandeira central: desmistificar tabus e informar que perder urina não é normal em nenhuma fase da vida. Seu trabalho pode ser acompanhado pelo Instagram @d.Cristinaacatermol.

Por Robson Talber, @robsontalber, repórter Henrique Pianta, @piantahp.
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